REVIEW - Grim Trials
Nome do Game: Grim Trials
Data de lançamento: 20 de agosto de 2026
Gênero: Ação / RPG / Roguelite
Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e Nintendo Switch 2
Desenvolvedor: Glory Jam
Estúdio: Soft Source
Análise
Sabe aquele tipo de jogo que mistura ação rápida, monstros, evolução de personagem e aquela sensação de "só mais uma tentativa"?
Grim Trials entra exatamente nessa categoria.
O jogo coloca você no controle de Avelin, uma jovem que morreu cedo demais e acaba sendo recrutada para se tornar uma das ceifadoras da Morte. Agora, ela precisa enfrentar diferentes desafios no além-vida enquanto tenta descobrir mais sobre sua própria história e encontrar uma forma de voltar para a pessoa que ama.
E olha, a ideia já chama atenção.
Você está literalmente morto, mas isso não significa que a aventura acabou.
Na verdade, é aí que ela começa.
Uma mistura interessante de ação e roguelite
A base de Grim Trials está no combate.
O jogo mistura ataques de curta e longa distância e permite que Avelin utilize armas como foices e bestas durante as batalhas. Você também pode melhorar e personalizar seus equipamentos para criar diferentes formas de enfrentar os inimigos.
E isso deixa os combates bem dinâmicos.
Você pode partir para cima dos inimigos usando a foice ou manter um pouco mais de distância e utilizar a besta.
Mas não pense que basta atacar sem parar.
Conforme você avança, os inimigos começam a ocupar mais espaço na arena e você precisa prestar atenção nos ataques, nas armadilhas e na posição dos adversários.
É aquele tipo de combate em que ficar parado por alguns segundos pode ser o suficiente para transformar uma boa tentativa em uma derrota.
Cada tentativa é uma nova oportunidade
Se você já jogou algum roguelite, sabe exatamente o que esperar.
Você entra em uma área, enfrenta inimigos, consegue recursos, encontra melhorias e tenta chegar cada vez mais longe.
Quando Avelin morre, a aventura não simplesmente termina.
Você leva parte da experiência e dos materiais conquistados para as próximas tentativas, permitindo melhorar sua personagem e seus equipamentos aos poucos.
E esse sistema funciona justamente porque faz cada derrota parecer um pouco menos frustrante.
Você pode pensar:
"Ok, dessa vez não deu. Mas agora eu sei o que fazer."
E começa novamente.
É uma estrutura simples, mas que consegue prender bastante quando você começa a perceber que está ficando mais forte e também entendendo melhor os inimigos.
O além-vida tem muita coisa para esconder
Uma das coisas que gostei em Grim Trials é que a aventura não acontece simplesmente em uma sequência de corredores.
O jogo utiliza arenas em formato de hexágonos, cheias de monstros, armadilhas e almas pecadoras. Ao longo da aventura, você também enfrenta chefes importantes que colocam suas habilidades à prova.
Isso ajuda a deixar os combates mais interessantes.
Você não precisa olhar apenas para os inimigos.
Também precisa prestar atenção no espaço onde está lutando.
Uma armadilha no lugar errado pode complicar bastante uma batalha que parecia fácil.
E quando vários inimigos aparecem ao mesmo tempo, controlar o espaço ao redor da personagem passa a ser tão importante quanto causar dano.
A história ajuda a dar um motivo para continuar
Aqui temos outro ponto que achei interessante.
Normalmente, em um roguelite, a gente acaba ficando muito focado na próxima melhoria, na próxima arma ou simplesmente em chegar mais longe.
Grim Trials tenta colocar uma história por trás de tudo isso.
Avelin precisa passar pelos testes para se tornar uma ceifadora de verdade, mas também está tentando descobrir mais sobre sua própria morte e cumprir uma promessa relacionada à pessoa que ama.
Isso dá um objetivo maior para a aventura.
Você não está apenas entrando em uma arena porque precisa derrotar mais alguns inimigos.
Existe uma razão para Avelin continuar.
E eu gosto quando um jogo consegue equilibrar bem a ação com uma história que dá contexto para aquilo que estamos fazendo.
As armas fazem diferença
A possibilidade de personalizar equipamentos também ajuda bastante.
Você pode trabalhar diferentes combinações de armas e habilidades para encontrar um estilo que combine melhor com a sua maneira de jogar.
A foice é perfeita para quem gosta de ficar mais perto dos inimigos.
Já a besta permite trabalhar melhor a distância.
E ainda existem as chamadas Blessings, poderes ligados aos deuses da Morte que podem mudar bastante a forma como uma tentativa se desenvolve.
