REVIEW - Aggelos 2
Nome do Game: Aggelos 2
Data de lançamento: 27 de agosto de 2026
Gênero: Ação / Plataforma / Metroidvania
Plataformas: PC, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S, Xbox One e Nintendo Switch
Desenvolvedor: WONDERBOY BOBI
Estúdio/Publisher: PQube / PixelHeart
Análise
Se você gosta daqueles jogos que conseguem misturar pixel art, exploração, combates rápidos e aquela sensação de descobrir um novo caminho a cada habilidade desbloqueada, Aggelos 2 tem bastante coisa para oferecer.
Mas existe uma diferença importante nesta sequência.
O jogo não quer simplesmente repetir a aventura do primeiro Aggelos.
Agora temos dois reinos que existem lado a lado, novas habilidades, novos inimigos, puzzles e uma mecânica que acaba se tornando o coração de toda a experiência:
a possibilidade de alternar entre as formas de Anjo e Demônio.
E isso muda muito mais do que eu esperava.
A forma angelical é mais lenta e disciplinada, enquanto a forma demoníaca é muito mais rápida, agressiva e focada em poderes sombrios.
O interessante é que essa diferença não fica limitada ao combate.
Você também precisa utilizar as duas formas para explorar o mundo, resolver puzzles e encontrar caminhos que antes pareciam impossíveis.
E é justamente aí que Aggelos 2 começa a mostrar sua verdadeira identidade.
Dois mundos que funcionam juntos
Uma das melhores ideias de Aggelos 2 está na estrutura do mundo.
Em vez de simplesmente criar um mapa maior e colocar mais coisas dentro dele, o jogo apresenta dois reinos sobrepostos.
Você tem o mundo da Luz e o mundo das Trevas.
Os dois possuem seus próprios inimigos, segredos, desafios e caminhos.
E o mais interessante é que eles estão conectados.
Você pode encontrar um obstáculo em um reino e perceber que a solução está no outro.
Pode existir uma passagem bloqueada.
Um mecanismo que você ainda não consegue ativar.
Ou uma área que parece completamente inacessível.
Até que você percebe que precisa trocar de forma.
Essa estrutura deixa a exploração muito mais interessante.
Você começa a observar o cenário de uma maneira diferente.
E quando percebe que aquele lugar que parecia apenas parte do cenário pode ser importante mais tarde, a curiosidade começa a tomar conta.
A troca entre Anjo e Demônio é o grande destaque
Se existe uma mecânica que define Aggelos 2, é essa.
Na forma de Anjo, você possui uma abordagem mais lenta e defensiva.
Ela favorece precisão e permite lidar com determinadas ameaças de uma maneira mais controlada.
Já a forma de Demônio muda completamente o ritmo.
Você fica mais rápido, agressivo e ganha acesso a poderes sombrios.
E o jogo realmente quer que você use as duas.
Não existe simplesmente uma forma melhor que a outra.
Cada situação pode exigir uma abordagem diferente.
Você pode estar lutando contra um inimigo e perceber que a forma demoníaca funciona melhor.
Poucos segundos depois, precisa mudar novamente para conseguir atravessar determinada área.
E isso cria uma dinâmica muito interessante.
Você não está apenas aprendendo a lutar.
Está aprendendo quando ser Anjo e quando ser Demônio.
O combate é rápido, mas exige precisão
O combate de Aggelos 2 segue uma proposta bastante direta.
Você tem ataques rápidos, inimigos com diferentes padrões e uma movimentação que exige bastante atenção.
Mas o jogo não transforma tudo em simplesmente apertar o botão de ataque.
Alguns inimigos possuem comportamentos que exigem que você observe antes de avançar.
Outros podem ser derrotados com mais facilidade utilizando a forma correta.
E quando começam a aparecer vários inimigos ao mesmo tempo, saber alternar entre as formas passa a ser ainda mais importante.
É uma experiência que recompensa reflexos, mas também exige estratégia.
E isso combina muito bem com a proposta do jogo.
Você pode jogar de maneira mais agressiva.
Pode ser mais cuidadoso.
Ou pode simplesmente experimentar até encontrar a forma que funciona melhor para você.
A exploração é praticamente metade da aventura
Como todo bom Metroidvania, Aggelos 2 não entrega tudo de uma vez.
