sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Barbarian Saga: The Beastmaster Review: Vale a Pena? Análise Completa


 

REVIEW - Barbarian Saga: The Beastmaster

Nome do Game: Barbarian Saga: The Beastmaster

Data de lançamento: 9 de setembro de 2026

Gênero: Ação / Aventura / Metroidvania

Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch

Desenvolvedor: Dormidin Studio

Estúdio/Publisher: Selecta Play


Análise

Se você gosta de Metroidvanias com aquele estilo de fantasia mais clássico, cheio de espadas, monstros, magia e violência, Barbarian Saga: The Beastmaster provavelmente vai chamar sua atenção logo nos primeiros minutos.

Mas existe uma coisa que diferencia esse jogo de muitos outros do género.

Aqui, você não é apenas um guerreiro com uma espada.

Você é o último dos Beastmasters e consegue utilizar as almas de animais e criaturas para assumir diferentes formas durante a aventura.

E essa ideia acaba sendo uma das partes mais interessantes do jogo.

A história acontece em Arborea, um mundo que voltou a enfrentar uma guerra entre humanos e não-humanos. O novo rei de Imperia e o Reino Sagrado iniciaram uma ofensiva contra os não-humanos, utilizando o poder do feiticeiro Trece XIII e dos seus generais.

No meio desse conflito surge uma antiga profecia.

E é aí que começa a jornada do Beastmaster.

Um Metroidvania com cara de fantasia clássica

A primeira coisa que chama atenção em Barbarian Saga: The Beastmaster é a sua direção artística.

O jogo aposta em uma apresentação 2D desenhada à mão, com uma estética claramente inspirada na fantasia clássica.

Existe aquela sensação de estar dentro de uma aventura de espada e feitiçaria.

Monstros.

Cavaleiros.

Florestas.

Castelos.

Magia.

E personagens que parecem ter saído diretamente de uma animação de fantasia dos anos 80 ou 90.

É uma identidade visual que funciona muito bem para a proposta.

E mesmo quando os cenários são mais simples, existe personalidade suficiente para fazer Arborea parecer um mundo próprio.

A transformação é a grande diferença

E aqui está o que realmente diferencia o jogo.

O protagonista consegue utilizar as almas das criaturas para se transformar em diferentes animais.

Essas transformações não servem apenas para deixar o personagem mais forte.

Elas fazem parte da própria exploração.

Conforme você consegue novas habilidades, determinadas áreas que antes pareciam impossíveis começam a ficar acessíveis.

É aquela estrutura clássica de Metroidvania:

você encontra um caminho bloqueado.

Continua a aventura.

Consegue uma nova habilidade.

E depois percebe:

"Espera... agora eu consigo voltar lá."

Essa sensação de descobrir novos caminhos é uma das coisas que mais funciona em Barbarian Saga: The Beastmaster.

O mapa é conectado

O jogo utiliza um mapa contínuo no estilo Metroidvania, permitindo abrir novos caminhos e acessar regiões anteriormente bloqueadas conforme você ganha novas habilidades.

Isso significa que explorar não é apenas seguir uma linha reta.

Você precisa prestar atenção nos caminhos.

Nas áreas inacessíveis.

Nos locais que parecem esconder alguma coisa.

E, principalmente, lembrar de onde encontrou determinado obstáculo.

Esse tipo de exploração é exatamente o que espero de um bom Metroidvania.

O jogo quer que você tenha curiosidade.

O combate é baseado na espada

A principal arma do protagonista é a Heart-Eater, uma espada especial que faz parte da identidade do jogo.

O combate é direto e aposta bastante em ataques corpo a corpo.

Você precisa observar os inimigos, entender os seus movimentos e encontrar o momento certo para atacar.

Não é um sistema extremamente complexo.

Mas funciona bem quando você começa a entender o ritmo de cada inimigo.

E isso fica ainda mais interessante durante os confrontos contra os chefes.

As habilidades ajudam a mudar a forma de jogar

Além das transformações, você também pode encontrar novas técnicas de espada durante a aventura.

O jogo apresenta habilidades que foram ensinadas pelo antigo Sensei do protagonista, além de poções mágicas e outros recursos que ajudam durante os combates.

Isso cria uma progressão que vai além de simplesmente aumentar a barra de vida.

Você começa com um conjunto mais limitado de possibilidades.

Depois vai desbloqueando novas ferramentas.

E aos poucos começa a perceber que determinadas habilidades também podem ser úteis para chegar a lugares que antes estavam fora do seu alcance.

O colar de contas é uma ideia interessante

Outro sistema que gostei bastante é o colar ritual.

Durante a aventura você encontra diferentes tipos de contas, incluindo presas, amuletos e raízes de plantas.

Esses itens podem modificar características como os ataques, a vitalidade e a mana.

É uma forma simples de personalizar o personagem.

Você pode adaptar o seu equipamento para uma determinada situação.

Quer causar mais dano?

Precisa de mais resistência?

Quer melhorar a utilização de magia?

Essas escolhas ajudam a criar um pouco mais de liberdade dentro do sistema de progressão.

As arenas trazem uma mudança interessante

E aqui temos uma das ideias mais diferentes do jogo.

Além da exploração tradicional do Metroidvania, existem Arenas onde você pode enfrentar adversários em combates mais próximos dos jogos de luta clássicos.

A câmera se aproxima e aparecem barras de energia, criando uma apresentação bem diferente daquela utilizada durante a exploração.

É uma mudança interessante de ritmo.

Você sai daquele mapa de exploração e entra em uma espécie de duelo.

Não é algo que substitui o combate principal, mas ajuda a criar momentos diferentes durante a aventura.

Os chefes são um dos melhores momentos

E falando em combate, os chefes são provavelmente onde o jogo mais consegue mostrar o seu potencial.

As batalhas exigem que você observe os padrões dos adversários.

Você precisa entender quando atacar.

Quando recuar.

E quando é melhor simplesmente esperar.

Esse tipo de confronto combina muito bem com a estrutura de um Metroidvania.

Você passou um bom tempo explorando e melhorando o personagem.

Então chega aquele momento em que precisa colocar tudo o que aprendeu em prática.

E quando finalmente derrota um chefe, normalmente existe aquela sensação de:

"Agora sim, consegui."

Existem vários finais

Outra característica interessante é que as suas interações e decisões podem influenciar o desenvolvimento da aventura.

O jogo apresenta vários NPCs que ajudam a desenvolver a narrativa e podem abrir novas missões e diferentes arcos.

Essas interações também estão relacionadas aos diferentes finais disponíveis.

Isso adiciona um motivo para voltar ao jogo depois de terminar a primeira vez.

Você pode querer descobrir o que acontece caso siga outro caminho.

Ou simplesmente explorar melhor algumas das histórias secundárias.

Os NPCs ajudam a dar vida a Arborea

Um Metroidvania pode facilmente acabar parecendo apenas uma sequência de mapas conectados.

Mas Barbarian Saga: The Beastmaster tenta evitar isso colocando vários personagens espalhados pelo mundo.