É aqui que começa aquela parte gostosa de experimentar.
Você encontra uma melhoria e pensa:
"Será que consigo montar uma build boa com isso?"
Às vezes funciona muito bem.
Às vezes...
Bom, às vezes você descobre da pior maneira possível que aquela combinação não era tão boa assim.
Mas faz parte.
O estilo visual combina muito com a proposta
Outro detalhe que chama atenção é a identidade visual.
Grim Trials aposta em uma estética sombria, com uma mistura de fantasia e elementos de heavy metal que combina muito bem com a proposta do jogo.
A trilha sonora também segue essa direção e ajuda a deixar os combates ainda mais intensos.
E isso é importante porque o jogo passa boa parte do tempo colocando você em situações de combate.
Se a música não acompanhasse essa energia, provavelmente a experiência perderia bastante impacto.
Aqui, pelo contrário, ela ajuda a criar o clima.
Onde Grim Trials poderia melhorar?
Apesar de ter uma proposta interessante, nem tudo funciona perfeitamente.
A estrutura de roguelite pode acabar ficando repetitiva depois de muitas tentativas, principalmente quando você já conhece bem determinados encontros.
E esse é um risco comum nesse tipo de jogo.
A graça está justamente em repetir a experiência para conseguir algo novo, ficar mais forte e chegar mais longe.
Mas quando as recompensas não conseguem surpreender tanto quanto você gostaria, aquela vontade de fazer "só mais uma tentativa" pode diminuir.
Também acredito que existe espaço para deixar algumas armas e habilidades ainda mais diferentes entre si.
Quanto maior a variedade de builds realmente viáveis, mais interessante fica experimentar novas combinações.
Ainda assim, isso não apaga o que Grim Trials faz de bom.
A base é divertida e existe uma boa estrutura para quem gosta desse estilo de jogo.
✅ Pontos Positivos
- Combate rápido e divertido.
- Mistura de ataques corpo a corpo e à distância.
- Foices e bestas oferecem estilos diferentes de combate.
- Sistema de evolução funciona bem.
- Personalização de armas e equipamentos.
- As Blessings ajudam a criar diferentes combinações.
- Arenas com inimigos, armadilhas e desafios.
- Boa atmosfera sombria.
- Trilha sonora combina com a proposta.
- História dá mais sentido à jornada de Avelin.
- Estrutura de roguelite incentiva novas tentativas.
- Boa quantidade de conteúdo para quem gosta do gênero.
❌ Pontos Negativos
- Algumas partes podem ficar repetitivas depois de várias tentativas.
- Algumas armas poderiam ter diferenças mais marcantes.
- O sistema de recompensas poderia oferecer mais surpresas.
- A dificuldade pode afastar quem prefere jogos mais tranquilos.
- Algumas mecânicas poderiam ter mais profundidade.
- O progresso pode demorar um pouco para engrenar.
🎯 Conclusão
Grim Trials é um daqueles jogos que consegue misturar várias ideias conhecidas e transformar tudo em uma experiência que funciona bem.
A ação é rápida, as batalhas exigem atenção e o sistema de roguelite faz você querer tentar novamente depois de cada derrota.
E a história de Avelin ajuda bastante.
Você não está simplesmente enfrentando monstros sem motivo. Existe uma personagem com uma história, uma promessa e um objetivo que fazem você querer descobrir o que vem depois.
Também gostei da possibilidade de combinar armas, equipamentos e Blessings para encontrar diferentes formas de jogar.
Claro que ainda existem alguns pontos que poderiam ser melhores, principalmente quando falamos de variedade e repetição depois de muitas partidas.
Mas, no geral, Grim Trials entrega uma experiência divertida para quem gosta de ação, RPG e roguelites.
Se você curte jogos em que morrer faz parte do aprendizado, gosta de testar builds diferentes e não se importa em repetir uma aventura para ficar cada vez mais forte, esse é um jogo que merece entrar no seu radar.
E talvez a melhor parte seja justamente essa:
Você pode perder uma batalha, voltar para o começo e pensar que agora vai ser diferente.
E aí começa tudo de novo.
Só que dessa vez você está um pouco mais preparado.
E o que você achou do game?
Você já jogou Grim Trials?
Quero saber se você curtiu essa mistura de ação, RPG e roguelite e qual arma ou combinação você mais gostou de usar.
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🎮 Minha gameplay
Confira também a minha gameplay de Grim Trials e veja na prática como funcionam os combates, as armas, as Blessings e toda a aventura de Avelin.
Minha gameplay:
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