domingo, 20 de setembro de 2026

Isle of Reveries Review: Vale a Pena? Análise Completa

 

REVIEW - Isle of Reveries

Nome do Game: Isle of Reveries

Data de lançamento: 4 de setembro de 2026

Gênero: Ação / Aventura / Puzzle / RPG

Plataformas: PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch

Desenvolvedor: desertcucco

Estúdio/Publisher: Electric Airship


Análise

Existem jogos que deixam claro logo nos primeiros minutos de onde vieram as suas inspirações.

E Isle of Reveries é exatamente um desses casos.

Se você cresceu jogando aventuras clássicas de Zelda no Game Boy Color, provavelmente vai sentir uma familiaridade enorme aqui.

Mas existe um detalhe que faz toda a diferença:

Isle of Reveries não quer apenas copiar uma fórmula antiga.

Ele pega aquela estrutura de exploração, masmorras, puzzles e combate e coloca uma ideia própria no centro da aventura:

a capacidade de copiar e criar objetos usando a magia da fada que acompanha Lief.

E é justamente essa mecânica que transforma muitos dos puzzles em algo muito mais interessante.

Uma aventura com alma de Game Boy Color

A primeira coisa que chama atenção em Isle of Reveries é a sua direção artística.

O jogo aposta em gráficos pixelados e uma estética claramente inspirada nos clássicos portáteis da Nintendo.

Mas não é simplesmente uma tentativa de fazer um jogo antigo.

Existe bastante cuidado na construção dos cenários, personagens e ambientes.

Você controla Lief, uma coruja que parte em uma peregrinação pelos céus até a misteriosa Isle of Reveries, um lugar onde dizem que qualquer desejo pode ser realizado.

É uma premissa simples.

Mas funciona muito bem para criar aquela vontade de descobrir o que existe naquela ilha.

Lief é um protagonista diferente

E preciso admitir:

controlar uma coruja em uma aventura desse estilo funciona muito bem.

Lief tem um visual extremamente carismático e combina perfeitamente com a direção artística.

O jogo consegue manter uma atmosfera leve e colorida, mesmo quando começa a apresentar áreas mais perigosas.

E isso ajuda bastante na identidade.

Você olha para o protagonista e já entende que Isle of Reveries não está tentando ser uma aventura sombria e realista.

É uma fantasia retrô.

E funciona justamente por abraçar essa proposta.

A fada é a grande estrela

Agora chegamos à mecânica que realmente diferencia o jogo.

Lief possui uma fada companheira capaz de copiar e criar diferentes objetos encontrados pelo mundo.

E isso não serve apenas para enfeitar a aventura.

A mecânica é usada diretamente nos puzzles e também pode ajudar durante os combates.

Você pode encontrar um objeto.

Perceber que ele possui uma determinada função.

Copiá-lo.

E depois descobrir onde aquela mesma ferramenta pode ser utilizada.

É uma ideia simples, mas abre bastante espaço para criatividade.

Os puzzles são o ponto alto

E aqui está, para mim, uma das melhores partes de Isle of Reveries.

Os puzzles.

O jogo consegue criar situações em que você precisa observar o ambiente e entender como os objetos podem interagir entre si.

Às vezes a solução parece óbvia.

Em outras situações, você fica alguns minutos pensando:

"Como é que eu vou passar daqui?"

E quando finalmente percebe a solução, existe aquela pequena sensação de satisfação.

É exatamente o tipo de puzzle que funciona bem em uma aventura desse estilo.

Não precisa ser extremamente complicado.

Precisa apenas fazer você pensar.

A exploração é muito importante

O mundo de Isle of Reveries é dividido em diferentes biomas e possui uma área exterior bastante grande para explorar.

São oito biomas no mundo superior, além das diferentes masmorras espalhadas pela aventura.

E isso cria uma boa sensação de descoberta.

Você começa em uma região.

Encontra um caminho.

Descobre alguma coisa que ainda não consegue acessar.

Continua a aventura.

E depois volta para aquele local com novas ferramentas.

É uma estrutura que funciona muito bem para esse tipo de jogo.

As masmorras são o coração da aventura

Isle of Reveries possui sete masmorras, cada uma com a sua própria temática, mecânicas, puzzles e item-chave.

E isso ajuda a manter a experiência variada.

Cada dungeon tenta apresentar alguma ideia diferente.

Você aprende uma nova mecânica.

Resolve uma sequência de puzzles.

Enfrenta inimigos.

E eventualmente chega ao chefe.

Essa estrutura é extremamente familiar para quem jogou os clássicos Zelda.

Mas, novamente, a mecânica de copiar objetos ajuda a dar uma identidade própria para os desafios.

O combate é simples

Agora, preciso falar do combate.

Ele funciona.

Mas não é a parte mais impressionante do jogo.

Lief possui uma espada e pode enfrentar diferentes criaturas espalhadas pela ilha.

Os combates são relativamente simples e fáceis de entender.

Você ataca.

Se movimenta.

Desvia.

E tenta encontrar o momento certo para acertar o inimigo.

Para a proposta do jogo, isso funciona.

Mas se você está procurando um sistema de combate extremamente profundo, provavelmente vai sentir que ele é mais limitado.

E, sinceramente, acho que isso foi uma escolha consciente.

O foco está muito mais na exploração e nos puzzles.

As ferramentas também ajudam nos combates

A boa notícia é que a mecânica de copiar e criar objetos também pode ser utilizada contra inimigos.

