sábado, 5 de setembro de 2026

AGGELOS 2 REVIEW: VALE A PENA? ANÁLISE COMPLETA

 

REVIEW - Aggelos 2

Nome do Game: Aggelos 2

Data de lançamento: 27 de agosto de 2026

Gênero: Ação / Plataforma / Metroidvania

Plataformas: PC, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S, Xbox One e Nintendo Switch

Desenvolvedor: WONDERBOY BOBI

Estúdio/Publisher: PQube / PixelHeart


Análise

Se você gosta daqueles jogos que conseguem misturar pixel art, exploração, combates rápidos e aquela sensação de descobrir um novo caminho a cada habilidade desbloqueada, Aggelos 2 tem bastante coisa para oferecer.

Mas existe uma diferença importante nesta sequência.

O jogo não quer simplesmente repetir a aventura do primeiro Aggelos.

Agora temos dois reinos que existem lado a lado, novas habilidades, novos inimigos, puzzles e uma mecânica que acaba se tornando o coração de toda a experiência:

a possibilidade de alternar entre as formas de Anjo e Demônio.

E isso muda muito mais do que eu esperava.

A forma angelical é mais lenta e disciplinada, enquanto a forma demoníaca é muito mais rápida, agressiva e focada em poderes sombrios.

O interessante é que essa diferença não fica limitada ao combate.

Você também precisa utilizar as duas formas para explorar o mundo, resolver puzzles e encontrar caminhos que antes pareciam impossíveis.

E é justamente aí que Aggelos 2 começa a mostrar sua verdadeira identidade.

Dois mundos que funcionam juntos

Uma das melhores ideias de Aggelos 2 está na estrutura do mundo.

Em vez de simplesmente criar um mapa maior e colocar mais coisas dentro dele, o jogo apresenta dois reinos sobrepostos.

Você tem o mundo da Luz e o mundo das Trevas.

Os dois possuem seus próprios inimigos, segredos, desafios e caminhos.

E o mais interessante é que eles estão conectados.

Você pode encontrar um obstáculo em um reino e perceber que a solução está no outro.

Pode existir uma passagem bloqueada.

Um mecanismo que você ainda não consegue ativar.

Ou uma área que parece completamente inacessível.

Até que você percebe que precisa trocar de forma.

Essa estrutura deixa a exploração muito mais interessante.

Você começa a observar o cenário de uma maneira diferente.

E quando percebe que aquele lugar que parecia apenas parte do cenário pode ser importante mais tarde, a curiosidade começa a tomar conta.

A troca entre Anjo e Demônio é o grande destaque

Se existe uma mecânica que define Aggelos 2, é essa.

Na forma de Anjo, você possui uma abordagem mais lenta e defensiva.

Ela favorece precisão e permite lidar com determinadas ameaças de uma maneira mais controlada.

Já a forma de Demônio muda completamente o ritmo.

Você fica mais rápido, agressivo e ganha acesso a poderes sombrios.

E o jogo realmente quer que você use as duas.

Não existe simplesmente uma forma melhor que a outra.

Cada situação pode exigir uma abordagem diferente.

Você pode estar lutando contra um inimigo e perceber que a forma demoníaca funciona melhor.

Poucos segundos depois, precisa mudar novamente para conseguir atravessar determinada área.

E isso cria uma dinâmica muito interessante.

Você não está apenas aprendendo a lutar.

Está aprendendo quando ser Anjo e quando ser Demônio.

O combate é rápido, mas exige precisão

O combate de Aggelos 2 segue uma proposta bastante direta.

Você tem ataques rápidos, inimigos com diferentes padrões e uma movimentação que exige bastante atenção.

Mas o jogo não transforma tudo em simplesmente apertar o botão de ataque.

Alguns inimigos possuem comportamentos que exigem que você observe antes de avançar.

Outros podem ser derrotados com mais facilidade utilizando a forma correta.

E quando começam a aparecer vários inimigos ao mesmo tempo, saber alternar entre as formas passa a ser ainda mais importante.

É uma experiência que recompensa reflexos, mas também exige estratégia.

E isso combina muito bem com a proposta do jogo.

Você pode jogar de maneira mais agressiva.

Pode ser mais cuidadoso.

Ou pode simplesmente experimentar até encontrar a forma que funciona melhor para você.

A exploração é praticamente metade da aventura

Como todo bom Metroidvania, Aggelos 2 não entrega tudo de uma vez.

Você começa com algumas habilidades e, conforme avança, desbloqueia novas maneiras de interagir com o mundo.

E isso inclui habilidades como voar, agarrar paredes e realizar dashes, além de ataques especiais.

Cada nova habilidade abre possibilidades.

Você passa por uma área que parecia impossível.

Horas depois encontra uma nova habilidade.

E imediatamente pensa:

"Eu preciso voltar lá."

É esse tipo de progressão que faz a exploração funcionar.

Você não está apenas coletando melhorias porque precisa ficar mais forte.

Você está desbloqueando novas maneiras de enxergar o mapa.

E quanto mais habilidades você consegue, mais o mundo parece se abrir.

Os dois reinos mudam a maneira de explorar

O mais interessante é que as habilidades não funcionam apenas como ferramentas de movimentação.

Os próprios mundos reagem às formas que você utiliza.

Existem elementos ligados à Luz que podem ser manipulados utilizando o Anjo.

Enquanto determinados obstáculos e barreiras podem exigir os poderes do Demônio.

Isso significa que trocar de forma também é uma maneira de interagir com o ambiente.

E é aqui que os puzzles entram.

Você precisa memorizar caminhos, manipular mecanismos, evitar armadilhas e descobrir como os diferentes elementos dos dois mundos estão conectados.

Não é apenas uma questão de encontrar a porta.

É descobrir como fazer a porta existir para você.

Os puzzles ajudam a quebrar o ritmo

Outra coisa que gostei em Aggelos 2 é que o jogo não coloca combate o tempo inteiro.

Entre uma batalha e outra, existem desafios que fazem você parar e pensar.

Alguns são simples.

Outros exigem que você observe melhor o cenário.

E existem situações em que você precisa lembrar de um caminho ou mecanismo que encontrou anteriormente.