Alguns ajudam na narrativa.

Outros oferecem missões.

E alguns acabam apresentando novas possibilidades para o jogador.

Eles também ajudam a mostrar que a guerra entre humanos e não-humanos não é apenas um detalhe da história.

Existe um mundo inteiro afetado pelo conflito.

A ambientação é uma das grandes qualidades

Visualmente, o jogo tem uma identidade bastante forte.

Os cenários são desenhados à mão e possuem uma estética que mistura fantasia clássica com um estilo de animação bastante característico.

Os inimigos também possuem designs variados.

Você encontra criaturas que conseguem parecer engraçadas em um momento e bastante ameaçadoras no seguinte.

E essa mistura funciona.

Não é um jogo que tenta parecer realista.

Ele quer parecer uma aventura de fantasia desenhada à mão.

E consegue transmitir isso muito bem.

A dificuldade pode incomodar

Agora, preciso falar de um dos pontos que pode dividir os jogadores.

Barbarian Saga: The Beastmaster não é exatamente um jogo fácil.

Alguns inimigos conseguem causar bastante dano e determinados encontros exigem que você tenha mais cuidado.

Além disso, a gestão da vida pode acabar sendo um problema.

As poções são importantes e podem precisar ser compradas com dinheiro, fazendo com que em determinados momentos seja necessário derrotar inimigos para conseguir recursos suficientes para continuar.

Para quem gosta de jogos mais exigentes, isso pode fazer parte da diversão.

Mas para quem prefere uma experiência mais tranquila, pode acabar sendo frustrante.

Alguns combates podem ser inconsistentes

O combate funciona bem na maior parte do tempo, mas existem situações em que a experiência pode ficar menos precisa.

Principalmente durante confrontos aéreos ou contra inimigos que atacam de determinadas posições.

Algumas análises também apontaram problemas relacionados às hitboxes e ao combate no ar.

Isso é uma pena porque, quando o combate funciona como deveria, ele é bastante satisfatório.

São pequenos problemas que acabam tirando um pouco do brilho de alguns encontros.

O jogo ainda mostra algumas arestas

Outro ponto que fica evidente é que Barbarian Saga: The Beastmaster é uma produção independente.

Existem momentos em que isso aparece.

A escrita possui algumas falhas.

Algumas animações ou interações não são tão polidas quanto poderiam.

E a apresentação sonora também não consegue acompanhar completamente a qualidade visual.

Nada disso destrói a experiência.

Mas são detalhes que fazem você perceber que o jogo ainda poderia ter recebido mais algum tempo de polimento.

A exploração continua sendo a grande motivação

Apesar desses problemas, existe uma coisa que funciona muito bem:

a vontade de descobrir o que existe depois.

Você vê uma região no mapa.

Encontra um caminho bloqueado.

Percebe que precisa de uma determinada transformação.

Então continua jogando.

Quando finalmente consegue a habilidade, volta para aquele lugar.

E encontra uma nova área.

Essa estrutura continua sendo uma das melhores fórmulas dos Metroidvanias.

E Barbarian Saga: The Beastmaster entende bem esse conceito.

É uma experiência para quem gosta do estilo clássico

No final das contas, Barbarian Saga: The Beastmaster não tenta reinventar o género.

Ele pega elementos conhecidos dos Metroidvanias e mistura com uma temática de fantasia clássica, transformações animais, combate com espada e diferentes sistemas de progressão.

E isso acaba sendo justamente o seu charme.

Não é necessário procurar algo extremamente inovador para encontrar diversão.

Às vezes, uma boa combinação de ideias conhecidas funciona muito bem.


✅ Pontos Positivos

  • Direção artística 2D desenhada à mão com bastante personalidade.
  • Sistema de transformação em diferentes criaturas é interessante.
  • Mapa conectado funciona bem para exploração.
  • Boa sensação de progressão ao desbloquear novas habilidades.
  • Combate direto e fácil de entender.
  • Chefes oferecem alguns dos melhores combates da aventura.
  • Sistema de colar permite personalizar ataques, vitalidade e mana.
  • Arenas oferecem uma experiência diferente do combate tradicional.
  • Existem diferentes missões, arcos e finais.
  • Boa variedade de inimigos e ambientes.
  • Ambientação de fantasia clássica combina muito bem com a proposta.
  • Legendas em português

❌ Pontos Negativos

  • Algumas hitboxes podem parecer inconsistentes.
  • Combates aéreos podem ser frustrantes em determinados momentos.
  • A gestão de poções pode incentivar algum grind.
  • A escrita possui alguns problemas de tradução e revisão.
  • O áudio não acompanha completamente a qualidade visual.
  • Algumas partes poderiam ter recebido mais polimento.
  • A dificuldade pode afastar quem procura uma experiência mais tranquila.

🎯 Conclusão

Vou ser sincero: Barbarian Saga: The Beastmaster tem uma ideia muito boa e consegue entregar uma experiência divertida para quem gosta de Metroidvanias clássicos.

O sistema de transformação é provavelmente o maior diferencial.

Não estamos falando apenas de uma habilidade utilizada para causar mais dano.

As transformações fazem parte da exploração e ajudam a abrir novos caminhos pelo mapa.

E isso cria aquela sensação gostosa de progressão que todo bom Metroidvania precisa ter.

A direção artística também merece bastante destaque.

O estilo desenhado à mão combina muito bem com essa fantasia de espada e feitiçaria.

Arborea tem personalidade.

Os inimigos são variados.

E existe uma identidade visual que faz o jogo se destacar.

O problema é que o jogo também possui algumas arestas.

O combate nem sempre é tão preciso quanto poderia.

Algumas hitboxes incomodam.

A gestão das poções pode exigir grind.

E existem pequenos problemas de apresentação e escrita que poderiam ter sido corrigidos com mais polimento.

Mesmo assim, existe uma coisa que Barbarian Saga: The Beastmaster faz muito bem:

ele consegue fazer você querer continuar explorando.

Você quer descobrir a próxima transformação.

Quer saber o que existe naquela área bloqueada.

Quer enfrentar o próximo chefe.

E quer descobrir até onde aquela nova habilidade consegue levar você.

Para mim, isso é fundamental em um Metroidvania.

Se você gosta de jogos 2D de ação, exploração, fantasia clássica e progressão baseada em novas habilidades, Barbarian Saga: The Beastmaster merece uma oportunidade.

Não é um jogo perfeito e ainda possui alguns problemas que poderiam ser melhorados.

Mas existe uma boa base aqui e, principalmente, uma identidade própria.

É uma aventura de fantasia simples, direta e com bastante personalidade.

E às vezes é exatamente isso que procuramos em um bom Metroidvania.


E o que você achou do game?

Você já jogou Barbarian Saga: The Beastmaster?

E quero saber: o que você achou do sistema de transformação em animais?

Você prefere um Metroidvania mais focado em exploração ou gosta quando o jogo também coloca bastante dificuldade nos combates?

