quinta-feira, 3 de setembro de 2026

APIDYA'S SPECIAL REVIEW: VALE A PENA?

 

REVIEW - Apidya's Special

Nome do Game: Apidya's Special

Data de lançamento: 25 de agosto de 2026

Gênero: Shoot 'em up / Arcade

Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch

Desenvolvedor: Team Apidya

Estúdio/Publisher: ININ Games


Análise

Se você cresceu jogando aqueles clássicos de 16 bits, provavelmente já viu muitos shoot 'em ups com naves, alienígenas e explosões por todos os lados.

Mas talvez você nunca tenha imaginado que uma abelha poderia protagonizar um deles.

E é justamente aí que Apidya's Special começa a chamar atenção.

O jogo é o retorno de um clássico originalmente lançado para Amiga em 1992, mas essa nova versão não é simplesmente uma adaptação do jogo antigo para plataformas atuais.

Apidya's Special foi reconstruído do zero, mantendo a essência do original e trazendo uma apresentação muito mais moderna.

E o mais interessante é que ele consegue fazer isso sem perder aquela identidade completamente diferente que fez Apidya se destacar naquela época.

Você continua controlando uma pequena abelha em uma aventura cheia de insetos, criaturas gigantes, ambientes biológicos e uma quantidade absurda de perigos.

E existe uma coisa que fica clara logo nos primeiros minutos:

Apidya's Special sabe exatamente o tipo de jogo que quer ser.

O combate continua sendo o coração do jogo

Se existe um motivo para jogar Apidya's Special, é o seu combate.

A estrutura é simples.

Você voa, atira, desvia dos inimigos e tenta sobreviver enquanto a tela começa a ficar cada vez mais caótica.

Mas simples não significa fácil.

Muito pelo contrário.

Os inimigos aparecem de diferentes direções, os projéteis começam a ocupar cada vez mais espaço e você precisa prestar atenção em praticamente tudo que acontece na tela.

É aquele tipo de jogo em que você pode passar uma fase inteira achando que está dominando tudo e, alguns segundos depois, cometer um pequeno erro e perder uma vida.

E isso faz parte da graça.

Você morre.

Tenta novamente.

Aprende o padrão.

E na próxima tentativa consegue chegar um pouco mais longe.

É uma fórmula antiga, mas continua funcionando muito bem.

O sistema de power-ups deixa tudo mais interessante

Uma das coisas que ajudam a deixar o combate mais divertido são os power-ups.

Durante as fases você pode conseguir diferentes melhorias para sua abelha, aumentando seu poder de ataque e adicionando novas possibilidades ao combate.

E isso muda bastante a maneira como você encara cada fase.

Quanto mais forte você fica, mais confortável começa a parecer avançar pelo cenário.

O problema é que essa sensação pode desaparecer rapidamente quando você perde uma vida.

E aí começa aquela corrida para recuperar seu poder novamente.

Isso cria uma tensão interessante.

Você não está simplesmente tentando sobreviver.

Você também está tentando manter sua evolução.

E quando você está com uma boa combinação de poderes e consegue atravessar uma área difícil sem perder tudo, a sensação é muito boa.

Um mundo aberto... para uma abelha

Uma das melhores decisões de Apidya's Special é justamente a sua ambientação.

Enquanto muitos shoot 'em ups colocam você no espaço, aqui o mundo é completamente diferente.

Você passa por Meadow, Pond, Sewers, Cyber e Lair, cinco mundos com identidades visuais próprias e até cinco níveis em cada um.

E existe uma coisa muito interessante nessa escolha.

Como você controla uma criatura pequena, elementos que normalmente seriam insignificantes acabam parecendo enormes.

Insetos, plantas, animais e estruturas do ambiente podem virar obstáculos gigantescos.

O jogo consegue transformar algo cotidiano em uma verdadeira ameaça.

E isso dá uma personalidade muito forte para a aventura.

A criatividade dos inimigos é um dos destaques

É impossível jogar Apidya's Special sem prestar atenção nos inimigos.

Eles não estão ali apenas para preencher a tela.

Boa parte deles combina diretamente com o ambiente em que você está.

E como os mundos possuem propostas diferentes, o jogo consegue variar bastante o tipo de ameaça que aparece na sua frente.

Em alguns momentos você está atravessando um ambiente natural.

Depois está em uma área completamente diferente.

E quando pensa que já entendeu o que esperar, aparece outro inimigo para complicar sua vida.

Essa criatividade ajuda bastante a manter a aventura interessante.

E os chefes?

Aqui temos alguns dos momentos mais legais.

Apidya's Special possui 20 chefes diferentes, espalhados pelos seus cinco mundos, além de fases especiais escondidas.

E os chefes funcionam como uma espécie de teste de tudo que você aprendeu durante a fase.

Você precisa observar os padrões, entender os ataques e encontrar os momentos certos para causar dano.

Alguns encontros conseguem ser bastante memoráveis justamente pela maneira como ocupam a tela.

Você começa desviando de um ataque.

Depois vem outro.

E mais outro.

Quando percebe, está tentando encontrar aquele pequeno espaço entre os projéteis para conseguir atacar.

É aquele caos controlado que combina perfeitamente com o gênero.

O visual moderno ficou muito bonito

Aqui está outra parte em que Apidya's Special acerta bastante.

O jogo foi reconstruído utilizando pixel art de 24 bits e consegue apresentar uma aparência moderna sem abandonar suas raízes.

Os cenários são coloridos, cheios de detalhes e possuem bastante movimento.

Mas existe uma opção que eu gostei especialmente.

Você pode alternar entre o visual moderno em widescreen e uma apresentação em 4:3 inspirada no Amiga original.

E ainda existem efeitos CRT, scanlines e bloom para quem quer deixar tudo ainda mais próximo daquela experiência retrô.

É um detalhe que pode parecer pequeno, mas mostra o cuidado colocado nessa nova versão.

A trilha sonora continua sendo especial

Se existe uma coisa que os fãs do jogo original provavelmente vão reconhecer imediatamente, é a música.

A trilha sonora de Chris Hülsbeck é uma das partes mais marcantes de Apidya.

E em Apidya's Special ela ganhou novas versões de estúdio, além das músicas clássicas e das gravações originais do Amiga.

Isso é muito importante porque a música combina perfeitamente com o ritmo acelerado das fases.

Ela dá energia para os combates e ajuda a criar aquela sensação de estar jogando um clássico de arcade.

É uma trilha que consegue funcionar tanto para quem já conhece o jogo quanto para quem está descobrindo Apidya pela primeira vez.