Isso ajuda a criar um ritmo mais equilibrado.

Você luta.

Explora.

Resolve um puzzle.

Desbloqueia uma habilidade.

Volta para uma área antiga.

Encontra um novo caminho.

E começa tudo novamente.

É uma estrutura bastante tradicional de Metroidvania, mas funciona bem aqui.

E os chefes?

Aqui temos alguns dos maiores testes de Aggelos 2.

O jogo apresenta 13 chefes gigantes, espalhados pelos dois reinos.

E eles não estão ali apenas para aumentar a dificuldade.

As batalhas exigem que você observe os padrões e entenda o momento certo para atacar.

Alguns ataques deixam pequenas janelas para contra-atacar.

Outros obrigam você a utilizar melhor a movimentação.

E, novamente, a troca entre Anjo e Demônio pode fazer toda a diferença.

Você começa tentando entender o comportamento do chefe.

Depois percebe que determinada forma é mais eficiente.

Troca.

Ataca.

Desvia.

E começa a encontrar seu ritmo.

Quando finalmente derrota um chefe que estava causando problemas, a sensação é muito boa.

É aquele tipo de vitória que realmente parece conquistada.

A progressão incentiva você a explorar

Aggelos 2 também possui um sistema de Orbs que permite melhorar o personagem.

Esses recursos podem ser utilizados para desbloquear ataques especiais, aumentar sua força e melhorar sua capacidade de sobrevivência.

E isso cria mais uma razão para explorar.

Você não está procurando segredos apenas porque quer completar o mapa.

Está procurando porque pode encontrar algo que realmente vai ajudar durante a aventura.

Além disso, novas habilidades aparecem conforme você avança.

Isso faz com que o personagem cresça junto com o mundo.

Você começa limitado.

Depois ganha mais mobilidade.

Mais poder.

Mais opções.

E, aos poucos, percebe que aquilo que parecia impossível no início agora é relativamente simples.

A pixel art é um dos grandes destaques

Visualmente, Aggelos 2 sabe exatamente o que quer ser.

O jogo aposta em uma pixel art com forte inspiração nos clássicos de 16 bits, mas apresenta sprites bastante detalhados e uma movimentação muito mais fluida.

E isso funciona especialmente bem nos dois reinos.

O mundo da Luz possui uma identidade própria.

O mundo das Trevas também.

A diferença entre eles ajuda a criar uma sensação de mudança sempre que você atravessa de um lado para o outro.

E mesmo sendo um jogo claramente inspirado no passado, ele não parece simplesmente um título antigo.

Existe uma preocupação em deixar tudo mais moderno sem abandonar a estética retrô.

O jogo ficou maior

Uma das maiores diferenças em relação ao primeiro Aggelos está justamente na escala.

Os dois reinos se sobrepõem e criam uma aventura que é descrita como quase duas vezes maior que a experiência original.

Isso faz diferença porque existe muito mais espaço para exploração.

Mais caminhos.

Mais segredos.

Mais desafios.

E, principalmente, mais motivos para voltar a lugares que você já visitou.

É uma expansão natural da fórmula.

O jogo não precisa abandonar aquilo que funcionava.

Ele simplesmente coloca mais possibilidades dentro dela.

A história poderia ser mais forte

A história de Aggelos 2 funciona principalmente como uma forma de conduzir a aventura.

Você assume o papel de um Aggelos, a mais elevada ordem dos anjos, escolhido por Balro para viajar pelo Reino de Lumen.

Mas Lumen está sob ataque.

Os Deuses da Luz estão prestes a perder a batalha contra o Exército das Trevas.

E para sobreviver ao conflito, você precisa aceitar seu próprio lado sombrio.

A ideia combina muito bem com a mecânica de Anjo e Demônio.

O problema é que, para mim, a narrativa acaba ficando em segundo plano.

As ideias estão lá.

Mas o que realmente prende é explorar os mundos, desbloquear habilidades e descobrir novos caminhos.

Se você procura uma história extremamente profunda, provavelmente vai encontrar experiências mais interessantes em outros jogos.

Mas se o foco for gameplay, a situação muda completamente.

Ainda existem alguns problemas

Apesar de fazer muita coisa certa, Aggelos 2 não é perfeito.

A estrutura de Metroidvania pode fazer com que você fique um pouco perdido em determinados momentos.

Principalmente quando desbloqueia uma nova habilidade e precisa lembrar exatamente onde encontrou aquela área que agora consegue acessar.

Alguns trechos de plataforma também exigem bastante precisão.

E isso pode gerar algumas mortes que parecem mais frustrantes do que desafiadoras.

Outro ponto é que a simplicidade da proposta pode não agradar quem procura sistemas muito mais profundos.

Mas, sinceramente, acho que isso faz parte da identidade do jogo.

Aggelos 2 não quer ser um RPG gigantesco cheio de sistemas.

Ele quer ser uma aventura de ação e plataforma com exploração, combate e uma boa dose de nostalgia.

E nisso ele funciona muito bem.


✅ Pontos Positivos

  • Sistema de Anjo e Demônio é muito bem utilizado.
  • Dois mundos interligados aumentam bastante a exploração.
  • Combate rápido e responsivo.
  • Boa variedade de habilidades.
  • Exploração recompensa a curiosidade.
  • 13 chefes gigantes.
  • Puzzles ajudam a variar o ritmo.
  • Sistema de Orbs adiciona progressão.
  • Pixel art muito bonita.
  • Excelente sensação de evolução.
  • Boa variedade de inimigos e desafios.
  • Aventura consideravelmente maior que a original.
  • Ótima combinação entre nostalgia e elementos modernos.
  • Legendas em português

❌ Pontos Negativos

  • Alguns trechos de plataforma podem ser frustrantes.
  • A exploração pode deixar o jogador perdido em determinados momentos.
  • Voltar para áreas antigas pode ficar cansativo.
  • A história poderia ser mais desenvolvida.
  • Alguns sistemas são relativamente simples.
  • Pode não agradar quem procura um RPG mais profundo.

🎯 Conclusão

Vou ser sincero: Aggelos 2 é uma sequência que entende muito bem o que precisava fazer para crescer sem perder sua identidade.

