REVIEW - Blades & Battles
Nome do Game: Blades & Battles
Data de lançamento: 29 de setembro de 2026
Género: Beat 'em Up / Acção / Aventura
Plataformas: PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch
Desenvolvedor: QUByte Interactive
Estúdio/Publisher: QUByte Interactive
Análise
Uma viagem directa aos arcades dos anos 90
Há jogos que tentam reinventar um género.
E depois temos Blades & Battles, que olha directamente para os clássicos dos anos 90 e diz: "E se voltássemos simplesmente a fazer isto?"
E, sinceramente, acho que essa é precisamente a melhor forma de explicar o jogo.
Blades & Battles é um beat 'em up 2.5D inspirado em clássicos como Golden Axe, Knights of the Round e Rastan Saga, mas coloca toda esta experiência num mundo de fantasia inspirado nas lendas do Rei Artur.
A proposta é simples.
Pegamos na espada, avançamos pelo cenário, enfrentamos hordas de inimigos, derrotamos bosses e continuamos a avançar.
Sem sistemas desnecessariamente complicados.
Sem dezenas de menus.
Aqui, a ideia é jogar.
Arthur ou Lancelot?
Blades & Battles apresenta apenas dois personagens jogáveis: Arthur e Lancelot.
E, apesar de serem apenas dois, existe uma diferença interessante entre eles.
Arthur aposta mais na força e nos golpes pesados, enquanto Lancelot é mais rápido e utiliza ataques mais ágeis e combinações com vários golpes.
Arthur é aquele personagem que parece feito para entrar no meio de vários inimigos e abrir espaço à força.
Lancelot, por outro lado, dá uma sensação mais rápida e dinâmica.
Esta diferença ajuda a dar algum incentivo para experimentar os dois.
Não estamos perante dezenas de personagens, mas pelo menos existe uma escolha real entre estilos de combate diferentes.
O combate é simples, mas funciona
O combate segue exactamente aquilo que esperamos de um beat 'em up clássico.
Temos ataques, combos, golpes mais fortes, esquivas, saltos e ataques especiais.
A grande diferença é que Blades & Battles tenta acrescentar alguma fluidez moderna a esta fórmula.
Podemos combinar ataques, lançar inimigos para o ar e continuar os golpes enquanto eles estão no ar.
E quando conseguimos juntar vários inimigos numa sequência de ataques, o resultado é bastante satisfatório.
É aquele tipo de combate que se aprende rapidamente, mas que permite alguma experimentação.
O posicionamento é importante
Como acontece em muitos beat 'em ups, não basta simplesmente carregar no botão de ataque.
A posição do personagem no cenário é importante.
Temos de perceber onde estão os inimigos, quando atacar e quando utilizar a esquiva.
Alguns inimigos atacam à distância, enquanto outros tentam aproximar-se rapidamente.
Os bosses também apresentam ataques que obrigam a prestar atenção à zona onde o golpe vai atingir.
Isto dá ao combate um pouco mais de profundidade do que simplesmente andar para a frente e atacar tudo o que aparece.
Os ataques especiais fazem a diferença
Quando temos vários inimigos no ecrã, os ataques especiais tornam-se bastante importantes.
É aqui que o jogo começa a parecer mais caótico, como os antigos arcades.
Estamos rodeados de inimigos, aparecem ataques de diferentes direcções e temos de escolher o momento certo para utilizar uma habilidade capaz de limpar uma parte do ecrã.
Não é um sistema extremamente complexo, mas funciona bem dentro da proposta.
Blades & Battles nunca tenta transformar-se num RPG de acção.
É um beat 'em up.
E é exactamente assim que deve ser jogado.
O modo cooperativo é uma das melhores partes
Se há uma coisa que combina perfeitamente com este tipo de jogo é jogar acompanhado.
Blades & Battles permite jogar a campanha em cooperativo local para dois jogadores.
E é aqui que a experiência ganha outra energia.
Ter Arthur e Lancelot juntos no mesmo cenário, a atacar inimigos ao mesmo tempo e a criar combinações, torna os combates muito mais divertidos.