Não esqueça de fazer um comentário! 👇


🎮 Minha gameplay

Confira também a minha gameplay de Barbarian Saga: The Beastmaster e acompanhe a aventura pelo mundo de Arborea, os combates, as transformações e a exploração do mapa.

Minha gameplay:





⭐ Nota


domingo, 13 de setembro de 2026

Trails to Azure Review: Vale a Pena? Análise Completa

 

REVIEW - The Legend of Heroes: Trails to Azure

Nome do Game: The Legend of Heroes: Trails to Azure

Data de lançamento: 27 de setembro de 2022

Gênero: RPG / JRPG / RPG por turnos

Plataformas: PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch e Nintendo Switch 2

Desenvolvedor: Nihon Falcom

Estúdio/Publisher: NIS America


Análise

Se você terminou The Legend of Heroes: Trails from Zero, provavelmente ficou com uma sensação de que a história de Crossbell ainda estava longe de terminar.

E é exatamente aí que The Legend of Heroes: Trails to Azure começa.

Lloyd Bannings e a Special Support Section estão novamente no centro dos acontecimentos, mas agora a situação política de Crossbell está ficando cada vez mais complicada.

O que começa como mais uma sequência de casos rapidamente se transforma em algo muito maior.

E vou ser sincero: Trails to Azure é daqueles JRPGs que recompensam muito o jogador que tem paciência para acompanhar a história.

Porque aqui não estamos falando apenas de salvar uma cidade.

Estamos falando de personagens, política, relações entre países, conflitos pessoais e decisões que vão afetar o futuro de Crossbell.

E tudo isso acontece enquanto o jogo continua entregando aquele sistema de combate por turnos que é uma das marcas da série.

A história ficou ainda mais importante

Depois dos acontecimentos de Trails from Zero, a Special Support Section ganhou reconhecimento dentro de Crossbell.

Lloyd, Elie, Randy e Noel estão mais preparados.

Mas a paz não dura muito.

O aumento das tensões políticas e a pressão do Império Ereboniano e da República de Calvard colocam Crossbell em uma situação cada vez mais complicada.

E é justamente essa construção que faz a história funcionar tão bem.

O jogo não tenta entregar todas as respostas logo no começo.

Ele vai apresentando pequenos acontecimentos.

Novos personagens.

Novos conflitos.

Novas organizações.

E, aos poucos, você percebe que tudo está conectado.

É aquele tipo de narrativa em que uma conversa que parecia completamente secundária pode ganhar importância muitas horas depois.

Lloyd continua sendo um ótimo protagonista

Uma das melhores coisas de Trails to Azure é acompanhar a evolução de Lloyd.

Ele começou como um investigador que queria entender o que estava acontecendo em Crossbell.

Agora ele precisa lidar com responsabilidades muito maiores.

E isso também aparece na relação dele com os outros membros da equipa.

A Special Support Section não é apenas um grupo de personagens que participa das batalhas.

Existe uma verdadeira relação entre eles.

Você acompanha as amizades.

Os conflitos.

As inseguranças.

E também os momentos mais leves.

Essa construção faz com que você realmente se importe com o que acontece quando a situação começa a ficar perigosa.

Crossbell continua sendo uma das grandes estrelas

Se existe um personagem que merece destaque, esse personagem é a própria Crossbell.

A cidade-estado está localizada entre duas grandes potências e essa posição acaba sendo fundamental para a história.

O jogo consegue aproveitar muito bem essa característica.

Você visita diferentes áreas.

Conhece os habitantes.

Resolve problemas.

Volta para lugares conhecidos.

E percebe que aquilo que acontece em uma determinada região pode ter consequências em outra.

Essa sensação de viver dentro de um mundo maior é uma das características mais fortes de Trails to Azure.

O combate por turnos continua excelente

Se você gosta de JRPGs tradicionais, provavelmente vai se sentir em casa.

Trails to Azure utiliza o sistema AT Battle, baseado na ordem de turnos.

Mas não pense que isso significa simplesmente escolher "atacar" e esperar.

A posição dos personagens, os ataques, as artes, os Crafts e os bônus da barra de turnos fazem com que exista bastante estratégia durante as batalhas.

Você precisa pensar.

Qual personagem deve agir primeiro?

Uso uma habilidade?

Curo agora?

Guardo CP para um ataque mais forte?

Ou tento aproveitar um bônus específico da ordem dos turnos?

São pequenas decisões que acabam fazendo bastante diferença.

O sistema Burst é uma ótima novidade

Uma das principais novidades de Trails to Azure é o sistema Burst.

Quando a barra está cheia, você pode ativar o Burst e ganhar várias vantagens durante um determinado número de turnos.

Os personagens passam a agir mais rapidamente, algumas condições negativas podem ser removidas e as Arts deixam de ter tempo de preparação enquanto o efeito estiver ativo.

E o mais interessante é saber quando usar.

Você pode gastar o Burst imediatamente.

Ou guardar para aquela batalha em que realmente precisa.

Contra inimigos mais fortes, essa decisão pode fazer uma diferença enorme.

As batalhas contra chefes são ainda melhores

É nos chefes que o sistema de combate realmente mostra o seu potencial.

Os inimigos mais fortes obrigam você a prestar atenção na composição da equipa e nas habilidades disponíveis.

Não dá simplesmente para ficar apertando o mesmo ataque.

Você precisa entender o que está acontecendo.

Controlar os personagens.

Manter a equipa viva.

E aproveitar os momentos certos para causar muito dano.

Isso faz com que algumas batalhas sejam bastante memoráveis.

Principalmente quando você chega a um chefe achando que está preparado e descobre rapidamente que talvez tenha subestimado o adversário.

Os Back Attacks mudam a forma de explorar

Outra novidade interessante é o sistema de Back Attacks.

Se um inimigo conseguir chegar por trás, ele pode começar o combate com vantagem e ainda atrapalhar a formação da equipa, colocando personagens de suporte diretamente na batalha.

Parece uma pequena mudança.

Mas faz você prestar mais atenção enquanto explora.

Não basta simplesmente correr pelo mapa.

Você precisa observar os inimigos.

E quando consegue atacar primeiro, também recebe vantagens.

Isso cria uma ligação interessante entre exploração e combate.

O sistema de evolução oferece bastante liberdade

Como é comum na série, existe bastante espaço para personalizar os personagens.

Você pode escolher diferentes combinações de equipamentos e habilidades para criar personagens mais adequados ao seu estilo.

Isso faz diferença principalmente porque cada membro da equipa pode assumir funções diferentes.

Um personagem pode ser melhor para causar dano.

Outro pode ser mais importante para suporte.

Outro pode ter excelentes habilidades contra determinados tipos de inimigos.

E você pode experimentar diferentes combinações ao longo da aventura.

Importar o save de Trails from Zero é um detalhe excelente

Se você jogou Trails from Zero, existe ainda um motivo extra para continuar a sequência.

O jogo permite importar dados de save do título anterior, trazendo mudanças na experiência e cenas adicionais.