Em vez de simplesmente aumentar o mapa e colocar mais inimigos, o jogo encontrou uma mecânica que consegue influenciar praticamente toda a aventura.

A possibilidade de alternar entre Anjo e Demônio não serve apenas para mudar o combate.

Ela muda a exploração.

Muda os puzzles.

Muda a maneira como você atravessa os cenários.

E faz com que os dois mundos tenham uma relação muito mais interessante.

O combate também funciona muito bem.

É rápido, exige atenção e consegue criar boas situações quando você precisa escolher rapidamente qual forma utilizar.

E quando isso se junta às novas habilidades, aos Orbs e aos segredos espalhados pelos mapas, existe uma sensação constante de progressão.

Você sempre tem algum motivo para continuar explorando.

Claro que existem problemas.

Algumas partes podem ser frustrantes, a história poderia ser mais desenvolvida e a estrutura de Metroidvania pode fazer você perder algum tempo tentando lembrar onde deveria usar aquela nova habilidade.

Mas, quando olho para o conjunto, Aggelos 2 entrega exatamente o tipo de aventura que os fãs desse gênero procuram.

Ele tem pixel art bonita.

Combate rápido.

Exploração.

Puzzles.

Chefes.

Segredos.

E, principalmente, uma mecânica central que realmente faz diferença.

Se você gosta de Metroidvania, jogos de plataforma, ação 2D e aventuras com estética retrô, Aggelos 2 merece sua atenção.

Principalmente se você gosta daquela sensação de encontrar uma nova habilidade e imediatamente começar a pensar em todos os lugares que agora consegue alcançar.

Porque é justamente essa curiosidade que faz você continuar jogando.


E o que você achou do game?

Você já jogou o primeiro Aggelos ou Aggelos 2 será seu primeiro contato com a série?

Quero saber também o que você achou da mecânica de alternar entre Anjo e Demônio.

Você prefere jogar de forma mais defensiva com o Anjo ou partir para cima dos inimigos usando o Demônio?

Não esqueça de fazer um comentário! 👇


🎮 Minha gameplay

Confira também a minha gameplay de Aggelos 2 e veja na prática o combate, as transformações entre Anjo e Demônio, os chefes, as habilidades e toda a exploração dos dois reinos.

Minha gameplay:



.


⭐ Nota

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

APIDYA'S SPECIAL REVIEW: VALE A PENA?

 

REVIEW - Apidya's Special

Nome do Game: Apidya's Special

Data de lançamento: 25 de agosto de 2026

Gênero: Shoot 'em up / Arcade

Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch

Desenvolvedor: Team Apidya

Estúdio/Publisher: ININ Games


Análise

Se você cresceu jogando aqueles clássicos de 16 bits, provavelmente já viu muitos shoot 'em ups com naves, alienígenas e explosões por todos os lados.

Mas talvez você nunca tenha imaginado que uma abelha poderia protagonizar um deles.

E é justamente aí que Apidya's Special começa a chamar atenção.

O jogo é o retorno de um clássico originalmente lançado para Amiga em 1992, mas essa nova versão não é simplesmente uma adaptação do jogo antigo para plataformas atuais.

Apidya's Special foi reconstruído do zero, mantendo a essência do original e trazendo uma apresentação muito mais moderna.

E o mais interessante é que ele consegue fazer isso sem perder aquela identidade completamente diferente que fez Apidya se destacar naquela época.

Você continua controlando uma pequena abelha em uma aventura cheia de insetos, criaturas gigantes, ambientes biológicos e uma quantidade absurda de perigos.

E existe uma coisa que fica clara logo nos primeiros minutos:

Apidya's Special sabe exatamente o tipo de jogo que quer ser.

O combate continua sendo o coração do jogo

Se existe um motivo para jogar Apidya's Special, é o seu combate.

A estrutura é simples.

Você voa, atira, desvia dos inimigos e tenta sobreviver enquanto a tela começa a ficar cada vez mais caótica.

Mas simples não significa fácil.

Muito pelo contrário.

Os inimigos aparecem de diferentes direções, os projéteis começam a ocupar cada vez mais espaço e você precisa prestar atenção em praticamente tudo que acontece na tela.

É aquele tipo de jogo em que você pode passar uma fase inteira achando que está dominando tudo e, alguns segundos depois, cometer um pequeno erro e perder uma vida.

E isso faz parte da graça.

Você morre.

Tenta novamente.

Aprende o padrão.

E na próxima tentativa consegue chegar um pouco mais longe.

É uma fórmula antiga, mas continua funcionando muito bem.

O sistema de power-ups deixa tudo mais interessante

Uma das coisas que ajudam a deixar o combate mais divertido são os power-ups.

Durante as fases você pode conseguir diferentes melhorias para sua abelha, aumentando seu poder de ataque e adicionando novas possibilidades ao combate.

E isso muda bastante a maneira como você encara cada fase.

Quanto mais forte você fica, mais confortável começa a parecer avançar pelo cenário.

O problema é que essa sensação pode desaparecer rapidamente quando você perde uma vida.

E aí começa aquela corrida para recuperar seu poder novamente.

Isso cria uma tensão interessante.

Você não está simplesmente tentando sobreviver.

Você também está tentando manter sua evolução.

E quando você está com uma boa combinação de poderes e consegue atravessar uma área difícil sem perder tudo, a sensação é muito boa.

Um mundo aberto... para uma abelha

Uma das melhores decisões de Apidya's Special é justamente a sua ambientação.

Enquanto muitos shoot 'em ups colocam você no espaço, aqui o mundo é completamente diferente.

Você passa por Meadow, Pond, Sewers, Cyber e Lair, cinco mundos com identidades visuais próprias e até cinco níveis em cada um.

E existe uma coisa muito interessante nessa escolha.

Como você controla uma criatura pequena, elementos que normalmente seriam insignificantes acabam parecendo enormes.

Insetos, plantas, animais e estruturas do ambiente podem virar obstáculos gigantescos.

O jogo consegue transformar algo cotidiano em uma verdadeira ameaça.

E isso dá uma personalidade muito forte para a aventura.