O jogo também ganhou novidades

Apesar de ser um remake de um jogo de 1992, Apidya's Special não ficou simplesmente preso ao passado.

Uma das novidades mais interessantes é o modo cooperativo.

Agora você pode chamar outra pessoa para jogar junto, com o segundo jogador controlando uma abelha totalmente funcional com suas próprias armas.

E isso muda bastante a experiência.

Um shoot 'em up já pode ser caótico sozinho.

Agora imagine duas pessoas atirando, desviando e tentando sobreviver ao mesmo tempo.

Também existem eventos aleatórios, como o Night Mode, que adicionam novas situações e inimigos às partidas.

São pequenas mudanças, mas ajudam a fazer essa versão parecer mais completa.

A dificuldade ainda é coisa séria

Agora chegamos a uma parte que pode dividir bastante os jogadores.

Apidya's Special é um jogo old school.

Mesmo com as novas opções de dificuldade e acessibilidade, ele ainda exige atenção.

Você precisa aprender os padrões dos inimigos e entender o comportamento de cada fase.

Não é aquele tipo de jogo que você simplesmente joga sem prestar atenção.

E isso pode ser ótimo para quem gosta do gênero.

Mas para quem não tem experiência com shoot 'em ups, algumas partes podem ser bastante frustrantes.

A boa notícia é que as opções modernas de dificuldade tornam a experiência mais acessível do que seria jogar o clássico exatamente como ele era.

A campanha poderia ser maior

Esse é provavelmente um dos pontos em que eu gostaria de ter encontrado um pouco mais.

Os cinco mundos são interessantes e possuem bastante variedade, mas Apidya's Special ainda é uma experiência relativamente direta.

Depois que você aprende os padrões e domina as fases, boa parte da longevidade passa a depender de tentar melhorar sua performance.

Para quem gosta de buscar pontuações melhores, descobrir segredos e dominar completamente cada fase, isso não é necessariamente um problema.

Mas quem procura uma campanha enorme pode terminar sentindo que gostaria de ter mais conteúdo.

E talvez seja justamente aqui que algumas das novidades extras poderiam ter sido ainda mais exploradas.


✅ Pontos Positivos

  • Excelente jogabilidade de shoot 'em up.
  • Pixel art de 24 bits muito bonita.
  • Visual moderno sem perder a identidade retrô.
  • Dois modos visuais, incluindo o clássico 4:3.
  • Ótima trilha sonora de Chris Hülsbeck.
  • Cinco mundos com identidade própria.
  • 20 chefes diferentes.
  • Fases especiais escondidas.
  • Sistema de power-ups funciona muito bem.
  • Modo cooperativo.
  • Eventos aleatórios adicionam variedade.
  • Opções modernas de dificuldade e acessibilidade.
  • Excelente maneira de apresentar o clássico para uma nova geração.

❌ Pontos Negativos

  • Pode ser difícil para quem não está acostumado com shoot 'em ups.
  • A campanha pode parecer curta para alguns jogadores.
  • Depois de dominar as fases, a repetição começa a aparecer.
  • Algumas novidades poderiam ter sido mais exploradas.
  • Quem procura uma experiência completamente nova pode sentir falta de mudanças maiores na fórmula.

🎯 Conclusão

Vou ser sincero: Apidya's Special é exatamente o tipo de remake que eu gosto de ver.

Ele não tenta apagar o passado para parecer moderno.

Muito pelo contrário.

A Team Apidya pegou um clássico de 1992, reconstruiu sua apresentação, adicionou novos recursos e manteve aquilo que fazia o jogo ser diferente.

E isso funciona.

O combate continua rápido e divertido.

Os power-ups dão uma boa sensação de progressão.

Os mundos possuem personalidade.

Os chefes conseguem criar alguns momentos bastante caóticos.

E a trilha sonora continua sendo uma das grandes estrelas da experiência.

Mas talvez o mais importante seja que Apidya's Special tem identidade.

Em um gênero cheio de jogos que acabam utilizando fórmulas parecidas, controlar uma pequena abelha enquanto você atravessa jardins, esgotos e ambientes tecnológicos é algo que dificilmente passa despercebido.

Claro que existem alguns problemas.

A campanha poderia ser maior, a dificuldade pode afastar quem não está acostumado com o gênero e, depois de dominar as fases, a experiência começa a depender bastante de repetir o conteúdo para melhorar sua performance.

Mas quando você olha para o conjunto, fica difícil não reconhecer o carinho colocado nessa versão.

Apidya's Special não é apenas uma viagem ao passado.

É uma tentativa de mostrar por que esse clássico conseguiu permanecer relevante por mais de três décadas.

E para quem gosta de shoot 'em ups, jogos retrô ou simplesmente quer experimentar algo diferente, acho que vale muito a pena dar uma chance para essa pequena abelha.

Porque, no final das contas, ela pode ser bem mais perigosa do que parece.


E o que você achou do game?

Você já conhecia Apidya desde a época do Amiga ou está conhecendo o jogo agora com Apidya's Special?

Quero saber também se você prefere jogar com o visual moderno ou se a apresentação clássica em 4:3 consegue trazer aquela nostalgia dos jogos antigos.

Você teria coragem de enfrentar esse desafio no modo mais difícil?

Não esqueça de fazer um comentário! 👇


🎮 Minha gameplay

Confira também a minha gameplay de Apidya's Special e veja na prática o combate, os power-ups, os chefes, os mundos e toda a loucura desse shoot 'em up retrô.

Minha gameplay:





⭐ Nota

MORTAL SHELL 2 REVIEW: VALE A PENA? ANÁLISE COMPLETA

 

REVIEW - Mortal Shell II

Nome do Game: Mortal Shell II

Data de lançamento: 20 de agosto de 2026

Gênero: RPG de Ação / Soulslike / Dark Fantasy

Plataformas: PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S

Desenvolvedor: Cold Symmetry

Estúdio/Publisher: Playstack


Análise

Se você jogou o primeiro Mortal Shell e achou que a ideia era interessante, mas que ainda faltava alguma coisa para ele realmente competir com os grandes nomes do gênero, tenho uma boa notícia:

Mortal Shell II parece exatamente aquele tipo de sequência em que os desenvolvedores olharam para o primeiro jogo e pensaram: "Agora vamos fazer isso direito."

E essa diferença aparece logo nos primeiros minutos.

O jogo mantém aquela atmosfera sombria, pesada e desconfortável que já fazia parte da identidade da franquia, mas aumenta bastante a escala da aventura.

Agora temos um mundo interligado para explorar, novos guerreiros para possuir, mais armas, mais possibilidades de personalização e um combate muito mais livre.