É um detalhe que demonstra o cuidado da série com a continuidade.

As suas decisões e o progresso anterior não parecem simplesmente desaparecer.

E para quem acompanhou a primeira parte da história de Crossbell, isso torna a sequência ainda mais especial.

A exploração tem muito conteúdo além da história principal

Uma coisa que gosto em Trails to Azure é que o jogo não tenta fazer você seguir apenas o caminho principal.

Existem casos paralelos.

Missões.

Personagens secundários.

Minijogos.

Pesca.

Culinária.

E vários outros elementos que ajudam a tornar Crossbell mais viva.

Essas atividades podem parecer pequenas individualmente.

Mas quando você passa bastante tempo naquele mundo, elas começam a fazer diferença.

Você não está apenas seguindo uma história.

Está conhecendo aquele lugar.

O carro é uma novidade muito interessante

Uma das novidades de Trails to Azure é o carro personalizável da Special Support Section.

Além de ajudar na movimentação, ele também adiciona uma camada diferente à aventura.

É mais um daqueles pequenos detalhes que fazem a Special Support Section parecer realmente uma equipa organizada.

E isso combina muito bem com a evolução dos personagens.

Eles começaram praticamente do zero.

Agora têm mais reconhecimento, mais responsabilidades e até o próprio veículo.

A banda sonora continua sendo um dos grandes destaques

A música é outra parte que merece muito destaque.

Trails to Azure tem uma banda sonora que combina muito bem com os diferentes momentos da aventura.

As músicas mais tranquilas ajudam a construir a sensação de viver em Crossbell.

Já durante as batalhas, a intensidade aumenta.

E nos momentos mais importantes da história, a música consegue ajudar bastante a criar o impacto necessário.

É um daqueles jogos em que algumas músicas acabam ficando na cabeça mesmo depois de você parar de jogar.

O ritmo pode ser um problema para alguns jogadores

Agora, preciso falar de uma coisa que pode afastar algumas pessoas.

Trails to Azure é um JRPG muito focado em história.

E isso significa que existem muitos diálogos.

Muitas conversas.

Muitos momentos em que você simplesmente acompanha os personagens.

Para quem gosta disso, é excelente.

Mas se você está procurando um RPG que entregue ação o tempo inteiro, provavelmente vai sentir que o ritmo é lento em alguns momentos.

E isso não acontece apenas no começo.

A série gosta de construir suas histórias aos poucos.

Então é preciso ter paciência.

Os gráficos mostram a idade do jogo

Visualmente, Trails to Azure também não é exatamente um jogo moderno.

A apresentação mantém a estética clássica da série, com personagens em estilo chibi durante a exploração e uma apresentação mais detalhada nos diálogos e batalhas.

Isso tem charme.

Mas também deixa claro que estamos falando de uma experiência originalmente criada para uma geração anterior de hardware.

Para mim, isso não chega a ser um problema grave.

Principalmente porque a direção artística envelheceu bem.

Mas quem espera gráficos modernos pode estranhar.

É melhor jogar Trails from Zero antes?

Aqui eu diria que sim.

Tecnicamente, você pode começar diretamente por Trails to Azure.

Mas eu não recomendo.

A história acontece diretamente depois de Trails from Zero, e grande parte do impacto vem justamente de acompanhar a evolução dos personagens e de Crossbell.

Você vai entender muita coisa mesmo começando por Azure.

Mas jogar os dois na ordem deixa a experiência muito mais completa.

É como assistir apenas à segunda metade de uma série.

Você consegue acompanhar.

Mas perde parte do impacto emocional.

Uma grande conclusão para o arco de Crossbell

E talvez esse seja o maior mérito de Trails to Azure.

Ele não parece simplesmente uma sequência criada para aproveitar o sucesso do jogo anterior.

Ele existe para concluir uma história que começou em Trails from Zero.

E faz isso colocando Crossbell no centro de um conflito cada vez maior.

A própria descrição oficial apresenta Trails to Azure como o encerramento do arco de Crossbell, uma parte importante dentro do universo de The Legend of Heroes.

E quando você chega aos momentos finais, percebe o quanto tudo aquilo que aconteceu antes tinha importância.


✅ Pontos Positivos

  • História muito bem construída.
  • Personagens carismáticos e bem desenvolvidos.
  • Crossbell é um mundo muito interessante para explorar.
  • Sistema de combate por turnos profundo e estratégico.
  • Sistema Burst adiciona novas possibilidades às batalhas.
  • Back Attacks tornam a exploração mais estratégica.
  • Grande quantidade de missões secundárias e atividades.
  • Excelente evolução da Special Support Section.
  • Importação de save de Trails from Zero adiciona cenas extras.
  • Banda sonora excelente.
  • Grande conclusão para o arco de Crossbell.
  • Muito conteúdo para quem gosta de JRPGs focados em história.

❌ Pontos Negativos

  • Ritmo bastante lento em alguns momentos.
  • Grande quantidade de diálogos pode afastar quem procura mais ação.
  • Visual datado para quem espera gráficos modernos.
  • É muito mais interessante para quem jogou Trails from Zero primeiro.
  • Algumas missões secundárias podem exigir bastante tempo.
  • A quantidade de sistemas e informações pode ser intimidante para novos jogadores.
  • Falta de legendas em português

🎯 Conclusão

Vou ser sincero: The Legend of Heroes: Trails to Azure é um daqueles JRPGs que exigem paciência, mas recompensam muito quem decide embarcar na aventura.

A história é o grande destaque.

Crossbell continua sendo um dos cenários mais interessantes da série, e acompanhar Lloyd e a Special Support Section depois de tudo o que aconteceu em Trails from Zero torna a experiência ainda mais especial.

Mas o jogo não depende apenas da narrativa.

O combate por turnos continua excelente.

O sistema Burst adiciona uma nova camada de estratégia.

Os Back Attacks fazem você prestar mais atenção durante a exploração.

E existe uma enorme quantidade de atividades secundárias para quem quiser conhecer melhor aquele mundo.

É claro que nem tudo envelheceu perfeitamente.

O ritmo pode ser lento.

Existem muitos diálogos.

E os gráficos deixam claro que estamos falando de um jogo originalmente lançado há alguns anos.

Mas, para mim, isso acaba sendo secundário.

Porque quando a história começa a ganhar força, Trails to Azure consegue prender você de uma maneira que poucos JRPGs conseguem.

Você começa querendo descobrir o que vai acontecer com Lloyd.

Depois quer entender o que está acontecendo com Crossbell.

E, quando percebe, já está completamente envolvido com os personagens e com aquele mundo.

Se você gosta de JRPGs com histórias profundas, personagens bem desenvolvidos, combate por turnos e muita exploração, The Legend of Heroes: Trails to Azure é uma experiência que vale muito a pena.

Mas deixo uma recomendação importante:

jogue Trails from Zero antes.

Porque Azure é muito mais do que uma sequência.

É a continuação de uma história que foi construída com bastante cuidado.