A criatividade dos inimigos é um dos destaques

É impossível jogar Apidya's Special sem prestar atenção nos inimigos.

Eles não estão ali apenas para preencher a tela.

Boa parte deles combina diretamente com o ambiente em que você está.

E como os mundos possuem propostas diferentes, o jogo consegue variar bastante o tipo de ameaça que aparece na sua frente.

Em alguns momentos você está atravessando um ambiente natural.

Depois está em uma área completamente diferente.

E quando pensa que já entendeu o que esperar, aparece outro inimigo para complicar sua vida.

Essa criatividade ajuda bastante a manter a aventura interessante.

E os chefes?

Aqui temos alguns dos momentos mais legais.

Apidya's Special possui 20 chefes diferentes, espalhados pelos seus cinco mundos, além de fases especiais escondidas.

E os chefes funcionam como uma espécie de teste de tudo que você aprendeu durante a fase.

Você precisa observar os padrões, entender os ataques e encontrar os momentos certos para causar dano.

Alguns encontros conseguem ser bastante memoráveis justamente pela maneira como ocupam a tela.

Você começa desviando de um ataque.

Depois vem outro.

E mais outro.

Quando percebe, está tentando encontrar aquele pequeno espaço entre os projéteis para conseguir atacar.

É aquele caos controlado que combina perfeitamente com o gênero.

O visual moderno ficou muito bonito

Aqui está outra parte em que Apidya's Special acerta bastante.

O jogo foi reconstruído utilizando pixel art de 24 bits e consegue apresentar uma aparência moderna sem abandonar suas raízes.

Os cenários são coloridos, cheios de detalhes e possuem bastante movimento.

Mas existe uma opção que eu gostei especialmente.

Você pode alternar entre o visual moderno em widescreen e uma apresentação em 4:3 inspirada no Amiga original.

E ainda existem efeitos CRT, scanlines e bloom para quem quer deixar tudo ainda mais próximo daquela experiência retrô.

É um detalhe que pode parecer pequeno, mas mostra o cuidado colocado nessa nova versão.

A trilha sonora continua sendo especial

Se existe uma coisa que os fãs do jogo original provavelmente vão reconhecer imediatamente, é a música.

A trilha sonora de Chris Hülsbeck é uma das partes mais marcantes de Apidya.

E em Apidya's Special ela ganhou novas versões de estúdio, além das músicas clássicas e das gravações originais do Amiga.

Isso é muito importante porque a música combina perfeitamente com o ritmo acelerado das fases.

Ela dá energia para os combates e ajuda a criar aquela sensação de estar jogando um clássico de arcade.

É uma trilha que consegue funcionar tanto para quem já conhece o jogo quanto para quem está descobrindo Apidya pela primeira vez.

O jogo também ganhou novidades

Apesar de ser um remake de um jogo de 1992, Apidya's Special não ficou simplesmente preso ao passado.

Uma das novidades mais interessantes é o modo cooperativo.

Agora você pode chamar outra pessoa para jogar junto, com o segundo jogador controlando uma abelha totalmente funcional com suas próprias armas.

E isso muda bastante a experiência.

Um shoot 'em up já pode ser caótico sozinho.

Agora imagine duas pessoas atirando, desviando e tentando sobreviver ao mesmo tempo.

Também existem eventos aleatórios, como o Night Mode, que adicionam novas situações e inimigos às partidas.

São pequenas mudanças, mas ajudam a fazer essa versão parecer mais completa.

A dificuldade ainda é coisa séria

Agora chegamos a uma parte que pode dividir bastante os jogadores.

Apidya's Special é um jogo old school.

Mesmo com as novas opções de dificuldade e acessibilidade, ele ainda exige atenção.

Você precisa aprender os padrões dos inimigos e entender o comportamento de cada fase.

Não é aquele tipo de jogo que você simplesmente joga sem prestar atenção.

E isso pode ser ótimo para quem gosta do gênero.

Mas para quem não tem experiência com shoot 'em ups, algumas partes podem ser bastante frustrantes.

A boa notícia é que as opções modernas de dificuldade tornam a experiência mais acessível do que seria jogar o clássico exatamente como ele era.

A campanha poderia ser maior

Esse é provavelmente um dos pontos em que eu gostaria de ter encontrado um pouco mais.

Os cinco mundos são interessantes e possuem bastante variedade, mas Apidya's Special ainda é uma experiência relativamente direta.

Depois que você aprende os padrões e domina as fases, boa parte da longevidade passa a depender de tentar melhorar sua performance.

Para quem gosta de buscar pontuações melhores, descobrir segredos e dominar completamente cada fase, isso não é necessariamente um problema.

Mas quem procura uma campanha enorme pode terminar sentindo que gostaria de ter mais conteúdo.

E talvez seja justamente aqui que algumas das novidades extras poderiam ter sido ainda mais exploradas.


✅ Pontos Positivos

  • Excelente jogabilidade de shoot 'em up.
  • Pixel art de 24 bits muito bonita.
  • Visual moderno sem perder a identidade retrô.
  • Dois modos visuais, incluindo o clássico 4:3.
  • Ótima trilha sonora de Chris Hülsbeck.
  • Cinco mundos com identidade própria.
  • 20 chefes diferentes.
  • Fases especiais escondidas.
  • Sistema de power-ups funciona muito bem.
  • Modo cooperativo.
  • Eventos aleatórios adicionam variedade.
  • Opções modernas de dificuldade e acessibilidade.
  • Excelente maneira de apresentar o clássico para uma nova geração.

❌ Pontos Negativos

  • Pode ser difícil para quem não está acostumado com shoot 'em ups.
  • A campanha pode parecer curta para alguns jogadores.
  • Depois de dominar as fases, a repetição começa a aparecer.
  • Algumas novidades poderiam ter sido mais exploradas.
  • Quem procura uma experiência completamente nova pode sentir falta de mudanças maiores na fórmula.

🎯 Conclusão

Vou ser sincero: Apidya's Special é exatamente o tipo de remake que eu gosto de ver.

Ele não tenta apagar o passado para parecer moderno.

Muito pelo contrário.

A Team Apidya pegou um clássico de 1992, reconstruiu sua apresentação, adicionou novos recursos e manteve aquilo que fazia o jogo ser diferente.