E existe uma mudança que, para mim, faz uma diferença enorme:

a barra de stamina foi removida.

Sim.

Você pode atacar e esquivar sem precisar ficar olhando para uma barrinha esperando ela encher novamente.

Parece uma mudança pequena, mas muda completamente o ritmo das batalhas.

O combate ficou muito melhor

Se existe um motivo para jogar Mortal Shell II, é o combate.

O jogo continua sendo difícil, mas agora ele é muito mais agressivo e dinâmico.

Você pode atacar, esquivar, contra-atacar e continuar pressionando o inimigo sem aquela limitação tradicional de stamina.

Mas isso não significa que virou um jogo de apertar botões sem pensar.

Muito pelo contrário.

Os ataques possuem peso e comprometimento. Se você atacar na hora errada, pode ficar completamente aberto para receber um golpe.

E é aí que entra a parte mais gostosa.

Você começa a entender o comportamento dos inimigos, aprende os momentos certos para atacar e percebe que pode jogar de uma maneira muito mais agressiva.

Além disso, o sistema de parry e as execuções continuam sendo uma parte importante da experiência.

Quando você acerta aquele contra-ataque no momento perfeito e consegue executar o inimigo, a sensação é excelente.

É brutal, rápido e muito satisfatório.

O sistema de Shells continua sendo a alma do jogo

Uma das ideias mais interessantes do primeiro Mortal Shell continua aqui, mas agora foi muito mais desenvolvida.

Em vez de simplesmente escolher uma classe tradicional, você pode encontrar diferentes guerreiros e possuir seus Shells, aproveitando suas características e habilidades.

No total, existem oito Shells espalhados pelo mundo.

E cada um pode mudar bastante a maneira como você joga.

Isso é muito interessante porque você não fica preso a uma única forma de jogar.

Quer uma experiência mais resistente?

Pode escolher um Shell que favoreça isso.

Quer experimentar outro estilo?

Troque de Shell.

E o melhor é que você pode combinar essas características com diferentes armas, upgrades, Seals e Tarstones.

É aí que começa a parte realmente divertida.

Criar sua própria build

Se você gosta de ficar horas pensando em qual arma combina melhor com determinado poder, Mortal Shell II tem bastante coisa para oferecer.

O jogo permite melhorar armas de combate corpo a corpo e também armas de longo alcance.

Além disso, os Shells possuem habilidades próprias e existem diferentes recursos que podem modificar sua maneira de jogar.

Você pode montar uma configuração mais ofensiva, mais defensiva ou simplesmente criar uma combinação completamente diferente.

E não existe necessariamente uma única resposta correta.

Essa liberdade é uma das grandes melhorias da sequência.

Você começa a experimentar.

Testa uma arma.

Depois encontra um Shell novo.

Descobre uma habilidade.

Troca algumas melhorias.

E de repente está jogando de uma maneira completamente diferente daquela que imaginava no começo.

Um mundo aberto, mas sem exagerar no tamanho

Outra decisão que gostei bastante em Mortal Shell II foi o tamanho do mundo.

O jogo apresenta um mundo aberto interligado, mas não tenta simplesmente criar um mapa gigantesco cheio de espaço vazio.

A proposta é mais compacta.

Você encontra caminhos alternativos, áreas escondidas, masmorras, armas, Shells e outros segredos enquanto explora.

E isso funciona muito bem para esse tipo de jogo.

Você não precisa passar vários minutos atravessando um campo vazio só para chegar ao próximo objetivo.

Aqui, quase sempre existe alguma coisa para descobrir.

E se você sair do caminho principal, pode encontrar uma recompensa que realmente vale a pena.

O mundo também possui locais bem diferentes entre si, incluindo florestas, templos abandonados, cemitérios congelados e estruturas construídas com ossos.

É um daqueles jogos em que explorar por curiosidade pode acabar sendo tão interessante quanto seguir a história.

A ambientação é incrível

Visualmente, Mortal Shell II é um salto enorme em relação ao primeiro jogo.

A direção de arte aposta novamente naquele dark fantasy pesado, mas agora os ambientes possuem muito mais detalhes.

Existem cenários que conseguem ser bonitos e perturbadores ao mesmo tempo.

Você pode estar atravessando uma área aparentemente tranquila e, poucos minutos depois, encontrar alguma criatura grotesca ou uma construção que parece ter saído de um pesadelo.

E os inimigos ajudam bastante nisso.

O design das criaturas é um dos pontos que mais chamam atenção.

Alguns parecem completamente deformados, enquanto outros possuem uma aparência que combina perfeitamente com aquele mundo destruído.

É o tipo de jogo que consegue criar atmosfera sem precisar ficar colocando sustos o tempo inteiro.

E os chefes?

Aqui temos alguns dos momentos mais interessantes.

As batalhas contra chefes exigem que você realmente preste atenção.

Não basta simplesmente atacar.

Você precisa entender os padrões, identificar as aberturas e saber quando é melhor recuar.

E como o combate permite uma abordagem mais agressiva, algumas dessas batalhas acabam criando momentos muito bons.

Você esquiva de um ataque enorme, encontra uma abertura, parte para cima e consegue encaixar uma sequência de golpes.

Quando funciona, é muito satisfatório.

Mas também existem momentos em que alguns inimigos menores ou mini-chefes podem parecer mais previsíveis do que deveriam.

Então existe um pouco de equilíbrio entre encontros realmente memoráveis e outros que poderiam ser mais interessantes.

Explorar é recompensador

Uma das melhores coisas de Mortal Shell II é que o jogo não fica o tempo todo dizendo para onde você deve ir.

Você pode simplesmente sair explorando.

E isso costuma ser recompensado.

Existem novos Shells, armas, upgrades, curiosidades e masmorras espalhados pelo mundo.

O jogo possui mais de 80 masmorras, então existe bastante espaço para quem gosta de procurar caminhos escondidos e testar seus limites.

E algumas dessas áreas possuem desafios bem diferentes.

É justamente quando você encontra algo inesperado que a exploração fica mais divertida.

A história é interessante, mas poderia ser mais clara

Aqui está um dos pontos em que eu acho que Mortal Shell II poderia melhorar.

A história tem boas ideias.

Você controla o Harbinger, uma figura ligada à Mether, e precisa atravessar esse mundo destruído enquanto enfrenta criaturas e falsos deuses.

Existe bastante coisa acontecendo por trás da aventura.

O problema é que o jogo não entrega todas essas informações de maneira simples.

Você precisa prestar atenção nos diálogos, personagens, ambientes e nos detalhes espalhados pelo mundo.