E quando você chega ao fim, percebe que todo aquele tempo investido em Crossbell realmente valeu a pena.


E o que você achou do game?

Você já jogou Trails from Zero antes de chegar em Trails to Azure?

E quero saber: qual personagem da Special Support Section é o seu favorito?

Para quem ainda não começou a série, você acha melhor começar por Crossbell ou entrar diretamente em Trails to Azure?

Não esqueça de fazer um comentário! 👇


🎮 Minha gameplay

Confira também a minha gameplay de The Legend of Heroes: Trails to Azure e acompanhe Lloyd e a Special Support Section em mais uma aventura pelo arco de Crossbell.

Minha gameplay:




⭐ Nota

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Moonlighter 2: The Endless Vault Review: Vale a Pena? Análise Completa

 

REVIEW - Moonlighter 2: The Endless Vault

Nome do Game: Moonlighter 2: The Endless Vault

Data de lançamento: 2 de setembro de 2026

Gênero: RPG de Ação / Roguelike / Gestão

Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2

Desenvolvedor: Digital Sun

Estúdio/Publisher: 11 bit studios


Análise

Se você conhece o primeiro Moonlighter, provavelmente já sabe que existe uma coisa muito diferente nessa série: durante o dia você é comerciante, mas quando a noite chega, a loja fecha e começa a verdadeira aventura.

E Moonlighter 2: The Endless Vault pega exatamente essa ideia e transforma tudo em uma experiência muito maior.

Agora temos um mundo em 3D, novas masmorras, mais possibilidades de personalização, combate mais dinâmico e um sistema de comércio que continua sendo uma das partes mais importantes da experiência.

Mas existe uma pergunta que eu fiquei fazendo enquanto jogava:

será que essa mistura de loja e aventura ainda funciona quando o jogo cresce tanto?

Depois de passar bastante tempo entre a loja e as masmorras, posso dizer que sim.

E, em alguns momentos, funciona até melhor do que no primeiro jogo.

A ideia continua simples, mas funciona muito bem

A grande graça de Moonlighter 2: The Endless Vault continua sendo o seu ciclo de gameplay.

Você entra em uma masmorra.

Enfrenta inimigos.

Encontra relíquias.

Decide o que vale a pena carregar.

Volta para a vila.

Abre a sua loja.

Vende tudo.

E usa o dinheiro para ficar mais forte.

Parece simples.

E realmente é.

Mas é justamente essa simplicidade que faz você pensar:

"Só mais uma exploração."

Você entra novamente.

Encontra um item melhor.

Percebe que ainda existe espaço na mochila.

Resolve continuar.

Até que alguma coisa dá errado e você precisa decidir se vale a pena arriscar tudo ou voltar para casa.

Esse risco constante é uma das melhores características do jogo.

A mochila agora é praticamente parte do combate

Uma das coisas que mais gostei em Moonlighter 2 é como o espaço limitado da mochila interfere nas suas decisões.

Você não pode simplesmente pegar tudo.

Em algum momento, vai precisar escolher.

Levo este item raro?

Abandono aquele material?

Será que consigo chegar mais fundo na masmorra?

Ou será melhor voltar agora?

E isso muda completamente a forma como você explora.

Não é simplesmente entrar em uma dungeon e derrotar tudo que aparece.

Você está sempre pensando no próximo passo.

E quanto mais longe você consegue chegar, maiores ficam as recompensas e também os riscos.

O combate está mais dinâmico

Outra mudança que chama bastante atenção é o combate.

A passagem para o 3D trouxe uma experiência mais dinâmica, com diferentes tipos de armas, equipamentos e vantagens que ajudam a criar diferentes estilos de jogo.

E isso deixa os confrontos mais interessantes.

Você pode preferir jogar de maneira mais agressiva.

Pode tentar manter distância.

Pode apostar em determinadas combinações de equipamentos.

Ou simplesmente encontrar uma configuração que combine melhor com a forma como você gosta de jogar.

O combate não tenta transformar Moonlighter 2 em um RPG de ação extremamente complexo.

Ele mantém a acessibilidade.

Mas agora existe mais espaço para experimentar.

A mudança para o 3D funciona?

Essa era uma das minhas maiores dúvidas.

O primeiro Moonlighter tinha uma identidade visual 2D muito forte.

Então transformar a sequência em um jogo 3D poderia facilmente acabar tirando parte do charme original.

Mas a Digital Sun conseguiu manter aquela personalidade.

Os ambientes são coloridos.

Os personagens continuam carismáticos.

E as masmorras conseguem criar uma boa diferença visual entre os diferentes locais.

A mudança para o 3D não parece simplesmente uma tentativa de deixar o jogo mais moderno.

Ela ajuda na exploração e deixa o mundo de Moonlighter 2 mais interessante de percorrer.

Tresna é mais do que apenas uma vila

Depois de perder tudo, Will e os outros habitantes acabam em Tresna, um novo local que passa a ser a sua base.

E uma das coisas mais interessantes é ver esse lugar crescer junto com você.

No começo, tudo parece bastante simples.

Mas conforme você progride, começa a desbloquear melhorias, novos estabelecimentos, equipamentos, decorações e outras possibilidades.

A vila vai ganhando vida.

E isso cria uma sensação muito boa de progresso.

Você não está apenas ficando mais forte.

Está também ajudando a transformar o lugar onde está vivendo.

A loja continua sendo uma das melhores partes

E aqui está uma coisa que eu não esperava dizer depois de jogar:

vender os itens continua sendo tão divertido quanto explorar as masmorras.

Depois de passar vários minutos enfrentando inimigos e enchendo a mochila, chega a hora de abrir a loja.

Você coloca os itens à venda.

Define os preços.

Observa a reação dos clientes.

E tenta descobrir quanto eles estão dispostos a pagar.

O sistema permite desbloquear vantagens de venda, aproveitar eventos especiais e organizar as montras para tentar aumentar os lucros.

E isso cria uma mudança de ritmo muito boa.

Depois de uma exploração cheia de ação, você volta para algo mais tranquilo.

Mas ainda existe estratégia.

Se colocar um preço muito alto, pode perder uma venda.

Se colocar muito baixo, está praticamente dando o item.

Então existe aquele pequeno prazer de encontrar o preço certo.

O dinheiro realmente importa

O dinheiro que você consegue na loja não serve apenas para deixar o número da conta maior.

Ele volta diretamente para a sua aventura.

Você pode investir em equipamentos, melhorias e na própria vila.

E isso fecha muito bem o ciclo do jogo.

Você explora para conseguir itens.

Vende os itens para conseguir dinheiro.

Usa o dinheiro para melhorar.

E então volta para explorar lugares ainda mais perigosos.

É um ciclo simples, mas extremamente eficiente.

O Endless Vault é onde o jogo mostra os dentes

O grande destaque do segundo jogo está no Endless Vault.

Esse artefato misterioso coloca você diante de desafios cada vez maiores e oferece recompensas melhores conforme você consegue avançar.

E aqui aparece uma das características mais interessantes de Moonlighter 2:

o risco.