Isso significa que a fada não é apenas uma ferramenta para resolver puzzles.

Ela também pode ajudar você durante os confrontos.

E isso cria algumas situações interessantes.

Um objeto que parecia servir apenas para solucionar um desafio pode acabar sendo útil para lidar com determinado inimigo.

Essa mistura entre exploração, puzzles e combate ajuda a deixar a mecânica principal mais integrada ao jogo.

A progressão é muito bem construída

Uma das coisas que mais gostei em Isle of Reveries é a maneira como o jogo entrega novas possibilidades aos poucos.

Você não recebe todas as ferramentas logo no início.

Vai aprendendo.

Vai desbloqueando.

E começa a entender melhor como o mundo funciona.

Isso faz com que cada nova habilidade tenha um propósito.

Quando aparece uma área que você não consegue acessar, você já começa a pensar:

"Será que vou conseguir voltar aqui mais tarde?"

E essa expectativa é muito importante para um Metroidvania ou aventura de exploração.

A comunidade é uma ideia muito interessante

Outro sistema que surpreende é a possibilidade de construir uma pequena comunidade.

Durante a aventura, você encontra personagens que podem ser salvos e depois passam a viver no seu município.

Esses personagens também podem oferecer novas missões e histórias.

Isso dá uma sensação interessante de progresso.

Você não está apenas avançando pela ilha.

Está também ajudando a criar um lugar onde os personagens podem viver.

E quanto mais pessoas você encontra, mais a comunidade começa a ganhar personalidade.

A cidade funciona como uma pausa

Depois de passar bastante tempo explorando dungeons e enfrentando inimigos, voltar para a comunidade acaba funcionando como uma pausa.

Você pode observar o que mudou.

Ver novos personagens.

Conhecer novas histórias.

E continuar trabalhando na construção daquele lugar.

É uma mudança de ritmo que combina muito bem com a aventura.

O visual retrô é um dos grandes destaques

Não dá para falar de Isle of Reveries sem voltar a mencionar o visual.

A inspiração no Game Boy Color é muito evidente.

Mas existe uma diferença importante:

o jogo não parece simplesmente uma cópia de um título antigo.

Ele utiliza a estética retrô para criar uma identidade própria.

Os personagens são expressivos.

Os cenários possuem bastante personalidade.

E as diferentes regiões conseguem transmitir sensações diferentes mesmo utilizando uma paleta visual limitada.

Para quem gosta de pixel art, é um jogo muito agradável de olhar.

A atmosfera é mais melancólica do que parece

Apesar dos personagens fofos e dos gráficos coloridos, existe uma certa melancolia em Isle of Reveries.

A própria ideia de uma ilha abandonada onde qualquer desejo pode ser realizado já cria uma curiosidade diferente.

Existe sempre a pergunta:

por que esse lugar foi abandonado?

E o que realmente acontece quando alguém consegue realizar o seu maior desejo?

O jogo não precisa transformar isso em uma narrativa extremamente pesada.

A atmosfera já consegue fazer você querer descobrir mais.

A trilha combina com a proposta

A música também segue essa ideia de aventura retrô.

As áreas mais tranquilas possuem músicas que combinam com a exploração.

Já as dungeons e os combates mudam o ritmo.

Nada tenta roubar o protagonismo da aventura.

E isso funciona bem.

O objetivo é criar uma experiência confortável de explorar, mas que consiga aumentar a tensão quando necessário.

Existe bastante conteúdo para explorar

Além da campanha principal, o jogo possui atividades adicionais e sistemas que ajudam a aumentar a sensação de descoberta.

Existe a construção da comunidade, missões secundárias e outros pequenos elementos espalhados pelo mundo.

E para quem gosta de procurar tudo, existem ainda conquistas relacionadas a diferentes objetivos, como completar dungeons, encontrar tablets e aumentar a vida ao máximo.

Isso ajuda a incentivar a exploração completa do mapa.

O modo cooperativo é limitado

Agora vem um ponto importante.

Isle of Reveries possui cooperativo, mas ele não está disponível para toda a campanha.

O jogo possui fases específicas para multiplayer, que podem ser jogadas localmente ou através de funcionalidades como Steam Remote Play Together no PC.

É uma adição interessante.

Mas quem entrar esperando jogar toda a aventura principal com um amigo pode acabar decepcionado.

Eu teria gostado de ver um modo cooperativo mais presente.

O combate poderia ser melhor

Esse é provavelmente o ponto em que o jogo mais perde força.

O combate não é ruim.

Mas quando comparado com a qualidade dos puzzles e da exploração, ele parece um pouco mais simples.

Existem momentos em que você sente que está repetindo os mesmos ataques contra inimigos parecidos.

E algumas situações poderiam ter mais variedade.

O jogo consegue compensar isso com os puzzles e a exploração, mas ainda assim é uma área que poderia ter sido mais trabalhada.

Algumas ideias parecem familiares

Outra questão é que Isle of Reveries deixa muito claras as suas referências.

Quem conhece os clássicos Zelda vai reconhecer rapidamente várias ideias.

Isso não é necessariamente um problema.

Na verdade, faz parte do charme.

Mas significa que algumas mecânicas podem parecer familiares demais para quem já jogou muitos jogos desse estilo.

Felizmente, a mecânica de copiar e criar objetos ajuda bastante a evitar que o jogo pareça apenas uma repetição.

A aventura sabe exatamente o que quer ser

E talvez essa seja a melhor maneira de resumir Isle of Reveries.