E isso funciona.

O combate continua rápido e divertido.

Os power-ups dão uma boa sensação de progressão.

Os mundos possuem personalidade.

Os chefes conseguem criar alguns momentos bastante caóticos.

E a trilha sonora continua sendo uma das grandes estrelas da experiência.

Mas talvez o mais importante seja que Apidya's Special tem identidade.

Em um gênero cheio de jogos que acabam utilizando fórmulas parecidas, controlar uma pequena abelha enquanto você atravessa jardins, esgotos e ambientes tecnológicos é algo que dificilmente passa despercebido.

Claro que existem alguns problemas.

A campanha poderia ser maior, a dificuldade pode afastar quem não está acostumado com o gênero e, depois de dominar as fases, a experiência começa a depender bastante de repetir o conteúdo para melhorar sua performance.

Mas quando você olha para o conjunto, fica difícil não reconhecer o carinho colocado nessa versão.

Apidya's Special não é apenas uma viagem ao passado.

É uma tentativa de mostrar por que esse clássico conseguiu permanecer relevante por mais de três décadas.

E para quem gosta de shoot 'em ups, jogos retrô ou simplesmente quer experimentar algo diferente, acho que vale muito a pena dar uma chance para essa pequena abelha.

Porque, no final das contas, ela pode ser bem mais perigosa do que parece.


E o que você achou do game?

Você já conhecia Apidya desde a época do Amiga ou está conhecendo o jogo agora com Apidya's Special?

Quero saber também se você prefere jogar com o visual moderno ou se a apresentação clássica em 4:3 consegue trazer aquela nostalgia dos jogos antigos.

Você teria coragem de enfrentar esse desafio no modo mais difícil?

Não esqueça de fazer um comentário! 👇


🎮 Minha gameplay

Confira também a minha gameplay de Apidya's Special e veja na prática o combate, os power-ups, os chefes, os mundos e toda a loucura desse shoot 'em up retrô.

Minha gameplay:





⭐ Nota

MORTAL SHELL 2 REVIEW: VALE A PENA? ANÁLISE COMPLETA

 

REVIEW - Mortal Shell II

Nome do Game: Mortal Shell II

Data de lançamento: 20 de agosto de 2026

Gênero: RPG de Ação / Soulslike / Dark Fantasy

Plataformas: PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S

Desenvolvedor: Cold Symmetry

Estúdio/Publisher: Playstack


Análise

Se você jogou o primeiro Mortal Shell e achou que a ideia era interessante, mas que ainda faltava alguma coisa para ele realmente competir com os grandes nomes do gênero, tenho uma boa notícia:

Mortal Shell II parece exatamente aquele tipo de sequência em que os desenvolvedores olharam para o primeiro jogo e pensaram: "Agora vamos fazer isso direito."

E essa diferença aparece logo nos primeiros minutos.

O jogo mantém aquela atmosfera sombria, pesada e desconfortável que já fazia parte da identidade da franquia, mas aumenta bastante a escala da aventura.

Agora temos um mundo interligado para explorar, novos guerreiros para possuir, mais armas, mais possibilidades de personalização e um combate muito mais livre.

E existe uma mudança que, para mim, faz uma diferença enorme:

a barra de stamina foi removida.

Sim.

Você pode atacar e esquivar sem precisar ficar olhando para uma barrinha esperando ela encher novamente.

Parece uma mudança pequena, mas muda completamente o ritmo das batalhas.

O combate ficou muito melhor

Se existe um motivo para jogar Mortal Shell II, é o combate.

O jogo continua sendo difícil, mas agora ele é muito mais agressivo e dinâmico.

Você pode atacar, esquivar, contra-atacar e continuar pressionando o inimigo sem aquela limitação tradicional de stamina.

Mas isso não significa que virou um jogo de apertar botões sem pensar.

Muito pelo contrário.

Os ataques possuem peso e comprometimento. Se você atacar na hora errada, pode ficar completamente aberto para receber um golpe.

E é aí que entra a parte mais gostosa.

Você começa a entender o comportamento dos inimigos, aprende os momentos certos para atacar e percebe que pode jogar de uma maneira muito mais agressiva.

Além disso, o sistema de parry e as execuções continuam sendo uma parte importante da experiência.

Quando você acerta aquele contra-ataque no momento perfeito e consegue executar o inimigo, a sensação é excelente.

É brutal, rápido e muito satisfatório.

O sistema de Shells continua sendo a alma do jogo

Uma das ideias mais interessantes do primeiro Mortal Shell continua aqui, mas agora foi muito mais desenvolvida.

Em vez de simplesmente escolher uma classe tradicional, você pode encontrar diferentes guerreiros e possuir seus Shells, aproveitando suas características e habilidades.

No total, existem oito Shells espalhados pelo mundo.

E cada um pode mudar bastante a maneira como você joga.

Isso é muito interessante porque você não fica preso a uma única forma de jogar.

Quer uma experiência mais resistente?

Pode escolher um Shell que favoreça isso.

Quer experimentar outro estilo?

Troque de Shell.

E o melhor é que você pode combinar essas características com diferentes armas, upgrades, Seals e Tarstones.

É aí que começa a parte realmente divertida.

Criar sua própria build

Se você gosta de ficar horas pensando em qual arma combina melhor com determinado poder, Mortal Shell II tem bastante coisa para oferecer.

O jogo permite melhorar armas de combate corpo a corpo e também armas de longo alcance.

Além disso, os Shells possuem habilidades próprias e existem diferentes recursos que podem modificar sua maneira de jogar.

Você pode montar uma configuração mais ofensiva, mais defensiva ou simplesmente criar uma combinação completamente diferente.

E não existe necessariamente uma única resposta correta.

Essa liberdade é uma das grandes melhorias da sequência.

Você começa a experimentar.

Testa uma arma.

Depois encontra um Shell novo.

Descobre uma habilidade.

Troca algumas melhorias.

E de repente está jogando de uma maneira completamente diferente daquela que imaginava no começo.

Um mundo aberto, mas sem exagerar no tamanho

Outra decisão que gostei bastante em Mortal Shell II foi o tamanho do mundo.