É também uma excelente homenagem aos antigos jogos de arcada, onde jogar acompanhado fazia parte da experiência.
Para mim, este é um daqueles jogos que pode ser ainda mais divertido quando jogado no sofá com outra pessoa.
O mundo de Artur funciona muito bem
A história coloca Arthur e Lancelot numa aventura que acontece antes da formação da Távola Redonda.
Morgana está no centro da ameaça e Merlin precisa de ser resgatado.
A narrativa não tenta ser demasiado complexa.
E acho que isso funciona.
Estamos perante um beat 'em up de inspiração arcade.
A história existe para nos dar uma razão para avançar para o próximo cenário e enfrentar o próximo grupo de inimigos.
É simples, mas combina com o espírito do jogo.
Os cenários têm bastante personalidade
Uma das coisas que mais gostei em Blades & Battles é a forma como o jogo utiliza o universo medieval.
Temos florestas, zonas geladas, vales e fortalezas, criando alguma variedade visual ao longo da aventura.
Os cenários também ajudam a criar aquela sensação de aventura clássica.
Não estamos simplesmente a atravessar corredores iguais.
Cada área tenta ter a sua própria identidade.
E quando juntamos isso ao visual 2.5D, o resultado é bastante interessante.
O visual 2.5D
Visualmente, Blades & Battles mistura modelos e ambientes em 3D com um filtro pixelizado que procura reproduzir aquela aparência dos jogos clássicos.
É uma escolha que funciona particularmente bem para este tipo de jogo.
Não tenta copiar simplesmente os gráficos antigos.
Em vez disso, pega numa apresentação moderna e adiciona-lhe uma camada retro.
Também existem diferentes filtros visuais, incluindo opções mais próximas da estética de 16 bits.
Para quem gosta de jogos retro, é uma característica bastante interessante.
Os bosses são um dos destaques
Um beat 'em up precisa de bons bosses.
E Blades & Battles percebe isso.
Os confrontos contra os bosses são maiores, mais caóticos e obrigam-nos a prestar mais atenção aos ataques.
Alguns utilizam ataques com áreas de impacto bem definidas, obrigando-nos a utilizar a esquiva no momento certo.
Também existem bosses que colocam vários elementos no ecrã ao mesmo tempo, aumentando bastante a pressão.
São estes momentos que melhor representam aquilo que o jogo quer ser.
Existem diferentes caminhos
Uma característica interessante é a existência de diferentes caminhos ao longo da aventura.
Isto significa que nem todas as partidas precisam de seguir exactamente o mesmo percurso.
Para um jogo deste género, esta é uma boa forma de incentivar uma segunda partida.
Especialmente porque existem apenas dois personagens jogáveis.
Experimentar Arthur, depois Lancelot, e escolher caminhos diferentes ajuda a aumentar um pouco a longevidade.
Mas a simplicidade também tem um preço
Aqui está um dos principais problemas de Blades & Battles.
O jogo é muito simples.
E essa simplicidade pode ser exactamente aquilo que alguns jogadores procuram.
Mas também pode fazer com que a experiência perca algum impacto depois de algumas horas.
Não temos um sistema tradicional de progressão de personagens, árvores de habilidades complexas ou uma grande quantidade de equipamento para desbloquear.
A ideia é dominar o combate com aquilo que temos.
Para mim, isto funciona até certo ponto.
Mas também significa que existe menos variedade estratégica do que encontramos em alguns beat 'em ups modernos.
A repetição aparece
Depois de algum tempo, a estrutura torna-se bastante previsível.
Avançamos.
Derrotamos inimigos.
Continuamos.
Encontramos outro grupo.
Depois aparece um boss.
E repetimos.
É uma fórmula clássica, mas alguns jogos modernos conseguiram acrescentar mais variedade sem perder essa identidade arcade.
Blades & Battles prefere manter-se fiel à fórmula original.
E isso pode ser simultaneamente uma qualidade e uma limitação.
A dificuldade é acessível
Outro ponto que merece ser mencionado é a dificuldade.
Blades & Battles não é um jogo extremamente difícil.
Mesmo na dificuldade normal, a maior parte da aventura pode ser ultrapassada sem grandes problemas, embora alguns bosses possam aumentar bastante a dificuldade.