Quanto mais fundo você vai, maior é a recompensa.

Mas também aumenta a possibilidade de perder tudo.

E isso cria aquele conflito constante:

"Será que eu volto agora ou tento mais uma sala?"

É exatamente esse tipo de decisão que consegue prender o jogador.

A progressão ficou muito mais interessante

Outra evolução importante está na maneira como as masmorras e a loja conseguem oferecer diferentes possibilidades entre as partidas.

O próprio jogo foi desenvolvido para ter mais profundidade e rejogabilidade, com elementos que podem mudar entre as explorações e diferentes decisões durante o gerenciamento da loja.

Isso significa que você não está simplesmente seguindo uma sequência fixa.

Existe espaço para experimentar.

Mudar sua forma de jogar.

Testar equipamentos.

E encontrar combinações diferentes.

Isso ajuda bastante a evitar que a experiência fique totalmente previsível.

A história está mais presente

A aventura de Will também ganhou mais espaço.

Depois de chegar a Tresna, existe uma nova ameaça envolvendo Moloch, um colecionador interdimensional que tomou o controlo da aldeia.

A campanha vai apresentando novos personagens, missões e descobertas enquanto você tenta entender o que aconteceu e encontrar uma maneira de recuperar o seu lar.

Não é uma história que tenta roubar todo o protagonismo do gameplay.

E acho que isso foi uma boa decisão.

Porque o verdadeiro motivo para continuar jogando ainda está na exploração, no comércio e na progressão.

A história funciona como uma motivação extra.

E os gráficos?

Visualmente, Moonlighter 2: The Endless Vault é muito bonito.

A direção artística consegue combinar personagens estilizados com ambientes 3D bastante coloridos.

E existe uma diferença muito interessante entre a tranquilidade da vila e o perigo das masmorras.

Durante o dia, tudo parece mais tranquilo.

Durante a exploração, a sensação muda completamente.

Essa diferença ajuda a reforçar a própria estrutura do jogo.

Você sabe que está alternando entre duas experiências diferentes.

E justamente por isso o jogo não fica visualmente cansativo tão rapidamente.

O maior problema é o próprio ciclo do jogo

Agora, nem tudo é perfeito.

A estrutura de Moonlighter 2 pode acabar sendo repetitiva para alguns jogadores.

Explorar.

Voltar.

Vender.

Melhorar.

Explorar novamente.

Esse ciclo é o coração do jogo.

Mas também é a principal razão pela qual algumas pessoas podem acabar cansando.

Se você não gosta de repetir atividades para melhorar o seu personagem, equipamentos e loja, provavelmente vai sentir isso rapidamente.

Para quem gosta desse tipo de progressão, porém, é justamente aí que está a diversão.

A versão 1.0 trouxe ainda mais conteúdo

Outro ponto positivo é que a versão final não termina simplesmente quando você chega ao fim da história.

A versão 1.0 adicionou novas missões, equipamentos, desafios, opções de personalização da loja e uma experiência pós-jogo focada justamente no Endless Vault.

Depois da campanha, existe inclusive o Infinite Endless Vault, criado para quem quer levar a experiência muito mais longe.

Os desafios ficam cada vez mais difíceis e, se você falhar, pode perder o progresso daquele percurso.

Ou seja:

para quem gosta de desafios e quer continuar jogando depois da história, existe bastante coisa para fazer.

É necessário jogar o primeiro Moonlighter?

Não.

E isso é importante.

Embora existam referências às aventuras anteriores de Will, o próprio FAQ oficial do jogo explica que você não precisa ter jogado o primeiro Moonlighter para entender ou aproveitar a sequência.

Claro que quem jogou o primeiro vai reconhecer algumas ideias e personagens.

Mas Moonlighter 2: The Endless Vault consegue funcionar como uma nova aventura.

E isso é ótimo para quem está chegando agora.


✅ Pontos Positivos

  • Mistura muito bem exploração, combate e gerenciamento da loja.
  • Mudança para o 3D funciona muito bem.
  • Combate mais dinâmico e fluido.
  • Sistema de mochila cria decisões interessantes durante as explorações.
  • Grande variedade de equipamentos, armas e vantagens.
  • Sistema de comércio continua extremamente divertido.
  • Tresna evolui junto com o progresso do jogador.
  • Endless Vault aumenta bastante a rejogabilidade.
  • Boa quantidade de conteúdo para o pós-jogo.
  • Visual bonito e cheio de personalidade.
  • História funciona bem sem atrapalhar o gameplay.
  • Não é necessário jogar o primeiro Moonlighter para aproveitar a sequência.
  • Legendas em português

❌ Pontos Negativos

  • O ciclo de gameplay pode ficar repetitivo depois de muitas horas.
  • Quem não gosta de grind pode se cansar rapidamente.
  • Algumas atividades acabam seguindo estruturas parecidas.
  • A gestão da loja pode não agradar quem procura apenas ação.
  • A dificuldade pode aumentar bastante nas áreas mais avançadas.

🎯 Conclusão

Vou ser sincero: Moonlighter 2: The Endless Vault conseguiu melhorar uma fórmula que já era bastante interessante.

A ideia de explorar masmorras durante a noite e administrar uma loja durante o dia continua sendo o coração da experiência.

Mas agora tudo está maior.

O mundo está em 3D.

O combate está mais dinâmico.

A personalização ganhou novas possibilidades.

A vila evolui.

E o Endless Vault oferece um motivo muito forte para continuar explorando mesmo depois de terminar a campanha.

O que mais gostei é que o jogo consegue fazer duas coisas completamente diferentes funcionarem juntas.

Em um momento você está lutando contra inimigos, tentando não perder seus itens.

Pouco depois está dentro da loja, tentando descobrir quanto pode cobrar por aquela relíquia que acabou de conseguir.

E as duas partes acabam dependendo uma da outra.

Você explora para ganhar dinheiro.

Você ganha dinheiro para ficar mais forte.

E fica mais forte para conseguir explorar ainda mais.

É um ciclo simples, mas extremamente viciante.

Claro que existe o problema da repetição.

Se você não gosta desse tipo de progressão, provavelmente vai sentir que algumas atividades começam a se repetir demais.

Mas se você gosta de RPGs com elementos roguelike, gerenciamento, exploração e aquela sensação de "só mais uma tentativa", Moonlighter 2: The Endless Vault tem muito para oferecer.

Para mim, é uma sequência que não abandona aquilo que tornou o primeiro jogo especial.

Pelo contrário.

Pega a ideia original, coloca em um mundo 3D, aumenta a escala e adiciona mais possibilidades.

E talvez essa seja a melhor forma de resumir Moonlighter 2:

você entra em uma masmorra querendo apenas conseguir alguns itens...

e acaba voltando para casa pensando:

"Só mais uma exploração antes de fechar a loja."


E o que você achou do game?

Você já jogou o primeiro Moonlighter ou conheceu a série agora com Moonlighter 2: The Endless Vault?