O jogo apresenta um mundo aberto interligado, mas não tenta simplesmente criar um mapa gigantesco cheio de espaço vazio.

A proposta é mais compacta.

Você encontra caminhos alternativos, áreas escondidas, masmorras, armas, Shells e outros segredos enquanto explora.

E isso funciona muito bem para esse tipo de jogo.

Você não precisa passar vários minutos atravessando um campo vazio só para chegar ao próximo objetivo.

Aqui, quase sempre existe alguma coisa para descobrir.

E se você sair do caminho principal, pode encontrar uma recompensa que realmente vale a pena.

O mundo também possui locais bem diferentes entre si, incluindo florestas, templos abandonados, cemitérios congelados e estruturas construídas com ossos.

É um daqueles jogos em que explorar por curiosidade pode acabar sendo tão interessante quanto seguir a história.

A ambientação é incrível

Visualmente, Mortal Shell II é um salto enorme em relação ao primeiro jogo.

A direção de arte aposta novamente naquele dark fantasy pesado, mas agora os ambientes possuem muito mais detalhes.

Existem cenários que conseguem ser bonitos e perturbadores ao mesmo tempo.

Você pode estar atravessando uma área aparentemente tranquila e, poucos minutos depois, encontrar alguma criatura grotesca ou uma construção que parece ter saído de um pesadelo.

E os inimigos ajudam bastante nisso.

O design das criaturas é um dos pontos que mais chamam atenção.

Alguns parecem completamente deformados, enquanto outros possuem uma aparência que combina perfeitamente com aquele mundo destruído.

É o tipo de jogo que consegue criar atmosfera sem precisar ficar colocando sustos o tempo inteiro.

E os chefes?

Aqui temos alguns dos momentos mais interessantes.

As batalhas contra chefes exigem que você realmente preste atenção.

Não basta simplesmente atacar.

Você precisa entender os padrões, identificar as aberturas e saber quando é melhor recuar.

E como o combate permite uma abordagem mais agressiva, algumas dessas batalhas acabam criando momentos muito bons.

Você esquiva de um ataque enorme, encontra uma abertura, parte para cima e consegue encaixar uma sequência de golpes.

Quando funciona, é muito satisfatório.

Mas também existem momentos em que alguns inimigos menores ou mini-chefes podem parecer mais previsíveis do que deveriam.

Então existe um pouco de equilíbrio entre encontros realmente memoráveis e outros que poderiam ser mais interessantes.

Explorar é recompensador

Uma das melhores coisas de Mortal Shell II é que o jogo não fica o tempo todo dizendo para onde você deve ir.

Você pode simplesmente sair explorando.

E isso costuma ser recompensado.

Existem novos Shells, armas, upgrades, curiosidades e masmorras espalhados pelo mundo.

O jogo possui mais de 80 masmorras, então existe bastante espaço para quem gosta de procurar caminhos escondidos e testar seus limites.

E algumas dessas áreas possuem desafios bem diferentes.

É justamente quando você encontra algo inesperado que a exploração fica mais divertida.

A história é interessante, mas poderia ser mais clara

Aqui está um dos pontos em que eu acho que Mortal Shell II poderia melhorar.

A história tem boas ideias.

Você controla o Harbinger, uma figura ligada à Mether, e precisa atravessar esse mundo destruído enquanto enfrenta criaturas e falsos deuses.

Existe bastante coisa acontecendo por trás da aventura.

O problema é que o jogo não entrega todas essas informações de maneira simples.

Você precisa prestar atenção nos diálogos, personagens, ambientes e nos detalhes espalhados pelo mundo.

Para quem gosta de montar o quebra-cabeça da história, isso pode ser muito interessante.

Mas se você prefere uma narrativa mais direta, pode acabar ficando um pouco perdido.

E acho que esse é um daqueles casos em que o jogo poderia explicar algumas coisas melhor sem perder o mistério.

Ainda existem alguns problemas

Apesar de ser uma evolução muito grande, Mortal Shell II não é perfeito.

A câmera pode atrapalhar em alguns momentos, principalmente durante batalhas em lugares apertados.

Também existem áreas em que a repetição começa a aparecer, principalmente em algumas masmorras.

Depois de várias horas, você pode começar a sentir que determinados ambientes e recompensas poderiam ter mais variedade.

Outro ponto é que alguns jogadores podem sentir que o começo da progressão é um pouco lento.

E embora a remoção da stamina torne o combate mais livre, ela também faz com que o jogo tenha uma identidade diferente de outros soulslikes tradicionais.

Para mim, isso é mais uma qualidade do que um problema.

Mortal Shell II não precisa copiar exatamente a fórmula que todo mundo já conhece.

Ele consegue encontrar seu próprio ritmo.


✅ Pontos Positivos

  • Combate muito mais rápido e responsivo.
  • Remoção da stamina deixa as batalhas mais livres.
  • Sistema de Shells oferece diferentes estilos de jogo.
  • Oito Shells para descobrir e experimentar.
  • Grande variedade de armas e possibilidades de builds.
  • Mundo aberto compacto e bem conectado.
  • Exploração recompensa a curiosidade.
  • Mais de 80 masmorras.
  • Chefes com batalhas intensas.
  • Excelente direção de arte.
  • Design de criaturas muito marcante.
  • Atmosfera sombria e envolvente.
  • Grande evolução em relação ao primeiro Mortal Shell.
  • Pode ser jogado como uma experiência independente.
  • Legendas em português

❌ Pontos Negativos

  • Algumas masmorras ficam repetitivas.
  • Algumas recompensas poderiam ser mais interessantes.
  • A câmera pode atrapalhar em determinados combates.
  • Alguns inimigos e mini-chefes podem parecer previsíveis.
  • A história pode ser confusa para quem prefere uma narrativa mais direta.
  • O início da progressão pode parecer um pouco lento.
  • Alguns elementos ainda precisam de pequenos ajustes de equilíbrio.

🎯 Conclusão

Vou ser sincero: Mortal Shell II me surpreendeu.

O primeiro jogo tinha ideias muito boas, principalmente o conceito dos Shells, mas ainda parecia uma experiência que precisava de mais tempo para encontrar seu verdadeiro potencial.