Para quem gosta de montar o quebra-cabeça da história, isso pode ser muito interessante.

Mas se você prefere uma narrativa mais direta, pode acabar ficando um pouco perdido.

E acho que esse é um daqueles casos em que o jogo poderia explicar algumas coisas melhor sem perder o mistério.

Ainda existem alguns problemas

Apesar de ser uma evolução muito grande, Mortal Shell II não é perfeito.

A câmera pode atrapalhar em alguns momentos, principalmente durante batalhas em lugares apertados.

Também existem áreas em que a repetição começa a aparecer, principalmente em algumas masmorras.

Depois de várias horas, você pode começar a sentir que determinados ambientes e recompensas poderiam ter mais variedade.

Outro ponto é que alguns jogadores podem sentir que o começo da progressão é um pouco lento.

E embora a remoção da stamina torne o combate mais livre, ela também faz com que o jogo tenha uma identidade diferente de outros soulslikes tradicionais.

Para mim, isso é mais uma qualidade do que um problema.

Mortal Shell II não precisa copiar exatamente a fórmula que todo mundo já conhece.

Ele consegue encontrar seu próprio ritmo.


✅ Pontos Positivos

  • Combate muito mais rápido e responsivo.
  • Remoção da stamina deixa as batalhas mais livres.
  • Sistema de Shells oferece diferentes estilos de jogo.
  • Oito Shells para descobrir e experimentar.
  • Grande variedade de armas e possibilidades de builds.
  • Mundo aberto compacto e bem conectado.
  • Exploração recompensa a curiosidade.
  • Mais de 80 masmorras.
  • Chefes com batalhas intensas.
  • Excelente direção de arte.
  • Design de criaturas muito marcante.
  • Atmosfera sombria e envolvente.
  • Grande evolução em relação ao primeiro Mortal Shell.
  • Pode ser jogado como uma experiência independente.
  • Legendas em português

❌ Pontos Negativos

  • Algumas masmorras ficam repetitivas.
  • Algumas recompensas poderiam ser mais interessantes.
  • A câmera pode atrapalhar em determinados combates.
  • Alguns inimigos e mini-chefes podem parecer previsíveis.
  • A história pode ser confusa para quem prefere uma narrativa mais direta.
  • O início da progressão pode parecer um pouco lento.
  • Alguns elementos ainda precisam de pequenos ajustes de equilíbrio.

🎯 Conclusão

Vou ser sincero: Mortal Shell II me surpreendeu.

O primeiro jogo tinha ideias muito boas, principalmente o conceito dos Shells, mas ainda parecia uma experiência que precisava de mais tempo para encontrar seu verdadeiro potencial.

E agora parece que a Cold Symmetry encontrou esse caminho.

O combate está muito mais gostoso.

A ausência de stamina deixa tudo mais agressivo e permite que você jogue de maneira muito mais livre, enquanto o sistema de Shells, armas e upgrades oferece bastante espaço para experimentar diferentes builds.

E quando você junta isso com um mundo compacto, cheio de caminhos alternativos, masmorras e segredos, a exploração começa a fazer muito sentido.

Não é um mundo aberto gigante apenas para dizer que é aberto.

É um mundo que quer que você explore.

E isso faz diferença.

Claro que existem problemas. Algumas masmorras são repetitivas, a câmera pode incomodar e a narrativa poderia ser mais fácil de acompanhar.

Mas quando eu olho para o conjunto, fica difícil negar o quanto Mortal Shell II evoluiu.

Ele não tenta simplesmente ser uma cópia de Dark Souls ou Elden Ring.

Ele pega a fórmula Soulslike, coloca suas próprias ideias e cria uma experiência que consegue ter identidade.

Se você gosta de Soulslike, RPG de ação, dark fantasy e jogos difíceis, Mortal Shell II merece muito a sua atenção.

Principalmente se você jogou o primeiro e ficou pensando:

"Esse jogo poderia ser muito melhor."

Porque agora ele está bem mais perto de ser exatamente isso.


E o que você achou do game?

Você já jogou Mortal Shell II?

Quero saber principalmente se você gostou dessa mudança no combate e da decisão de remover a stamina.

Você prefere o combate mais livre de Mortal Shell II ou ainda gosta mais do sistema tradicional dos Soulslikes?

Não esqueça de fazer um comentário! 👇


🎮 Minha gameplay

Confira também a minha gameplay de Mortal Shell II e veja na prática o combate, os Shells, as armas, os chefes e toda a exploração desse mundo sombrio.

Minha gameplay:




⭐ Nota

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Mexican Ninja Review: Vale a Pena? Análise Completa

 

REVIEW - Mexican Ninja

Nome do Game: Mexican Ninja

Data de lançamento: 20 de agosto de 2026

Gênero: Ação / Beat 'em up / Roguelite

Plataformas: PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch

Desenvolvedor: Madbricks

Estúdio/Publisher: Amber Studio


Análise

Vou começar sendo sincero: Mexican Ninja é um daqueles jogos que você olha e pensa "que ideia maluca é essa?".

E talvez seja justamente por isso que ele chama tanta atenção.

O jogo mistura cultura mexicana, referências japonesas, ninjas, crime organizado e uma boa dose de humor absurdo em um mundo chamado Nuevo Tokyo.

Aqui, Narcos e Yakuza se juntaram para formar os Narkuzas, um novo grupo que tomou conta da cidade.

E quem vai tentar colocar um fim nessa bagunça?

Exatamente.

O Mexican Ninja.

A história não tenta ser complicada. Ela serve muito mais como uma desculpa para colocar você no meio da confusão e começar a distribuir espadadas.

E, sinceramente, funciona.

Um beat 'em up com roguelite

A primeira coisa que você precisa saber sobre Mexican Ninja é que ele não é apenas um beat 'em up tradicional.

O jogo mistura a pancadaria clássica dos arcades com uma estrutura de roguelite.

Isso significa que você vai entrar em uma partida, enfrentar inimigos, conseguir melhorias, desbloquear novas possibilidades e tentar chegar cada vez mais longe.

Quando morrer, começa novamente.

Mas não volta exatamente para o ponto zero.

Você leva parte da evolução para a próxima tentativa e pode continuar melhorando seu personagem.

E isso cria aquela sensação perigosa de:

"Vou fazer só mais uma."

Aí você olha para o relógio e percebe que já passou muito mais tempo do que imaginava.

O combate é onde o jogo realmente brilha

Se tem uma coisa que Mexican Ninja entende é que um beat 'em up precisa ser divertido de jogar.

Os combates são rápidos e permitem combinar ataques leves e pesados, além de usar habilidades especiais chamadas Mexican Jutsus.