Ele não tenta ser um RPG gigantesco.

Não tenta criar um mundo aberto moderno.

Não tenta transformar o combate em um sistema extremamente complexo.

Ele quer entregar uma aventura de ação e puzzles com espírito de Game Boy Color.

E faz isso muito bem.

Existe exploração.

Existem dungeons.

Existem puzzles.

Existe combate.

Existe uma comunidade para construir.

E existe uma pequena coruja chamada Lief tentando descobrir o segredo daquela ilha.


✅ Pontos Positivos

  • Direção artística retrô muito bonita e cheia de personalidade.
  • Mecânica de copiar e criar objetos é o grande diferencial.
  • Puzzles criativos e bem integrados ao gameplay.
  • Oito biomas para explorar no mundo superior.
  • Sete masmorras com temas e mecânicas próprias.
  • Boa sensação de progressão.
  • Exploração recompensa a curiosidade.
  • Construção da comunidade adiciona uma camada interessante à aventura.
  • Personagens carismáticos.
  • Atmosfera nostálgica muito bem construída.
  • Boa mistura entre exploração, puzzles e combate.
  • Cooperativo oferece uma alternativa interessante em fases específicas.

❌ Pontos Negativos

  • O combate é mais simples do que a exploração e os puzzles.
  • Alguns inimigos podem acabar parecendo repetitivos.
  • O cooperativo não está disponível para toda a campanha.
  • Algumas ideias são bastante familiares para quem conhece os clássicos Zelda.
  • O jogo está disponível apenas em inglês.
  • Quem procura um RPG mais profundo pode sentir falta de sistemas mais complexos.

🎯 Conclusão

Vou ser sincero: Isle of Reveries foi uma das aventuras retrô que mais conseguiu me surpreender pela forma como mistura nostalgia com ideias próprias.

A inspiração nos clássicos Zelda está presente praticamente o tempo inteiro.

Mas o jogo não depende apenas dessa nostalgia.

A mecânica da fada, que permite copiar e criar objetos, dá uma identidade própria para a aventura e cria alguns dos melhores puzzles.

E é justamente nesses momentos que o jogo brilha.

Você olha para o cenário.

Percebe que existe alguma coisa que pode ser utilizada.

Começa a experimentar.

E, quando encontra a solução, sente aquela satisfação de ter descoberto a resposta sozinho.

A exploração também funciona muito bem.

Os oito biomas ajudam a criar variedade e as sete dungeons conseguem apresentar diferentes desafios, mecânicas e ambientes.

A construção da comunidade é outro detalhe que gostei bastante.

Você encontra personagens durante a aventura e, aos poucos, começa a transformar aquele pequeno município em um lugar mais vivo.

O maior problema está no combate.

Ele funciona, mas é claramente menos interessante do que os puzzles e a exploração.

E o cooperativo também poderia ter sido mais ambicioso, já que está limitado a fases específicas.

Mesmo assim, isso não tira o brilho da experiência principal.

Isle of Reveries sabe exatamente o que quer ser.

Uma aventura retrô.

Colorida.

Charmosa.

Com puzzles criativos.

Masmorras.

Exploração.

E uma boa dose de nostalgia.

Se você gosta de jogos no estilo dos clássicos The Legend of Zelda, principalmente da era Game Boy Color, Isle of Reveries merece bastante atenção.

Não é simplesmente um jogo que tenta fazer você lembrar do passado.

Ele utiliza essa inspiração como ponto de partida para criar a sua própria aventura.

E, para mim, esse é justamente o seu maior mérito.

É uma pequena aventura com uma grande personalidade.


E o que você achou do game?

Você já jogou Isle of Reveries?

E quero saber: você também sente aquela nostalgia dos clássicos Zelda do Game Boy Color?

E entre explorar as dungeons e resolver os puzzles, qual parte você mais gosta nesse tipo de aventura?

Não esqueça de fazer um comentário! 👇


🎮 Minha gameplay

Confira também a minha gameplay de Isle of Reveries e acompanhe Lief nessa aventura retrô, explorando a ilha, enfrentando inimigos, resolvendo puzzles e descobrindo os segredos das dungeons.

Minha gameplay:



⭐ Nota

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Barbarian Saga: The Beastmaster Review: Vale a Pena? Análise Completa


 

REVIEW - Barbarian Saga: The Beastmaster

Nome do Game: Barbarian Saga: The Beastmaster

Data de lançamento: 9 de setembro de 2026

Gênero: Ação / Aventura / Metroidvania

Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch

Desenvolvedor: Dormidin Studio

Estúdio/Publisher: Selecta Play


Análise

Se você gosta de Metroidvanias com aquele estilo de fantasia mais clássico, cheio de espadas, monstros, magia e violência, Barbarian Saga: The Beastmaster provavelmente vai chamar sua atenção logo nos primeiros minutos.

Mas existe uma coisa que diferencia esse jogo de muitos outros do género.

Aqui, você não é apenas um guerreiro com uma espada.

Você é o último dos Beastmasters e consegue utilizar as almas de animais e criaturas para assumir diferentes formas durante a aventura.

E essa ideia acaba sendo uma das partes mais interessantes do jogo.

A história acontece em Arborea, um mundo que voltou a enfrentar uma guerra entre humanos e não-humanos. O novo rei de Imperia e o Reino Sagrado iniciaram uma ofensiva contra os não-humanos, utilizando o poder do feiticeiro Trece XIII e dos seus generais.

No meio desse conflito surge uma antiga profecia.