E agora parece que a Cold Symmetry encontrou esse caminho.

O combate está muito mais gostoso.

A ausência de stamina deixa tudo mais agressivo e permite que você jogue de maneira muito mais livre, enquanto o sistema de Shells, armas e upgrades oferece bastante espaço para experimentar diferentes builds.

E quando você junta isso com um mundo compacto, cheio de caminhos alternativos, masmorras e segredos, a exploração começa a fazer muito sentido.

Não é um mundo aberto gigante apenas para dizer que é aberto.

É um mundo que quer que você explore.

E isso faz diferença.

Claro que existem problemas. Algumas masmorras são repetitivas, a câmera pode incomodar e a narrativa poderia ser mais fácil de acompanhar.

Mas quando eu olho para o conjunto, fica difícil negar o quanto Mortal Shell II evoluiu.

Ele não tenta simplesmente ser uma cópia de Dark Souls ou Elden Ring.

Ele pega a fórmula Soulslike, coloca suas próprias ideias e cria uma experiência que consegue ter identidade.

Se você gosta de Soulslike, RPG de ação, dark fantasy e jogos difíceis, Mortal Shell II merece muito a sua atenção.

Principalmente se você jogou o primeiro e ficou pensando:

"Esse jogo poderia ser muito melhor."

Porque agora ele está bem mais perto de ser exatamente isso.


E o que você achou do game?

Você já jogou Mortal Shell II?

Quero saber principalmente se você gostou dessa mudança no combate e da decisão de remover a stamina.

Você prefere o combate mais livre de Mortal Shell II ou ainda gosta mais do sistema tradicional dos Soulslikes?

Não esqueça de fazer um comentário! 👇


🎮 Minha gameplay

Confira também a minha gameplay de Mortal Shell II e veja na prática o combate, os Shells, as armas, os chefes e toda a exploração desse mundo sombrio.

Minha gameplay:




⭐ Nota

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Mexican Ninja Review: Vale a Pena? Análise Completa

 

REVIEW - Mexican Ninja

Nome do Game: Mexican Ninja

Data de lançamento: 20 de agosto de 2026

Gênero: Ação / Beat 'em up / Roguelite

Plataformas: PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch

Desenvolvedor: Madbricks

Estúdio/Publisher: Amber Studio


Análise

Vou começar sendo sincero: Mexican Ninja é um daqueles jogos que você olha e pensa "que ideia maluca é essa?".

E talvez seja justamente por isso que ele chama tanta atenção.

O jogo mistura cultura mexicana, referências japonesas, ninjas, crime organizado e uma boa dose de humor absurdo em um mundo chamado Nuevo Tokyo.

Aqui, Narcos e Yakuza se juntaram para formar os Narkuzas, um novo grupo que tomou conta da cidade.

E quem vai tentar colocar um fim nessa bagunça?

Exatamente.

O Mexican Ninja.

A história não tenta ser complicada. Ela serve muito mais como uma desculpa para colocar você no meio da confusão e começar a distribuir espadadas.

E, sinceramente, funciona.

Um beat 'em up com roguelite

A primeira coisa que você precisa saber sobre Mexican Ninja é que ele não é apenas um beat 'em up tradicional.

O jogo mistura a pancadaria clássica dos arcades com uma estrutura de roguelite.

Isso significa que você vai entrar em uma partida, enfrentar inimigos, conseguir melhorias, desbloquear novas possibilidades e tentar chegar cada vez mais longe.

Quando morrer, começa novamente.

Mas não volta exatamente para o ponto zero.

Você leva parte da evolução para a próxima tentativa e pode continuar melhorando seu personagem.

E isso cria aquela sensação perigosa de:

"Vou fazer só mais uma."

Aí você olha para o relógio e percebe que já passou muito mais tempo do que imaginava.

O combate é onde o jogo realmente brilha

Se tem uma coisa que Mexican Ninja entende é que um beat 'em up precisa ser divertido de jogar.

Os combates são rápidos e permitem combinar ataques leves e pesados, além de usar habilidades especiais chamadas Mexican Jutsus.

E são justamente esses poderes que deixam as batalhas muito mais caóticas.

Você pode estar enfrentando alguns inimigos tranquilamente e, de repente, a tela começa a ficar cheia de efeitos, explosões e adversários voando para todos os lados.

É exagerado?

Muito.

Mas esse é justamente o ponto.

O jogo não está tentando ser realista.

Ele quer ser absurdo.

E quanto mais você avança e desbloqueia novas habilidades, mais interessante fica experimentar diferentes combinações.

Cada run pode ficar diferente

Uma das coisas mais legais do sistema de roguelite é a possibilidade de montar diferentes builds.

Durante as partidas, você encontra melhorias que podem alterar bastante o desempenho do personagem.

Isso faz com que você comece a pensar não apenas em qual inimigo atacar, mas também em qual combinação de habilidades faz mais sentido para aquela tentativa.

E quando algumas melhorias começam a conversar entre si, o combate fica ainda mais divertido.

Você começa com um personagem relativamente simples e, depois de algumas escolhas certas, pode terminar a partida fazendo uma verdadeira bagunça na tela.

É uma progressão que recompensa bastante quem gosta de testar possibilidades.

Nuevo Tokyo é completamente maluco

O mundo de Mexican Ninja talvez seja uma das coisas mais diferentes do jogo.

Imagine uma cidade que mistura elementos mexicanos e japoneses e coloque no meio disso uma guerra contra uma organização formada pela fusão entre Narcos e Yakuza.

É estranho?

Sim.

Mas também dá ao jogo uma identidade própria.

A apresentação aposta em personagens caricatos, cenários coloridos e uma estética que lembra bastante histórias em quadrinhos.

Isso combina com o humor exagerado e com a violência cartunesca dos combates.

É difícil confundir Mexican Ninja com outro jogo.

E isso é uma qualidade importante.

Em um mercado cheio de roguelites, conseguir ter uma identidade própria já é um grande passo.

O humor vai dividir opiniões

Agora vem um ponto que precisa ser falado.

O humor de Mexican Ninja é bem exagerado.