E são justamente esses poderes que deixam as batalhas muito mais caóticas.

Você pode estar enfrentando alguns inimigos tranquilamente e, de repente, a tela começa a ficar cheia de efeitos, explosões e adversários voando para todos os lados.

É exagerado?

Muito.

Mas esse é justamente o ponto.

O jogo não está tentando ser realista.

Ele quer ser absurdo.

E quanto mais você avança e desbloqueia novas habilidades, mais interessante fica experimentar diferentes combinações.

Cada run pode ficar diferente

Uma das coisas mais legais do sistema de roguelite é a possibilidade de montar diferentes builds.

Durante as partidas, você encontra melhorias que podem alterar bastante o desempenho do personagem.

Isso faz com que você comece a pensar não apenas em qual inimigo atacar, mas também em qual combinação de habilidades faz mais sentido para aquela tentativa.

E quando algumas melhorias começam a conversar entre si, o combate fica ainda mais divertido.

Você começa com um personagem relativamente simples e, depois de algumas escolhas certas, pode terminar a partida fazendo uma verdadeira bagunça na tela.

É uma progressão que recompensa bastante quem gosta de testar possibilidades.

Nuevo Tokyo é completamente maluco

O mundo de Mexican Ninja talvez seja uma das coisas mais diferentes do jogo.

Imagine uma cidade que mistura elementos mexicanos e japoneses e coloque no meio disso uma guerra contra uma organização formada pela fusão entre Narcos e Yakuza.

É estranho?

Sim.

Mas também dá ao jogo uma identidade própria.

A apresentação aposta em personagens caricatos, cenários coloridos e uma estética que lembra bastante histórias em quadrinhos.

Isso combina com o humor exagerado e com a violência cartunesca dos combates.

É difícil confundir Mexican Ninja com outro jogo.

E isso é uma qualidade importante.

Em um mercado cheio de roguelites, conseguir ter uma identidade própria já é um grande passo.

O humor vai dividir opiniões

Agora vem um ponto que precisa ser falado.

O humor de Mexican Ninja é bem exagerado.

E quando digo exagerado, é exagerado mesmo.

O jogo aposta em palavrões, situações absurdas, piadas de gosto duvidoso e momentos que claramente querem provocar uma reação.

Algumas piadas funcionam muito bem porque combinam com toda a loucura do jogo.

Outras podem simplesmente não funcionar para você.

E acho que isso vai depender bastante do seu tipo de humor.

Se você gosta de comédia mais absurda e não se incomoda com conteúdo mais pesado, provavelmente vai entrar na brincadeira.

Agora, se esse tipo de humor não é para você, algumas partes podem acabar sendo mais irritantes do que engraçadas.

Explorar também vale a pena

Apesar de a pancadaria ser o foco principal, Mexican Ninja também coloca algumas pequenas surpresas pelo caminho.

Existem caminhos escondidos, estátuas que podem oferecer melhorias, objetivos secundários e personagens que podem aparecer durante as fases.

Esses elementos ajudam a quebrar um pouco a sequência de simplesmente avançar e bater em tudo que aparece pela frente.

Também existem diferentes roupas para desbloquear.

E o interessante é que elas não servem apenas para mudar a aparência.

Algumas oferecem vantagens e bônus diferentes.

Isso dá mais um motivo para explorar e completar determinadas tarefas durante as runs.

Os chefes são um bom destaque

As batalhas contra chefes são outro ponto que merece atenção.

Eles conseguem mudar um pouco o ritmo da partida e obrigam você a prestar mais atenção nos ataques.

Não basta simplesmente chegar perto e apertar o botão de ataque.

Você precisa observar o que o chefe está fazendo e encontrar uma oportunidade para atacar.

E quando você finalmente entende o padrão e consegue derrotá-lo, existe aquela sensação boa de:

"Agora foi!"

É exatamente esse tipo de pequena vitória que combina muito bem com a estrutura de roguelite.

Mas existe repetição

Agora, nem tudo é perfeito.

A estrutura do jogo pode ficar repetitiva depois de algumas horas.

Você vai passar por áreas que começam a parecer familiares e enfrentar inimigos que já conhece.

Isso é algo que pode pesar mais dependendo do quanto você gosta de repetir fases.

O problema não é exatamente repetir.

Afinal, isso faz parte do gênero.

A questão é que Mexican Ninja nem sempre consegue fazer cada nova tentativa parecer tão diferente quanto poderia.

As builds ajudam bastante, mas eu gostaria de encontrar mais variedade nos inimigos, nas fases e nos desafios.

Isso deixaria as runs ainda mais interessantes.

A progressão poderia ser mais profunda

Outro ponto que senti é que algumas melhorias poderiam ter um impacto maior na maneira como você joga.

Você consegue ficar mais forte, desbloquear novos golpes e experimentar combinações diferentes, mas nem sempre existe aquela sensação de ter criado uma build completamente absurda e única.

E esse é justamente um dos momentos que fazem alguns roguelites serem tão viciantes.

Quando você encontra uma combinação que transforma completamente seu personagem, a vontade de continuar jogando aumenta muito.

Mexican Ninja chega perto disso, mas poderia ir ainda mais longe.

Mesmo assim, o sistema funciona e ajuda bastante a manter o interesse durante as partidas.


✅ Pontos Positivos

  • Combate rápido e divertido.
  • Boa mistura de beat 'em up com roguelite.
  • Mexican Jutsus deixam as batalhas mais caóticas.
  • Visual colorido e cheio de personalidade.
  • Mundo de Nuevo Tokyo é bastante original.
  • Diferentes builds e melhorias.
  • Chefes interessantes.
  • Roupas desbloqueáveis com bônus.
  • Caminhos secretos e objetivos secundários.
  • Humor absurdo combina com a proposta.
  • Boa sensação de progressão.
  • Fácil de começar e difícil de dominar completamente.
  • Legendas em português

❌ Pontos Negativos

  • Algumas fases podem ficar repetitivas.
  • Variedade de inimigos poderia ser maior.
  • Algumas builds poderiam ser mais profundas.
  • O humor pode não agradar todo mundo.
  • Algumas armadilhas são difíceis de perceber durante a ação.
  • A quantidade de efeitos na tela pode deixar certos combates confusos.
  • A progressão poderia oferecer combinações ainda mais impactantes.

🎯 Conclusão

Mexican Ninja é um jogo que provavelmente vai dividir opiniões pelo seu estilo, mas uma coisa eu preciso reconhecer: ele tem personalidade.