E é aí que começa a jornada do Beastmaster.

Um Metroidvania com cara de fantasia clássica

A primeira coisa que chama atenção em Barbarian Saga: The Beastmaster é a sua direção artística.

O jogo aposta em uma apresentação 2D desenhada à mão, com uma estética claramente inspirada na fantasia clássica.

Existe aquela sensação de estar dentro de uma aventura de espada e feitiçaria.

Monstros.

Cavaleiros.

Florestas.

Castelos.

Magia.

E personagens que parecem ter saído diretamente de uma animação de fantasia dos anos 80 ou 90.

É uma identidade visual que funciona muito bem para a proposta.

E mesmo quando os cenários são mais simples, existe personalidade suficiente para fazer Arborea parecer um mundo próprio.

A transformação é a grande diferença

E aqui está o que realmente diferencia o jogo.

O protagonista consegue utilizar as almas das criaturas para se transformar em diferentes animais.

Essas transformações não servem apenas para deixar o personagem mais forte.

Elas fazem parte da própria exploração.

Conforme você consegue novas habilidades, determinadas áreas que antes pareciam impossíveis começam a ficar acessíveis.

É aquela estrutura clássica de Metroidvania:

você encontra um caminho bloqueado.

Continua a aventura.

Consegue uma nova habilidade.

E depois percebe:

"Espera... agora eu consigo voltar lá."

Essa sensação de descobrir novos caminhos é uma das coisas que mais funciona em Barbarian Saga: The Beastmaster.

O mapa é conectado

O jogo utiliza um mapa contínuo no estilo Metroidvania, permitindo abrir novos caminhos e acessar regiões anteriormente bloqueadas conforme você ganha novas habilidades.

Isso significa que explorar não é apenas seguir uma linha reta.

Você precisa prestar atenção nos caminhos.

Nas áreas inacessíveis.

Nos locais que parecem esconder alguma coisa.

E, principalmente, lembrar de onde encontrou determinado obstáculo.

Esse tipo de exploração é exatamente o que espero de um bom Metroidvania.

O jogo quer que você tenha curiosidade.

O combate é baseado na espada

A principal arma do protagonista é a Heart-Eater, uma espada especial que faz parte da identidade do jogo.

O combate é direto e aposta bastante em ataques corpo a corpo.

Você precisa observar os inimigos, entender os seus movimentos e encontrar o momento certo para atacar.

Não é um sistema extremamente complexo.

Mas funciona bem quando você começa a entender o ritmo de cada inimigo.

E isso fica ainda mais interessante durante os confrontos contra os chefes.

As habilidades ajudam a mudar a forma de jogar

Além das transformações, você também pode encontrar novas técnicas de espada durante a aventura.

O jogo apresenta habilidades que foram ensinadas pelo antigo Sensei do protagonista, além de poções mágicas e outros recursos que ajudam durante os combates.

Isso cria uma progressão que vai além de simplesmente aumentar a barra de vida.

Você começa com um conjunto mais limitado de possibilidades.

Depois vai desbloqueando novas ferramentas.

E aos poucos começa a perceber que determinadas habilidades também podem ser úteis para chegar a lugares que antes estavam fora do seu alcance.

O colar de contas é uma ideia interessante

Outro sistema que gostei bastante é o colar ritual.

Durante a aventura você encontra diferentes tipos de contas, incluindo presas, amuletos e raízes de plantas.

Esses itens podem modificar características como os ataques, a vitalidade e a mana.

É uma forma simples de personalizar o personagem.

Você pode adaptar o seu equipamento para uma determinada situação.

Quer causar mais dano?

Precisa de mais resistência?

Quer melhorar a utilização de magia?

Essas escolhas ajudam a criar um pouco mais de liberdade dentro do sistema de progressão.

As arenas trazem uma mudança interessante

E aqui temos uma das ideias mais diferentes do jogo.

Além da exploração tradicional do Metroidvania, existem Arenas onde você pode enfrentar adversários em combates mais próximos dos jogos de luta clássicos.

A câmera se aproxima e aparecem barras de energia, criando uma apresentação bem diferente daquela utilizada durante a exploração.

É uma mudança interessante de ritmo.

Você sai daquele mapa de exploração e entra em uma espécie de duelo.

Não é algo que substitui o combate principal, mas ajuda a criar momentos diferentes durante a aventura.

Os chefes são um dos melhores momentos

E falando em combate, os chefes são provavelmente onde o jogo mais consegue mostrar o seu potencial.

As batalhas exigem que você observe os padrões dos adversários.

Você precisa entender quando atacar.

Quando recuar.

E quando é melhor simplesmente esperar.

Esse tipo de confronto combina muito bem com a estrutura de um Metroidvania.

Você passou um bom tempo explorando e melhorando o personagem.

Então chega aquele momento em que precisa colocar tudo o que aprendeu em prática.

E quando finalmente derrota um chefe, normalmente existe aquela sensação de:

"Agora sim, consegui."

Existem vários finais

Outra característica interessante é que as suas interações e decisões podem influenciar o desenvolvimento da aventura.

O jogo apresenta vários NPCs que ajudam a desenvolver a narrativa e podem abrir novas missões e diferentes arcos.

Essas interações também estão relacionadas aos diferentes finais disponíveis.

Isso adiciona um motivo para voltar ao jogo depois de terminar a primeira vez.

Você pode querer descobrir o que acontece caso siga outro caminho.

Ou simplesmente explorar melhor algumas das histórias secundárias.