E quero saber uma coisa:

você prefere passar horas explorando as masmorras ou fica mais viciado na parte de administrar a loja?

Não esqueça de fazer um comentário! 👇


🎮 Minha gameplay

Confira também a minha gameplay de Moonlighter 2: The Endless Vault e veja na prática o combate, a exploração das masmorras, o sistema de loja e toda a evolução de Will em Tresna.

Minha gameplay:





⭐ Nota

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Aliens Fireteam Elite 2 Review: Vale a Pena? Análise Completa

 

REVIEW - Aliens: Fireteam Elite 2

Nome do Game: Aliens: Fireteam Elite 2

Data de lançamento: 25 de agosto de 2026

Gênero: Ação / Tiro em terceira pessoa / Cooperativo / Survival Shooter

Plataformas: PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S

Desenvolvedor: Cold Iron Studios

Estúdio/Publisher: Daybreak Game Company


Análise

Vou ser sincero: entrar novamente no universo de Aliens já cria uma expectativa enorme.

Afinal, estamos falando de uma das franquias mais conhecidas da ficção científica, com Xenomorfos, Colonial Marines, corredores escuros e aquela sensação constante de que alguma coisa pode aparecer atrás de você a qualquer momento.

E Aliens: Fireteam Elite 2 entende muito bem essa parte.

Mas, em vez de tentar transformar tudo em uma experiência de terror lenta, o jogo aposta novamente na ação cooperativa.

Aqui você entra em combate sabendo que o problema não é apenas encontrar um Xenomorfo.

O verdadeiro problema é perceber que existem dezenas deles vindo na sua direção.

E quando a situação começa a sair do controle, a pergunta deixa de ser se você vai sobreviver.

A pergunta passa a ser:

por quanto tempo o seu esquadrão consegue continuar de pé?

A sequência amplia bastante a fórmula do primeiro jogo, trazendo agora suporte para até quatro jogadores, novas possibilidades de personalização, inimigos mais inteligentes, cinco classes e uma nova classe Specialist totalmente personalizável para o endgame.

Quatro jogadores fazem uma diferença enorme

Uma das maiores mudanças de Aliens: Fireteam Elite 2 está no cooperativo.

O primeiro jogo trabalhava com três jogadores, enquanto a sequência aumenta o esquadrão para quatro.

E pode parecer apenas uma mudança de número, mas na prática isso faz bastante diferença.

Agora existe mais espaço para pensar na composição da equipe.

Cada classe possui suas próprias habilidades e estilos de combate, e um grupo bem organizado consegue lidar melhor com situações que rapidamente se transformam em caos.

Você pode ter alguém focado em segurar os inimigos.

Outro jogador pode assumir uma função mais ofensiva.

Enquanto alguém trabalha para manter a equipe viva ou utiliza uma construção focada em outra necessidade do grupo.

Isso deixa o cooperativo mais estratégico.

Não é simplesmente juntar quatro pessoas e começar a atirar.

Ou pelo menos, não deveria ser.

Quando todos trabalham juntos, a experiência fica muito melhor.

E quando ninguém conversa, cada um corre para um lado e os Xenomorfos começam a aparecer por todos os corredores... bem, aí você descobre rapidamente por que o trabalho em equipe é tão importante.

A sensação de estar cercado continua sendo o melhor do jogo

Se existe uma coisa que a série faz muito bem, é criar a sensação de pressão.

Você pode estar caminhando tranquilamente por um corredor.

Tudo parece sob controle.

Alguns inimigos aparecem.

Você elimina todos.

E então escuta aquele som.

De repente, começa a surgir um Xenomorfo de um lado.

Depois outro.

Depois mais alguns.

E quando percebe, o grupo inteiro está tentando sobreviver a uma verdadeira invasão.

É justamente nesses momentos que Aliens: Fireteam Elite 2 funciona melhor.

O jogo consegue transformar encontros relativamente tranquilos em situações completamente caóticas.

Você precisa observar os flancos.

Controlar a munição.

Ajudar os companheiros.

E continuar prestando atenção no que está acontecendo atrás de você.

Porque, no universo de Aliens, ficar parado olhando apenas para frente costuma ser uma péssima ideia.

Os inimigos estão mais agressivos

A sequência também apresenta inimigos mais inteligentes e agressivos.

Isso faz com que os combates não pareçam simplesmente uma sequência de criaturas correndo diretamente na sua direção.

Os Xenomorfos podem atacar, emboscar e pressionar a equipe de maneiras diferentes, obrigando o grupo a adaptar sua estratégia. Além dos inimigos conhecidos, o jogo também traz outras ameaças, incluindo Synthetics e criaturas ligadas a experimentos com armas biológicas.

E essa variedade ajuda bastante.

Porque uma das coisas que poderia prejudicar um jogo desse estilo seria transformar todos os confrontos na mesma situação.

Aqui, você precisa prestar atenção no tipo de ameaça que está enfrentando.

Nem sempre a solução será simplesmente continuar atirando.

Às vezes, é preciso mudar de posição.

Às vezes, concentrar o fogo em um inimigo específico.

E, em outras situações, simplesmente correr para tentar não ficar cercado.

Cinco classes e mais liberdade para criar seu Marine

Outra parte importante de Aliens: Fireteam Elite 2 está na progressão.

O jogo apresenta cinco classes, cada uma com suas próprias características, além de melhorias e diferentes possibilidades de construção.

Isso já cria uma boa variedade.

Mas o destaque está na nova Specialist class, voltada para o endgame e com um nível maior de personalização.

A ideia é permitir que você construa um Marine mais adaptado ao seu estilo de jogo.

E isso é algo que faz diferença em um jogo cooperativo.

Nem todo jogador quer utilizar a mesma arma.

Nem todo mundo quer desempenhar a mesma função.

Ter mais opções ajuda a fazer com que o personagem pareça realmente seu.

Você pode montar uma construção pensando em causar mais dano, ajudar o grupo ou encontrar um estilo que combine melhor com a maneira como gosta de jogar.

As armas agora oferecem mais possibilidades

A personalização das armas também ganhou mais profundidade.

O jogo permite trabalhar com modos de disparo, Augments e Weapon Traits, oferecendo mais maneiras de adaptar o arsenal.

E isso é importante porque o combate ocupa praticamente o centro da experiência.

Você está atirando o tempo inteiro.

Então, quanto mais liberdade existe para adaptar as armas, mais interessante fica encontrar uma combinação que realmente funcione para você.

É o tipo de sistema que incentiva a experimentar.

Talvez uma configuração funcione melhor contra hordas.

Outra seja mais eficiente para determinados inimigos.

E uma terceira combine perfeitamente com a classe que você escolheu.

Não é apenas pegar uma arma e esquecer dela até o final.

Existe espaço para construir seu próprio estilo.

O Modo Horda continua o caos

Para quem gosta de testar os limites da equipe, Aliens: Fireteam Elite 2 também chega com mapas dedicados ao Modo Horda.

A proposta é simples.

Sobreviva.