Em um gênero cheio de jogos parecidos, criar um mundo como Nuevo Tokyo e misturar tudo isso com beat 'em up, roguelite e um humor completamente sem filtro faz com que seja fácil lembrar dele.

Mas a melhor parte está mesmo nos combates.

A pancadaria é rápida, os combos são divertidos e os Mexican Jutsus conseguem transformar algumas batalhas em uma verdadeira loucura.

E quando você começa a desbloquear melhorias e testar diferentes builds, fica ainda mais gostoso tentar uma nova run.

Claro que a repetição aparece e eu gostaria de encontrar mais variedade nas fases, inimigos e possibilidades de evolução.

Mas isso não impede que Mexican Ninja seja uma experiência divertida.

Se você gosta de beat 'em ups, roguelites, jogos de ação e experiências diferentes, acho que vale dar uma chance.

Principalmente se você estiver procurando algo que não tenha medo de ser estranho.

Porque Mexican Ninja definitivamente não tem.

Ele sabe que é exagerado, sabe que é absurdo e transforma isso em parte da própria identidade.

E talvez seja justamente essa loucura que faça você querer voltar para Nuevo Tokyo depois de cada derrota.


E o que você achou do game?

Você já jogou Mexican Ninja?

Quero saber o que você achou dessa mistura completamente maluca entre México, Japão, ninjas e roguelite.

E principalmente: você curtiu o humor do jogo ou achou exagerado demais?

Não esqueça de fazer um comentário! 👇


🎮 Minha gameplay

Confira também a minha gameplay de Mexican Ninja e veja na prática os combates, os Mexican Jutsus, as builds e toda a loucura de Nuevo Tokyo.

Minha gameplay:





⭐ Nota

sábado, 29 de agosto de 2026

Grim Trials Review: Vale a Pena? Análise Completa

 

REVIEW - Grim Trials

Nome do Game: Grim Trials

Data de lançamento: 20 de agosto de 2026

Gênero: Ação / RPG / Roguelite

Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e Nintendo Switch 2

Desenvolvedor: Glory Jam

Estúdio: Soft Source


Análise

Sabe aquele tipo de jogo que mistura ação rápida, monstros, evolução de personagem e aquela sensação de "só mais uma tentativa"?

Grim Trials entra exatamente nessa categoria.

O jogo coloca você no controle de Avelin, uma jovem que morreu cedo demais e acaba sendo recrutada para se tornar uma das ceifadoras da Morte. Agora, ela precisa enfrentar diferentes desafios no além-vida enquanto tenta descobrir mais sobre sua própria história e encontrar uma forma de voltar para a pessoa que ama.

E olha, a ideia já chama atenção.

Você está literalmente morto, mas isso não significa que a aventura acabou.

Na verdade, é aí que ela começa.

Uma mistura interessante de ação e roguelite

A base de Grim Trials está no combate.

O jogo mistura ataques de curta e longa distância e permite que Avelin utilize armas como foices e bestas durante as batalhas. Você também pode melhorar e personalizar seus equipamentos para criar diferentes formas de enfrentar os inimigos.

E isso deixa os combates bem dinâmicos.

Você pode partir para cima dos inimigos usando a foice ou manter um pouco mais de distância e utilizar a besta.

Mas não pense que basta atacar sem parar.

Conforme você avança, os inimigos começam a ocupar mais espaço na arena e você precisa prestar atenção nos ataques, nas armadilhas e na posição dos adversários.

É aquele tipo de combate em que ficar parado por alguns segundos pode ser o suficiente para transformar uma boa tentativa em uma derrota.

Cada tentativa é uma nova oportunidade

Se você já jogou algum roguelite, sabe exatamente o que esperar.

Você entra em uma área, enfrenta inimigos, consegue recursos, encontra melhorias e tenta chegar cada vez mais longe.

Quando Avelin morre, a aventura não simplesmente termina.

Você leva parte da experiência e dos materiais conquistados para as próximas tentativas, permitindo melhorar sua personagem e seus equipamentos aos poucos.

E esse sistema funciona justamente porque faz cada derrota parecer um pouco menos frustrante.

Você pode pensar:

"Ok, dessa vez não deu. Mas agora eu sei o que fazer."

E começa novamente.

É uma estrutura simples, mas que consegue prender bastante quando você começa a perceber que está ficando mais forte e também entendendo melhor os inimigos.

O além-vida tem muita coisa para esconder

Uma das coisas que gostei em Grim Trials é que a aventura não acontece simplesmente em uma sequência de corredores.

O jogo utiliza arenas em formato de hexágonos, cheias de monstros, armadilhas e almas pecadoras. Ao longo da aventura, você também enfrenta chefes importantes que colocam suas habilidades à prova.

Isso ajuda a deixar os combates mais interessantes.

Você não precisa olhar apenas para os inimigos.

Também precisa prestar atenção no espaço onde está lutando.

Uma armadilha no lugar errado pode complicar bastante uma batalha que parecia fácil.

E quando vários inimigos aparecem ao mesmo tempo, controlar o espaço ao redor da personagem passa a ser tão importante quanto causar dano.

A história ajuda a dar um motivo para continuar

Aqui temos outro ponto que achei interessante.

Normalmente, em um roguelite, a gente acaba ficando muito focado na próxima melhoria, na próxima arma ou simplesmente em chegar mais longe.

Grim Trials tenta colocar uma história por trás de tudo isso.

Avelin precisa passar pelos testes para se tornar uma ceifadora de verdade, mas também está tentando descobrir mais sobre sua própria morte e cumprir uma promessa relacionada à pessoa que ama.

Isso dá um objetivo maior para a aventura.

Você não está apenas entrando em uma arena porque precisa derrotar mais alguns inimigos.

Existe uma razão para Avelin continuar.

E eu gosto quando um jogo consegue equilibrar bem a ação com uma história que dá contexto para aquilo que estamos fazendo.

As armas fazem diferença

A possibilidade de personalizar equipamentos também ajuda bastante.

Você pode trabalhar diferentes combinações de armas e habilidades para encontrar um estilo que combine melhor com a sua maneira de jogar.

A foice é perfeita para quem gosta de ficar mais perto dos inimigos.

Já a besta permite trabalhar melhor a distância.

E ainda existem as chamadas Blessings, poderes ligados aos deuses da Morte que podem mudar bastante a forma como uma tentativa se desenvolve.

É aqui que começa aquela parte gostosa de experimentar.

Você encontra uma melhoria e pensa:

"Será que consigo montar uma build boa com isso?"

Às vezes funciona muito bem.

Às vezes...

Bom, às vezes você descobre da pior maneira possível que aquela combinação não era tão boa assim.