Os NPCs ajudam a dar vida a Arborea

Um Metroidvania pode facilmente acabar parecendo apenas uma sequência de mapas conectados.

Mas Barbarian Saga: The Beastmaster tenta evitar isso colocando vários personagens espalhados pelo mundo.

Alguns ajudam na narrativa.

Outros oferecem missões.

E alguns acabam apresentando novas possibilidades para o jogador.

Eles também ajudam a mostrar que a guerra entre humanos e não-humanos não é apenas um detalhe da história.

Existe um mundo inteiro afetado pelo conflito.

A ambientação é uma das grandes qualidades

Visualmente, o jogo tem uma identidade bastante forte.

Os cenários são desenhados à mão e possuem uma estética que mistura fantasia clássica com um estilo de animação bastante característico.

Os inimigos também possuem designs variados.

Você encontra criaturas que conseguem parecer engraçadas em um momento e bastante ameaçadoras no seguinte.

E essa mistura funciona.

Não é um jogo que tenta parecer realista.

Ele quer parecer uma aventura de fantasia desenhada à mão.

E consegue transmitir isso muito bem.

A dificuldade pode incomodar

Agora, preciso falar de um dos pontos que pode dividir os jogadores.

Barbarian Saga: The Beastmaster não é exatamente um jogo fácil.

Alguns inimigos conseguem causar bastante dano e determinados encontros exigem que você tenha mais cuidado.

Além disso, a gestão da vida pode acabar sendo um problema.

As poções são importantes e podem precisar ser compradas com dinheiro, fazendo com que em determinados momentos seja necessário derrotar inimigos para conseguir recursos suficientes para continuar.

Para quem gosta de jogos mais exigentes, isso pode fazer parte da diversão.

Mas para quem prefere uma experiência mais tranquila, pode acabar sendo frustrante.

Alguns combates podem ser inconsistentes

O combate funciona bem na maior parte do tempo, mas existem situações em que a experiência pode ficar menos precisa.

Principalmente durante confrontos aéreos ou contra inimigos que atacam de determinadas posições.

Algumas análises também apontaram problemas relacionados às hitboxes e ao combate no ar.

Isso é uma pena porque, quando o combate funciona como deveria, ele é bastante satisfatório.

São pequenos problemas que acabam tirando um pouco do brilho de alguns encontros.

O jogo ainda mostra algumas arestas

Outro ponto que fica evidente é que Barbarian Saga: The Beastmaster é uma produção independente.

Existem momentos em que isso aparece.

A escrita possui algumas falhas.

Algumas animações ou interações não são tão polidas quanto poderiam.

E a apresentação sonora também não consegue acompanhar completamente a qualidade visual.

Nada disso destrói a experiência.

Mas são detalhes que fazem você perceber que o jogo ainda poderia ter recebido mais algum tempo de polimento.

A exploração continua sendo a grande motivação

Apesar desses problemas, existe uma coisa que funciona muito bem:

a vontade de descobrir o que existe depois.

Você vê uma região no mapa.

Encontra um caminho bloqueado.

Percebe que precisa de uma determinada transformação.

Então continua jogando.

Quando finalmente consegue a habilidade, volta para aquele lugar.

E encontra uma nova área.

Essa estrutura continua sendo uma das melhores fórmulas dos Metroidvanias.

E Barbarian Saga: The Beastmaster entende bem esse conceito.

É uma experiência para quem gosta do estilo clássico

No final das contas, Barbarian Saga: The Beastmaster não tenta reinventar o género.

Ele pega elementos conhecidos dos Metroidvanias e mistura com uma temática de fantasia clássica, transformações animais, combate com espada e diferentes sistemas de progressão.

E isso acaba sendo justamente o seu charme.

Não é necessário procurar algo extremamente inovador para encontrar diversão.

Às vezes, uma boa combinação de ideias conhecidas funciona muito bem.


✅ Pontos Positivos

  • Direção artística 2D desenhada à mão com bastante personalidade.
  • Sistema de transformação em diferentes criaturas é interessante.
  • Mapa conectado funciona bem para exploração.
  • Boa sensação de progressão ao desbloquear novas habilidades.
  • Combate direto e fácil de entender.
  • Chefes oferecem alguns dos melhores combates da aventura.
  • Sistema de colar permite personalizar ataques, vitalidade e mana.
  • Arenas oferecem uma experiência diferente do combate tradicional.
  • Existem diferentes missões, arcos e finais.
  • Boa variedade de inimigos e ambientes.
  • Ambientação de fantasia clássica combina muito bem com a proposta.
  • Legendas em português

❌ Pontos Negativos

  • Algumas hitboxes podem parecer inconsistentes.
  • Combates aéreos podem ser frustrantes em determinados momentos.
  • A gestão de poções pode incentivar algum grind.
  • A escrita possui alguns problemas de tradução e revisão.
  • O áudio não acompanha completamente a qualidade visual.
  • Algumas partes poderiam ter recebido mais polimento.
  • A dificuldade pode afastar quem procura uma experiência mais tranquila.

🎯 Conclusão

Vou ser sincero: Barbarian Saga: The Beastmaster tem uma ideia muito boa e consegue entregar uma experiência divertida para quem gosta de Metroidvanias clássicos.

O sistema de transformação é provavelmente o maior diferencial.

Não estamos falando apenas de uma habilidade utilizada para causar mais dano.

As transformações fazem parte da exploração e ajudam a abrir novos caminhos pelo mapa.