Depois sobreviva mais um pouco.

E então tente sobreviver quando tudo começar a ficar muito mais difícil.

As ondas aumentam, os inimigos ficam cada vez mais perigosos e as recompensas acompanham o desafio. É um modo que coloca a coordenação do grupo e a habilidade dos jogadores à prova.

E, sinceramente, é exatamente o tipo de conteúdo que combina com Aliens.

Porque se existe uma coisa que todo fã da franquia quer experimentar, é aquela cena em que o grupo fica encurralado e precisa segurar a posição contra uma quantidade absurda de Xenomorfos.

Aqui você pode fazer isso.

Só não espere que o jogo tenha pena de você.

O cooperativo entre plataformas é uma excelente adição

Outra novidade muito importante é o cross-platform co-op.

Agora é possível jogar com amigos em diferentes plataformas, e o jogo também adiciona chat de voz entre plataformas.

Para um jogo que depende tanto da cooperação, isso é uma ótima decisão.

Encontrar um grupo para jogar pode ser muito mais fácil quando você não fica limitado a apenas uma plataforma.

E como comunicação faz diferença, o chat de voz entre plataformas também ajuda bastante.

Porque, novamente, quando um Xenomorfo aparece atrás de um companheiro, digitar uma mensagem provavelmente não será rápido o suficiente.

A ambientação continua sendo uma das maiores forças

Mesmo sendo um jogo muito mais focado na ação do que no terror, Aliens: Fireteam Elite 2 consegue aproveitar muito bem o universo.

Os corredores escuros.

Os sons.

A sensação de entrar em um lugar e não saber o que está esperando.

Tudo ajuda a construir a atmosfera.

E o jogo sabe exatamente quando usar isso.

Você pode passar alguns segundos explorando uma área relativamente silenciosa.

A tensão começa a aumentar.

Você ouve alguma coisa.

Nada aparece.

E então, quando finalmente baixa a guarda, o combate começa.

É uma fórmula conhecida, mas funciona porque faz parte do DNA da franquia.

Onde o jogo poderia melhorar

Agora, apesar de todas as novidades, existe uma coisa que precisa ser considerada.

Aliens: Fireteam Elite 2 é um jogo que depende muito de você gostar da proposta cooperativa.

É possível jogar sozinho, mas a experiência foi claramente construída para funcionar melhor em equipe.

Grande parte da diversão está na comunicação, nas classes trabalhando juntas e no caos de enfrentar hordas com outros jogadores.

Então, se você procura uma grande campanha focada apenas em jogar sozinho, talvez a experiência não tenha o mesmo impacto.

Outro ponto é que a estrutura baseada em repetir missões e melhorar seu personagem pode não agradar todo mundo.

Para quem gosta de voltar, testar novas construções, experimentar armas e enfrentar desafios maiores, existe bastante espaço para continuar jogando.

Mas quem procura uma experiência totalmente diferente a cada missão pode sentir a repetição aparecer.

Também acredito que, por ser uma sequência, alguns jogadores podem esperar uma evolução ainda maior em determinados aspectos.

As novas mecânicas melhoram a fórmula, mas o jogo continua muito fiel à base de Aliens: Fireteam Elite.

Para os fãs, isso provavelmente é uma qualidade.

Para quem esperava uma transformação completa, talvez não seja.


✅ Pontos Positivos

  • Excelente sensação de enfrentar hordas de Xenomorfos.
  • Cooperativo para até quatro jogadores.
  • Mecânicas de esquadrão mais estratégicas.
  • Cinco classes com estilos diferentes.
  • Nova classe Specialist totalmente personalizável.
  • Boa variedade de construções e progressão.
  • Personalização mais profunda das armas.
  • Modo Horda adiciona bastante desafio.
  • Cross-platform co-op.
  • Chat de voz entre plataformas.
  • Inimigos mais inteligentes e agressivos.
  • Ambientação aproveita muito bem o universo de Aliens.
  • Combates conseguem criar momentos de puro caos.

❌ Pontos Negativos

  • A experiência funciona melhor em cooperação do que sozinho.
  • A estrutura de repetir missões pode cansar alguns jogadores.
  • A fórmula continua bastante próxima do primeiro jogo.
  • Quem procura uma campanha solo mais narrativa pode sentir falta de algo maior.
  • Alguns jogadores podem esperar mudanças ainda mais profundas em uma sequência.
  • Falta de legendas em português

🎯 Conclusão

Vou ser sincero: Aliens: Fireteam Elite 2 sabe exatamente o que os fãs queriam de uma sequência.

Mais Xenomorfos.

Mais caos.

Mais opções de personalização.

E, principalmente, mais jogadores tentando sobreviver juntos.

A mudança de três para quatro jogadores faz mais diferença do que parece.

As classes oferecem mais possibilidades, o Specialist cria uma camada extra para quem quer continuar evoluindo no endgame e a personalização das armas ajuda a deixar cada Marine mais próximo do estilo que você gosta de utilizar.

Mas o que realmente continua funcionando é aquela sensação de pressão.

Você nunca sabe quando uma situação tranquila vai se transformar em uma luta desesperada pela sobrevivência.

E quando o grupo está bem organizado, todos atirando, usando suas habilidades e tentando impedir que os Xenomorfos atravessem a linha de defesa, Aliens: Fireteam Elite 2 entrega alguns momentos realmente divertidos.

Claro que o jogo não é perfeito.

Ele continua dependendo bastante do cooperativo e sua estrutura pode parecer repetitiva para quem não gosta de repetir missões para evoluir.

Também não reinventa completamente a fórmula.

Mas talvez isso não fosse necessário.

A Cold Iron Studios entendeu que a base do primeiro jogo funcionava e decidiu expandir o que já era divertido.

Mais jogadores.

Mais possibilidades.

Mais personalização.

Mais inimigos.

E mais caos.

Se você é fã de Aliens, gosta de jogos cooperativos e quer reunir amigos para enfrentar hordas enormes de Xenomorfos, Aliens: Fireteam Elite 2 merece muito a sua atenção.

Porque, no fim das contas, quando a porta se fecha, os inimigos começam a surgir e você escuta os tiros dos seus companheiros ao lado...

Você percebe uma coisa:

não importa quantos Xenomorfos estejam vindo. O problema é quando eles param de vir.


E o que você achou do game?

Você jogou o primeiro Aliens: Fireteam Elite?

E agora quero saber: você prefere enfrentar os Xenomorfos sozinho ou reunir três amigos para sobreviver ao caos de Aliens: Fireteam Elite 2?

Na minha opinião, esse é exatamente o tipo de jogo que fica ainda melhor quando todo o grupo está desesperado tentando sobreviver.

Não esqueça de fazer um comentário! 👇


🎮 Minha gameplay

Confira também a minha gameplay de Aliens: Fireteam Elite 2 e veja na prática os combates contra os Xenomorfos, as classes, as armas, o cooperativo e toda a ação dessa nova batalha pela sobrevivência.

Minha gameplay:





⭐ Nota