Para quem cresceu com os beat 'em ups dos arcades, isto pode parecer um pouco menos exigente.
Mas para novos jogadores pode ser uma excelente porta de entrada para este género.
A duração podia ser maior
Este é outro aspecto que pode pesar para alguns jogadores.
Blades & Battles é um jogo bastante directo e não tenta prolongar artificialmente a experiência.
Isso é positivo porque não temos conteúdo de enchimento.
Mas também significa que, depois de terminares a campanha, podes ficar com vontade de ter mais fases, mais personagens ou mais conteúdo.
Os diferentes caminhos e a possibilidade de jogar novamente com o outro personagem ajudam, mas não resolvem completamente esta questão.
Uma verdadeira homenagem aos clássicos
No final, acho que esta é a melhor forma de olhar para Blades & Battles.
Não é um jogo que queira revolucionar o beat 'em up.
Não é isso que a QUByte Interactive está a tentar fazer.
O objectivo é recuperar aquela sensação dos jogos de arcada em que pegávamos num comando, escolhíamos um personagem e começávamos imediatamente a distribuir espadadas.
E isso está muito presente aqui.
O jogo é simples, directo e bastante fácil de começar a jogar.
E, quando temos outra pessoa ao nosso lado no modo cooperativo, essa sensação fica ainda melhor.
✅ Pontos Positivos
- Combate simples e acessível
- Arthur e Lancelot têm estilos diferentes
- Combos e ataques especiais satisfatórios
- Excelente modo cooperativo local para dois jogadores
- Diferentes caminhos durante a campanha
- Bosses grandes e variados
- Visual 2.5D bastante interessante
- Filtros visuais com inspiração retro
- Boa utilização do universo arturiano
- Forte inspiração nos clássicos dos anos 90
- Experiência fácil de aprender
- Excelente opção para jogar acompanhado
- Tradução para Português
❌ Pontos Negativos
- Apenas dois personagens jogáveis
- Pouca progressão de personagens
- Ausência de árvores de habilidades ou equipamento
- Combate pode tornar-se repetitivo
- A campanha podia ter mais conteúdo
- Dificuldade geralmente acessível
- Alguns combates podem parecer demasiado semelhantes
- A simplicidade pode limitar a longevidade
🎯 Conclusão
Blades & Battles sabe exactamente aquilo que quer ser.
É um beat 'em up inspirado nos clássicos dos anos 90, com uma estética moderna, uma aventura baseada nas lendas do Rei Artur e um sistema de combate simples e directo.
E acho que a QUByte Interactive conseguiu captar bastante bem essa essência.
Arthur e Lancelot são personagens fáceis de controlar, mas suficientemente diferentes para justificar experimentar os dois.
Os combates são rápidos, os ataques especiais dão algum espectáculo e os bosses conseguem criar alguns dos melhores momentos da aventura.
Mas é precisamente a simplicidade que acaba por limitar o jogo.
Não existe muita progressão, o número de personagens é reduzido e, depois de algumas horas, a repetição começa a aparecer.
Ainda assim, há uma coisa que não podemos ignorar: jogar Blades & Battles com outra pessoa é muito divertido.
O cooperativo local combina perfeitamente com a proposta e recupera aquela sensação de jogar um beat 'em up com um amigo, tal como acontecia nos antigos arcades.
Se gostas de Golden Axe, Knights of the Round ou simplesmente tens saudades dos beat 'em ups clássicos, vais encontrar aqui uma experiência bastante familiar.
Blades & Battles não tenta reinventar o género.
E talvez seja precisamente por isso que funciona.
É um jogo simples, directo e nostálgico, que sabe exactamente o que quer entregar.
Só gostava que tivesse um pouco mais de conteúdo e profundidade para acompanhar a qualidade da sua apresentação.
E o que achaste do game?
Já jogaste Blades & Battles?
Qual escolherias para a aventura: Arthur ou Lancelot?
E diz-me uma coisa: achas que os beat 'em ups clássicos ainda funcionam nos dias de hoje?
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🎮 Minha gameplay
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