E isso cria aquela sensação gostosa de progressão que todo bom Metroidvania precisa ter.

A direção artística também merece bastante destaque.

O estilo desenhado à mão combina muito bem com essa fantasia de espada e feitiçaria.

Arborea tem personalidade.

Os inimigos são variados.

E existe uma identidade visual que faz o jogo se destacar.

O problema é que o jogo também possui algumas arestas.

O combate nem sempre é tão preciso quanto poderia.

Algumas hitboxes incomodam.

A gestão das poções pode exigir grind.

E existem pequenos problemas de apresentação e escrita que poderiam ter sido corrigidos com mais polimento.

Mesmo assim, existe uma coisa que Barbarian Saga: The Beastmaster faz muito bem:

ele consegue fazer você querer continuar explorando.

Você quer descobrir a próxima transformação.

Quer saber o que existe naquela área bloqueada.

Quer enfrentar o próximo chefe.

E quer descobrir até onde aquela nova habilidade consegue levar você.

Para mim, isso é fundamental em um Metroidvania.

Se você gosta de jogos 2D de ação, exploração, fantasia clássica e progressão baseada em novas habilidades, Barbarian Saga: The Beastmaster merece uma oportunidade.

Não é um jogo perfeito e ainda possui alguns problemas que poderiam ser melhorados.

Mas existe uma boa base aqui e, principalmente, uma identidade própria.

É uma aventura de fantasia simples, direta e com bastante personalidade.

E às vezes é exatamente isso que procuramos em um bom Metroidvania.


E o que você achou do game?

Você já jogou Barbarian Saga: The Beastmaster?

E quero saber: o que você achou do sistema de transformação em animais?

Você prefere um Metroidvania mais focado em exploração ou gosta quando o jogo também coloca bastante dificuldade nos combates?

Não esqueça de fazer um comentário! 👇


🎮 Minha gameplay

Confira também a minha gameplay de Barbarian Saga: The Beastmaster e acompanhe a aventura pelo mundo de Arborea, os combates, as transformações e a exploração do mapa.

Minha gameplay:





⭐ Nota


domingo, 13 de setembro de 2026

Trails to Azure Review: Vale a Pena? Análise Completa

 

REVIEW - The Legend of Heroes: Trails to Azure

Nome do Game: The Legend of Heroes: Trails to Azure

Data de lançamento: 27 de setembro de 2022

Gênero: RPG / JRPG / RPG por turnos

Plataformas: PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch e Nintendo Switch 2

Desenvolvedor: Nihon Falcom

Estúdio/Publisher: NIS America


Análise

Se você terminou The Legend of Heroes: Trails from Zero, provavelmente ficou com uma sensação de que a história de Crossbell ainda estava longe de terminar.

E é exatamente aí que The Legend of Heroes: Trails to Azure começa.

Lloyd Bannings e a Special Support Section estão novamente no centro dos acontecimentos, mas agora a situação política de Crossbell está ficando cada vez mais complicada.

O que começa como mais uma sequência de casos rapidamente se transforma em algo muito maior.

E vou ser sincero: Trails to Azure é daqueles JRPGs que recompensam muito o jogador que tem paciência para acompanhar a história.

Porque aqui não estamos falando apenas de salvar uma cidade.

Estamos falando de personagens, política, relações entre países, conflitos pessoais e decisões que vão afetar o futuro de Crossbell.

E tudo isso acontece enquanto o jogo continua entregando aquele sistema de combate por turnos que é uma das marcas da série.

A história ficou ainda mais importante

Depois dos acontecimentos de Trails from Zero, a Special Support Section ganhou reconhecimento dentro de Crossbell.

Lloyd, Elie, Randy e Noel estão mais preparados.

Mas a paz não dura muito.

O aumento das tensões políticas e a pressão do Império Ereboniano e da República de Calvard colocam Crossbell em uma situação cada vez mais complicada.

E é justamente essa construção que faz a história funcionar tão bem.

O jogo não tenta entregar todas as respostas logo no começo.

Ele vai apresentando pequenos acontecimentos.

Novos personagens.

Novos conflitos.

Novas organizações.

E, aos poucos, você percebe que tudo está conectado.

É aquele tipo de narrativa em que uma conversa que parecia completamente secundária pode ganhar importância muitas horas depois.

Lloyd continua sendo um ótimo protagonista

Uma das melhores coisas de Trails to Azure é acompanhar a evolução de Lloyd.

Ele começou como um investigador que queria entender o que estava acontecendo em Crossbell.

Agora ele precisa lidar com responsabilidades muito maiores.

E isso também aparece na relação dele com os outros membros da equipa.

A Special Support Section não é apenas um grupo de personagens que participa das batalhas.

Existe uma verdadeira relação entre eles.

Você acompanha as amizades.

Os conflitos.

As inseguranças.

E também os momentos mais leves.

Essa construção faz com que você realmente se importe com o que acontece quando a situação começa a ficar perigosa.

Crossbell continua sendo uma das grandes estrelas

Se existe um personagem que merece destaque, esse personagem é a própria Crossbell.

A cidade-estado está localizada entre duas grandes potências e essa posição acaba sendo fundamental para a história.

O jogo consegue aproveitar muito bem essa característica.

Você visita diferentes áreas.

Conhece os habitantes.

Resolve problemas.

Volta para lugares conhecidos.

E percebe que aquilo que acontece em uma determinada região pode ter consequências em outra.

Essa sensação de viver dentro de um mundo maior é uma das características mais fortes de Trails to Azure.