Mas faz parte.

O estilo visual combina muito com a proposta

Outro detalhe que chama atenção é a identidade visual.

Grim Trials aposta em uma estética sombria, com uma mistura de fantasia e elementos de heavy metal que combina muito bem com a proposta do jogo.

A trilha sonora também segue essa direção e ajuda a deixar os combates ainda mais intensos.

E isso é importante porque o jogo passa boa parte do tempo colocando você em situações de combate.

Se a música não acompanhasse essa energia, provavelmente a experiência perderia bastante impacto.

Aqui, pelo contrário, ela ajuda a criar o clima.

Onde Grim Trials poderia melhorar?

Apesar de ter uma proposta interessante, nem tudo funciona perfeitamente.

A estrutura de roguelite pode acabar ficando repetitiva depois de muitas tentativas, principalmente quando você já conhece bem determinados encontros.

E esse é um risco comum nesse tipo de jogo.

A graça está justamente em repetir a experiência para conseguir algo novo, ficar mais forte e chegar mais longe.

Mas quando as recompensas não conseguem surpreender tanto quanto você gostaria, aquela vontade de fazer "só mais uma tentativa" pode diminuir.

Também acredito que existe espaço para deixar algumas armas e habilidades ainda mais diferentes entre si.

Quanto maior a variedade de builds realmente viáveis, mais interessante fica experimentar novas combinações.

Ainda assim, isso não apaga o que Grim Trials faz de bom.

A base é divertida e existe uma boa estrutura para quem gosta desse estilo de jogo.


✅ Pontos Positivos

  • Combate rápido e divertido.
  • Mistura de ataques corpo a corpo e à distância.
  • Foices e bestas oferecem estilos diferentes de combate.
  • Sistema de evolução funciona bem.
  • Personalização de armas e equipamentos.
  • As Blessings ajudam a criar diferentes combinações.
  • Arenas com inimigos, armadilhas e desafios.
  • Boa atmosfera sombria.
  • Trilha sonora combina com a proposta.
  • História dá mais sentido à jornada de Avelin.
  • Estrutura de roguelite incentiva novas tentativas.
  • Boa quantidade de conteúdo para quem gosta do gênero.

❌ Pontos Negativos

  • Algumas partes podem ficar repetitivas depois de várias tentativas.
  • Algumas armas poderiam ter diferenças mais marcantes.
  • O sistema de recompensas poderia oferecer mais surpresas.
  • A dificuldade pode afastar quem prefere jogos mais tranquilos.
  • Algumas mecânicas poderiam ter mais profundidade.
  • O progresso pode demorar um pouco para engrenar.

🎯 Conclusão

Grim Trials é um daqueles jogos que consegue misturar várias ideias conhecidas e transformar tudo em uma experiência que funciona bem.

A ação é rápida, as batalhas exigem atenção e o sistema de roguelite faz você querer tentar novamente depois de cada derrota.

E a história de Avelin ajuda bastante.

Você não está simplesmente enfrentando monstros sem motivo. Existe uma personagem com uma história, uma promessa e um objetivo que fazem você querer descobrir o que vem depois.

Também gostei da possibilidade de combinar armas, equipamentos e Blessings para encontrar diferentes formas de jogar.

Claro que ainda existem alguns pontos que poderiam ser melhores, principalmente quando falamos de variedade e repetição depois de muitas partidas.

Mas, no geral, Grim Trials entrega uma experiência divertida para quem gosta de ação, RPG e roguelites.

Se você curte jogos em que morrer faz parte do aprendizado, gosta de testar builds diferentes e não se importa em repetir uma aventura para ficar cada vez mais forte, esse é um jogo que merece entrar no seu radar.

E talvez a melhor parte seja justamente essa:

Você pode perder uma batalha, voltar para o começo e pensar que agora vai ser diferente.

E aí começa tudo de novo.

Só que dessa vez você está um pouco mais preparado.


E o que você achou do game?

Você já jogou Grim Trials?

Quero saber se você curtiu essa mistura de ação, RPG e roguelite e qual arma ou combinação você mais gostou de usar.

Não esqueça de fazer um comentário! 👇


🎮 Minha gameplay

Confira também a minha gameplay de Grim Trials e veja na prática como funcionam os combates, as armas, as Blessings e toda a aventura de Avelin.

Minha gameplay:




⭐ Nota



sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Akatori Review: Vale a Pena? Análise do Metroidvania

REVIEW - Truxton Extreme

Nome do Game: Akatori

Data de lançamento: 5 de agosto de 2026 no PC / 12 de agosto de 2026 no PlayStation 5 e Xbox Series X|S

Gênero: Ação / Plataforma / Metroidvania

Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2

Desenvolvedor: Contrast Games

Estúdio/Publisher: Games Harbor e Esprit Games


Análise

Sabe aquele tipo de jogo que chama sua atenção primeiro pelo visual e, quando você começa a jogar, percebe que tem muito mais por trás?

Foi exatamente essa sensação que Akatori me passou.

O jogo mistura plataforma de ação com elementos de metroidvania e coloca você no controle de Mako, uma jovem criada no Templo da Fênix que precisa atravessar diferentes mundos para tentar impedir as chamadas Tempestades Âmbar, que estão destruindo e distorcendo tudo pelo caminho.

E o mais interessante é que o jogo não depende apenas de combate.

O movimento é uma parte enorme da experiência.

Um metroidvania diferente

Em Akatori, o cajado que Mako carrega não serve apenas para bater nos inimigos.

Ele também é uma das principais ferramentas para explorar o mundo.

E isso muda bastante a forma como você se movimenta.

Você pode usar o cajado para atacar, atravessar obstáculos e alcançar lugares que inicialmente parecem impossíveis. Conforme novas habilidades são desbloqueadas, áreas que antes estavam fora do seu alcance começam a fazer sentido.

É aquela velha e boa sensação de metroidvania:

"Espera... eu já passei por aqui!"

Aí você lembra de um lugar que não conseguia acessar antes e volta para descobrir o que estava escondido.

É justamente esse tipo de exploração que faz Akatori funcionar tão bem.

O combate é rápido e direto

Se tem uma coisa que o jogo não deixa ficar parada é a ação.

Mako é bastante ágil e o combate acompanha esse ritmo.

Os ataques são rápidos e o cajado acaba se tornando praticamente uma extensão da personagem. Você não fica simplesmente parado apertando o botão de ataque. É preciso se movimentar, pular e aproveitar o espaço ao seu redor.

E isso combina muito bem com a proposta do jogo.

A sensação é de que você está sempre fazendo alguma coisa.