E quando digo exagerado, é exagerado mesmo.

O jogo aposta em palavrões, situações absurdas, piadas de gosto duvidoso e momentos que claramente querem provocar uma reação.

Algumas piadas funcionam muito bem porque combinam com toda a loucura do jogo.

Outras podem simplesmente não funcionar para você.

E acho que isso vai depender bastante do seu tipo de humor.

Se você gosta de comédia mais absurda e não se incomoda com conteúdo mais pesado, provavelmente vai entrar na brincadeira.

Agora, se esse tipo de humor não é para você, algumas partes podem acabar sendo mais irritantes do que engraçadas.

Explorar também vale a pena

Apesar de a pancadaria ser o foco principal, Mexican Ninja também coloca algumas pequenas surpresas pelo caminho.

Existem caminhos escondidos, estátuas que podem oferecer melhorias, objetivos secundários e personagens que podem aparecer durante as fases.

Esses elementos ajudam a quebrar um pouco a sequência de simplesmente avançar e bater em tudo que aparece pela frente.

Também existem diferentes roupas para desbloquear.

E o interessante é que elas não servem apenas para mudar a aparência.

Algumas oferecem vantagens e bônus diferentes.

Isso dá mais um motivo para explorar e completar determinadas tarefas durante as runs.

Os chefes são um bom destaque

As batalhas contra chefes são outro ponto que merece atenção.

Eles conseguem mudar um pouco o ritmo da partida e obrigam você a prestar mais atenção nos ataques.

Não basta simplesmente chegar perto e apertar o botão de ataque.

Você precisa observar o que o chefe está fazendo e encontrar uma oportunidade para atacar.

E quando você finalmente entende o padrão e consegue derrotá-lo, existe aquela sensação boa de:

"Agora foi!"

É exatamente esse tipo de pequena vitória que combina muito bem com a estrutura de roguelite.

Mas existe repetição

Agora, nem tudo é perfeito.

A estrutura do jogo pode ficar repetitiva depois de algumas horas.

Você vai passar por áreas que começam a parecer familiares e enfrentar inimigos que já conhece.

Isso é algo que pode pesar mais dependendo do quanto você gosta de repetir fases.

O problema não é exatamente repetir.

Afinal, isso faz parte do gênero.

A questão é que Mexican Ninja nem sempre consegue fazer cada nova tentativa parecer tão diferente quanto poderia.

As builds ajudam bastante, mas eu gostaria de encontrar mais variedade nos inimigos, nas fases e nos desafios.

Isso deixaria as runs ainda mais interessantes.

A progressão poderia ser mais profunda

Outro ponto que senti é que algumas melhorias poderiam ter um impacto maior na maneira como você joga.

Você consegue ficar mais forte, desbloquear novos golpes e experimentar combinações diferentes, mas nem sempre existe aquela sensação de ter criado uma build completamente absurda e única.

E esse é justamente um dos momentos que fazem alguns roguelites serem tão viciantes.

Quando você encontra uma combinação que transforma completamente seu personagem, a vontade de continuar jogando aumenta muito.

Mexican Ninja chega perto disso, mas poderia ir ainda mais longe.

Mesmo assim, o sistema funciona e ajuda bastante a manter o interesse durante as partidas.


✅ Pontos Positivos

  • Combate rápido e divertido.
  • Boa mistura de beat 'em up com roguelite.
  • Mexican Jutsus deixam as batalhas mais caóticas.
  • Visual colorido e cheio de personalidade.
  • Mundo de Nuevo Tokyo é bastante original.
  • Diferentes builds e melhorias.
  • Chefes interessantes.
  • Roupas desbloqueáveis com bônus.
  • Caminhos secretos e objetivos secundários.
  • Humor absurdo combina com a proposta.
  • Boa sensação de progressão.
  • Fácil de começar e difícil de dominar completamente.
  • Legendas em português

❌ Pontos Negativos

  • Algumas fases podem ficar repetitivas.
  • Variedade de inimigos poderia ser maior.
  • Algumas builds poderiam ser mais profundas.
  • O humor pode não agradar todo mundo.
  • Algumas armadilhas são difíceis de perceber durante a ação.
  • A quantidade de efeitos na tela pode deixar certos combates confusos.
  • A progressão poderia oferecer combinações ainda mais impactantes.

🎯 Conclusão

Mexican Ninja é um jogo que provavelmente vai dividir opiniões pelo seu estilo, mas uma coisa eu preciso reconhecer: ele tem personalidade.

Em um gênero cheio de jogos parecidos, criar um mundo como Nuevo Tokyo e misturar tudo isso com beat 'em up, roguelite e um humor completamente sem filtro faz com que seja fácil lembrar dele.

Mas a melhor parte está mesmo nos combates.

A pancadaria é rápida, os combos são divertidos e os Mexican Jutsus conseguem transformar algumas batalhas em uma verdadeira loucura.

E quando você começa a desbloquear melhorias e testar diferentes builds, fica ainda mais gostoso tentar uma nova run.

Claro que a repetição aparece e eu gostaria de encontrar mais variedade nas fases, inimigos e possibilidades de evolução.

Mas isso não impede que Mexican Ninja seja uma experiência divertida.

Se você gosta de beat 'em ups, roguelites, jogos de ação e experiências diferentes, acho que vale dar uma chance.

Principalmente se você estiver procurando algo que não tenha medo de ser estranho.

Porque Mexican Ninja definitivamente não tem.

Ele sabe que é exagerado, sabe que é absurdo e transforma isso em parte da própria identidade.

E talvez seja justamente essa loucura que faça você querer voltar para Nuevo Tokyo depois de cada derrota.


E o que você achou do game?

Você já jogou Mexican Ninja?

Quero saber o que você achou dessa mistura completamente maluca entre México, Japão, ninjas e roguelite.

E principalmente: você curtiu o humor do jogo ou achou exagerado demais?

Não esqueça de fazer um comentário! 👇


🎮 Minha gameplay

Confira também a minha gameplay de Mexican Ninja e veja na prática os combates, os Mexican Jutsus, as builds e toda a loucura de Nuevo Tokyo.

Minha gameplay:





⭐ Nota