O combate por turnos continua excelente

Se você gosta de JRPGs tradicionais, provavelmente vai se sentir em casa.

Trails to Azure utiliza o sistema AT Battle, baseado na ordem de turnos.

Mas não pense que isso significa simplesmente escolher "atacar" e esperar.

A posição dos personagens, os ataques, as artes, os Crafts e os bônus da barra de turnos fazem com que exista bastante estratégia durante as batalhas.

Você precisa pensar.

Qual personagem deve agir primeiro?

Uso uma habilidade?

Curo agora?

Guardo CP para um ataque mais forte?

Ou tento aproveitar um bônus específico da ordem dos turnos?

São pequenas decisões que acabam fazendo bastante diferença.

O sistema Burst é uma ótima novidade

Uma das principais novidades de Trails to Azure é o sistema Burst.

Quando a barra está cheia, você pode ativar o Burst e ganhar várias vantagens durante um determinado número de turnos.

Os personagens passam a agir mais rapidamente, algumas condições negativas podem ser removidas e as Arts deixam de ter tempo de preparação enquanto o efeito estiver ativo.

E o mais interessante é saber quando usar.

Você pode gastar o Burst imediatamente.

Ou guardar para aquela batalha em que realmente precisa.

Contra inimigos mais fortes, essa decisão pode fazer uma diferença enorme.

As batalhas contra chefes são ainda melhores

É nos chefes que o sistema de combate realmente mostra o seu potencial.

Os inimigos mais fortes obrigam você a prestar atenção na composição da equipa e nas habilidades disponíveis.

Não dá simplesmente para ficar apertando o mesmo ataque.

Você precisa entender o que está acontecendo.

Controlar os personagens.

Manter a equipa viva.

E aproveitar os momentos certos para causar muito dano.

Isso faz com que algumas batalhas sejam bastante memoráveis.

Principalmente quando você chega a um chefe achando que está preparado e descobre rapidamente que talvez tenha subestimado o adversário.

Os Back Attacks mudam a forma de explorar

Outra novidade interessante é o sistema de Back Attacks.

Se um inimigo conseguir chegar por trás, ele pode começar o combate com vantagem e ainda atrapalhar a formação da equipa, colocando personagens de suporte diretamente na batalha.

Parece uma pequena mudança.

Mas faz você prestar mais atenção enquanto explora.

Não basta simplesmente correr pelo mapa.

Você precisa observar os inimigos.

E quando consegue atacar primeiro, também recebe vantagens.

Isso cria uma ligação interessante entre exploração e combate.

O sistema de evolução oferece bastante liberdade

Como é comum na série, existe bastante espaço para personalizar os personagens.

Você pode escolher diferentes combinações de equipamentos e habilidades para criar personagens mais adequados ao seu estilo.

Isso faz diferença principalmente porque cada membro da equipa pode assumir funções diferentes.

Um personagem pode ser melhor para causar dano.

Outro pode ser mais importante para suporte.

Outro pode ter excelentes habilidades contra determinados tipos de inimigos.

E você pode experimentar diferentes combinações ao longo da aventura.

Importar o save de Trails from Zero é um detalhe excelente

Se você jogou Trails from Zero, existe ainda um motivo extra para continuar a sequência.

O jogo permite importar dados de save do título anterior, trazendo mudanças na experiência e cenas adicionais.

É um detalhe que demonstra o cuidado da série com a continuidade.

As suas decisões e o progresso anterior não parecem simplesmente desaparecer.

E para quem acompanhou a primeira parte da história de Crossbell, isso torna a sequência ainda mais especial.

A exploração tem muito conteúdo além da história principal

Uma coisa que gosto em Trails to Azure é que o jogo não tenta fazer você seguir apenas o caminho principal.

Existem casos paralelos.

Missões.

Personagens secundários.

Minijogos.

Pesca.

Culinária.

E vários outros elementos que ajudam a tornar Crossbell mais viva.

Essas atividades podem parecer pequenas individualmente.

Mas quando você passa bastante tempo naquele mundo, elas começam a fazer diferença.

Você não está apenas seguindo uma história.

Está conhecendo aquele lugar.

O carro é uma novidade muito interessante

Uma das novidades de Trails to Azure é o carro personalizável da Special Support Section.

Além de ajudar na movimentação, ele também adiciona uma camada diferente à aventura.

É mais um daqueles pequenos detalhes que fazem a Special Support Section parecer realmente uma equipa organizada.

E isso combina muito bem com a evolução dos personagens.

Eles começaram praticamente do zero.

Agora têm mais reconhecimento, mais responsabilidades e até o próprio veículo.

A banda sonora continua sendo um dos grandes destaques

A música é outra parte que merece muito destaque.

Trails to Azure tem uma banda sonora que combina muito bem com os diferentes momentos da aventura.

As músicas mais tranquilas ajudam a construir a sensação de viver em Crossbell.

Já durante as batalhas, a intensidade aumenta.

E nos momentos mais importantes da história, a música consegue ajudar bastante a criar o impacto necessário.

É um daqueles jogos em que algumas músicas acabam ficando na cabeça mesmo depois de você parar de jogar.

O ritmo pode ser um problema para alguns jogadores

Agora, preciso falar de uma coisa que pode afastar algumas pessoas.

Trails to Azure é um JRPG muito focado em história.

E isso significa que existem muitos diálogos.

Muitas conversas.

Muitos momentos em que você simplesmente acompanha os personagens.

Para quem gosta disso, é excelente.