Mesmo durante a exploração, o movimento continua sendo importante.

Você corre, pula, ataca, atravessa obstáculos e tenta descobrir qual é o melhor caminho para chegar ao próximo ponto.

É uma combinação que deixa a experiência bem dinâmica.

O visual é um dos grandes destaques

Aqui é difícil não falar de Akatori.

O jogo tem um visual 2.5D muito bonito, com cenários coloridos, personagens em pixel art e mundos que conseguem transmitir uma identidade própria.

Não é simplesmente aquele visual retrô colocado ali para parecer nostálgico.

Existe bastante cuidado na construção dos ambientes.

As diferentes áreas possuem suas próprias características e ajudam a criar a sensação de que Mako realmente está viajando por mundos diferentes.

E os efeitos das Tempestades Âmbar também ajudam a dar personalidade ao universo.

É um daqueles jogos em que, vez ou outra, você provavelmente vai parar por alguns segundos só para olhar o cenário.

Uma história simples, mas que funciona

A aventura acompanha Mako em uma missão para salvar os mundos afetados pelas Tempestades Âmbar.

No caminho, ela conta com a ajuda de uma misteriosa ave vermelha chamada Akatori.

E aqui existe uma ideia bem interessante: o pássaro pode se transformar no cajado utilizado por Mako.

Isso faz com que o companheiro não seja apenas alguém que acompanha a protagonista durante a história.

Ele também está diretamente ligado à maneira como você joga.

A relação entre os dois vai sendo desenvolvida ao longo da aventura, enquanto você descobre mais sobre esse mundo e sobre o que está acontecendo.

Não espere uma história gigantesca cheia de reviravoltas.

A força de Akatori está muito mais na combinação entre exploração, movimento e descoberta.

Explorar é tão importante quanto lutar

Uma coisa que gostei bastante é que o jogo não trata a exploração apenas como um caminho para chegar à próxima batalha.

Existem segredos, áreas escondidas e caminhos que você só consegue acessar depois de adquirir determinadas habilidades.

Isso incentiva bastante a voltar para lugares que você já visitou.

E é exatamente isso que eu espero de um bom metroidvania.

Você começa olhando para um obstáculo pensando:

"Como é que eu vou passar por isso?"

Depois consegue uma nova habilidade e percebe:

"Ahhh... então era para fazer isso!"

Essa pequena sensação de descoberta é uma das melhores partes da experiência.

Nem tudo funciona perfeitamente

Apesar de Akatori ter bastante personalidade, existem alguns pontos que poderiam ser melhores.

A própria estrutura de exploração pode fazer com que algumas partes pareçam um pouco repetitivas, principalmente quando você começa a revisitar áreas já conhecidas.

O sistema de progressão também poderia entregar recompensas mais interessantes em alguns momentos.

E, dependendo do jogador, a aventura pode parecer curta quando comparada com outros metroidvanias mais focados em conteúdo e exploração.

Isso não significa que falte diversão.

É mais uma questão de expectativa.

Se você está entrando esperando uma experiência gigantesca com dezenas de horas de conteúdo, talvez Akatori não entregue exatamente isso.

Agora, se você procura uma aventura mais focada, com bastante atenção ao movimento, combate e exploração, a proposta funciona muito melhor.

Para quem Akatori é indicado?

Eu recomendaria Akatori principalmente para quem gosta de metroidvanias e jogos de plataforma com bastante movimento.

Se você curte descobrir novos caminhos, voltar para áreas antigas e encontrar segredos depois de desbloquear uma habilidade nova, tem bastante coisa aqui para gostar.

Também é uma boa opção para quem procura algo diferente dos grandes lançamentos.

Porque uma das melhores coisas de jogos independentes é justamente encontrar experiências que tentam fazer as coisas do seu próprio jeito.

E Akatori tem personalidade.

Ele sabe o tipo de jogo que quer ser e não tenta complicar demais a fórmula.


✅ Pontos Positivos

  • Visual 2.5D muito bonito.
  • Pixel art cheia de personalidade.
  • Combate rápido e fácil de aprender.
  • Sistema de movimentação muito divertido.
  • O cajado é usado tanto para combate quanto para exploração.
  • Boa mistura de ação, plataforma e metroidvania.
  • Mundos com identidade visual própria.
  • Exploração recompensa quem gosta de procurar segredos.
  • Mako é uma protagonista carismática.
  • A relação entre Mako e Akatori ajuda a dar personalidade à aventura.
  • Boa opção para quem gosta de jogos independentes.
  • Legendas em português

❌ Pontos Negativos

  • Algumas áreas podem parecer repetitivas durante a exploração.
  • O sistema de recompensas poderia ser mais interessante.
  • A aventura pode parecer curta para quem espera um metroidvania muito grande.
  • Alguns momentos poderiam ter mais variedade.
  • Quem procura uma história extremamente profunda pode achar a narrativa simples.

🎯 Conclusão

Akatori é aquele tipo de jogo que não precisa reinventar o gênero para conseguir chamar atenção.

Ele pega elementos conhecidos dos metroidvanias, coloca uma boa dose de plataforma e combate rápido e acrescenta uma mecânica de movimentação que acaba sendo um dos seus maiores destaques.

O resultado é uma aventura gostosa de jogar, principalmente para quem gosta de explorar, descobrir caminhos escondidos e desbloquear novas habilidades.

E o visual ajuda muito.

A pixel art é bonita, os mundos têm personalidade e a combinação entre o estilo 2D e os elementos em profundidade deixa tudo ainda mais interessante.

Claro que existem alguns problemas. A exploração pode ficar repetitiva em determinados momentos e eu gostaria de ver mais variedade nas recompensas e nos desafios.

Mas isso não tira o mérito do jogo.

Akatori é uma aventura divertida, bonita e com personalidade própria.

Se você gosta de metroidvania, jogos de plataforma e aventuras em pixel art, vale colocar esse aqui no radar.

E, sinceramente, uma das coisas que mais gostei é que o jogo consegue fazer você querer continuar explorando simplesmente para descobrir o que existe depois daquela próxima porta.

E para mim, quando um metroidvania consegue despertar essa curiosidade, já está fazendo muita coisa certa.


E o que você achou do game?

Você já jogou Akatori?

Quero saber o que você achou do visual, do combate e principalmente dessa ideia de usar o cajado tanto para lutar quanto para explorar.

Não esqueça de fazer um comentário! 👇


🎮 Minha gameplay

Confira também a minha gameplay de Akatori e veja na prática como estão o combate, a movimentação, a exploração e os diferentes mundos do jogo.

Minha gameplay:




⭐ Nota