Mas se você está procurando um RPG que entregue ação o tempo inteiro, provavelmente vai sentir que o ritmo é lento em alguns momentos.

E isso não acontece apenas no começo.

A série gosta de construir suas histórias aos poucos.

Então é preciso ter paciência.

Os gráficos mostram a idade do jogo

Visualmente, Trails to Azure também não é exatamente um jogo moderno.

A apresentação mantém a estética clássica da série, com personagens em estilo chibi durante a exploração e uma apresentação mais detalhada nos diálogos e batalhas.

Isso tem charme.

Mas também deixa claro que estamos falando de uma experiência originalmente criada para uma geração anterior de hardware.

Para mim, isso não chega a ser um problema grave.

Principalmente porque a direção artística envelheceu bem.

Mas quem espera gráficos modernos pode estranhar.

É melhor jogar Trails from Zero antes?

Aqui eu diria que sim.

Tecnicamente, você pode começar diretamente por Trails to Azure.

Mas eu não recomendo.

A história acontece diretamente depois de Trails from Zero, e grande parte do impacto vem justamente de acompanhar a evolução dos personagens e de Crossbell.

Você vai entender muita coisa mesmo começando por Azure.

Mas jogar os dois na ordem deixa a experiência muito mais completa.

É como assistir apenas à segunda metade de uma série.

Você consegue acompanhar.

Mas perde parte do impacto emocional.

Uma grande conclusão para o arco de Crossbell

E talvez esse seja o maior mérito de Trails to Azure.

Ele não parece simplesmente uma sequência criada para aproveitar o sucesso do jogo anterior.

Ele existe para concluir uma história que começou em Trails from Zero.

E faz isso colocando Crossbell no centro de um conflito cada vez maior.

A própria descrição oficial apresenta Trails to Azure como o encerramento do arco de Crossbell, uma parte importante dentro do universo de The Legend of Heroes.

E quando você chega aos momentos finais, percebe o quanto tudo aquilo que aconteceu antes tinha importância.


✅ Pontos Positivos

  • História muito bem construída.
  • Personagens carismáticos e bem desenvolvidos.
  • Crossbell é um mundo muito interessante para explorar.
  • Sistema de combate por turnos profundo e estratégico.
  • Sistema Burst adiciona novas possibilidades às batalhas.
  • Back Attacks tornam a exploração mais estratégica.
  • Grande quantidade de missões secundárias e atividades.
  • Excelente evolução da Special Support Section.
  • Importação de save de Trails from Zero adiciona cenas extras.
  • Banda sonora excelente.
  • Grande conclusão para o arco de Crossbell.
  • Muito conteúdo para quem gosta de JRPGs focados em história.

❌ Pontos Negativos

  • Ritmo bastante lento em alguns momentos.
  • Grande quantidade de diálogos pode afastar quem procura mais ação.
  • Visual datado para quem espera gráficos modernos.
  • É muito mais interessante para quem jogou Trails from Zero primeiro.
  • Algumas missões secundárias podem exigir bastante tempo.
  • A quantidade de sistemas e informações pode ser intimidante para novos jogadores.
  • Falta de legendas em português

🎯 Conclusão

Vou ser sincero: The Legend of Heroes: Trails to Azure é um daqueles JRPGs que exigem paciência, mas recompensam muito quem decide embarcar na aventura.

A história é o grande destaque.

Crossbell continua sendo um dos cenários mais interessantes da série, e acompanhar Lloyd e a Special Support Section depois de tudo o que aconteceu em Trails from Zero torna a experiência ainda mais especial.

Mas o jogo não depende apenas da narrativa.

O combate por turnos continua excelente.

O sistema Burst adiciona uma nova camada de estratégia.

Os Back Attacks fazem você prestar mais atenção durante a exploração.

E existe uma enorme quantidade de atividades secundárias para quem quiser conhecer melhor aquele mundo.

É claro que nem tudo envelheceu perfeitamente.

O ritmo pode ser lento.

Existem muitos diálogos.

E os gráficos deixam claro que estamos falando de um jogo originalmente lançado há alguns anos.

Mas, para mim, isso acaba sendo secundário.

Porque quando a história começa a ganhar força, Trails to Azure consegue prender você de uma maneira que poucos JRPGs conseguem.

Você começa querendo descobrir o que vai acontecer com Lloyd.

Depois quer entender o que está acontecendo com Crossbell.

E, quando percebe, já está completamente envolvido com os personagens e com aquele mundo.

Se você gosta de JRPGs com histórias profundas, personagens bem desenvolvidos, combate por turnos e muita exploração, The Legend of Heroes: Trails to Azure é uma experiência que vale muito a pena.

Mas deixo uma recomendação importante:

jogue Trails from Zero antes.

Porque Azure é muito mais do que uma sequência.

É a continuação de uma história que foi construída com bastante cuidado.

E quando você chega ao fim, percebe que todo aquele tempo investido em Crossbell realmente valeu a pena.


E o que você achou do game?

Você já jogou Trails from Zero antes de chegar em Trails to Azure?

E quero saber: qual personagem da Special Support Section é o seu favorito?

Para quem ainda não começou a série, você acha melhor começar por Crossbell ou entrar diretamente em Trails to Azure?

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🎮 Minha gameplay

Confira também a minha gameplay de The Legend of Heroes: Trails to Azure e acompanhe Lloyd e a Special Support Section em mais uma aventura pelo arco de Crossbell.

Minha gameplay:




⭐ Nota