Você começa com algumas habilidades e, conforme avança, desbloqueia novas maneiras de interagir com o mundo.
E isso inclui habilidades como voar, agarrar paredes e realizar dashes, além de ataques especiais.
Cada nova habilidade abre possibilidades.
Você passa por uma área que parecia impossível.
Horas depois encontra uma nova habilidade.
E imediatamente pensa:
"Eu preciso voltar lá."
É esse tipo de progressão que faz a exploração funcionar.
Você não está apenas coletando melhorias porque precisa ficar mais forte.
Você está desbloqueando novas maneiras de enxergar o mapa.
E quanto mais habilidades você consegue, mais o mundo parece se abrir.
Os dois reinos mudam a maneira de explorar
O mais interessante é que as habilidades não funcionam apenas como ferramentas de movimentação.
Os próprios mundos reagem às formas que você utiliza.
Existem elementos ligados à Luz que podem ser manipulados utilizando o Anjo.
Enquanto determinados obstáculos e barreiras podem exigir os poderes do Demônio.
Isso significa que trocar de forma também é uma maneira de interagir com o ambiente.
E é aqui que os puzzles entram.
Você precisa memorizar caminhos, manipular mecanismos, evitar armadilhas e descobrir como os diferentes elementos dos dois mundos estão conectados.
Não é apenas uma questão de encontrar a porta.
É descobrir como fazer a porta existir para você.
Os puzzles ajudam a quebrar o ritmo
Outra coisa que gostei em Aggelos 2 é que o jogo não coloca combate o tempo inteiro.
Entre uma batalha e outra, existem desafios que fazem você parar e pensar.
Alguns são simples.
Outros exigem que você observe melhor o cenário.
E existem situações em que você precisa lembrar de um caminho ou mecanismo que encontrou anteriormente.
Isso ajuda a criar um ritmo mais equilibrado.
Você luta.
Explora.
Resolve um puzzle.
Desbloqueia uma habilidade.
Volta para uma área antiga.
Encontra um novo caminho.
E começa tudo novamente.
É uma estrutura bastante tradicional de Metroidvania, mas funciona bem aqui.
E os chefes?
Aqui temos alguns dos maiores testes de Aggelos 2.
O jogo apresenta 13 chefes gigantes, espalhados pelos dois reinos.
E eles não estão ali apenas para aumentar a dificuldade.
As batalhas exigem que você observe os padrões e entenda o momento certo para atacar.
Alguns ataques deixam pequenas janelas para contra-atacar.
Outros obrigam você a utilizar melhor a movimentação.
E, novamente, a troca entre Anjo e Demônio pode fazer toda a diferença.
Você começa tentando entender o comportamento do chefe.
Depois percebe que determinada forma é mais eficiente.
Troca.
Ataca.
Desvia.
E começa a encontrar seu ritmo.
Quando finalmente derrota um chefe que estava causando problemas, a sensação é muito boa.
É aquele tipo de vitória que realmente parece conquistada.
A progressão incentiva você a explorar
Aggelos 2 também possui um sistema de Orbs que permite melhorar o personagem.
Esses recursos podem ser utilizados para desbloquear ataques especiais, aumentar sua força e melhorar sua capacidade de sobrevivência.
E isso cria mais uma razão para explorar.
Você não está procurando segredos apenas porque quer completar o mapa.
Está procurando porque pode encontrar algo que realmente vai ajudar durante a aventura.
Além disso, novas habilidades aparecem conforme você avança.
Isso faz com que o personagem cresça junto com o mundo.
Você começa limitado.
Depois ganha mais mobilidade.
Mais poder.
Mais opções.
E, aos poucos, percebe que aquilo que parecia impossível no início agora é relativamente simples.
A pixel art é um dos grandes destaques
Visualmente, Aggelos 2 sabe exatamente o que quer ser.
O jogo aposta em uma pixel art com forte inspiração nos clássicos de 16 bits, mas apresenta sprites bastante detalhados e uma movimentação muito mais fluida.
E isso funciona especialmente bem nos dois reinos.
O mundo da Luz possui uma identidade própria.
O mundo das Trevas também.
A diferença entre eles ajuda a criar uma sensação de mudança sempre que você atravessa de um lado para o outro.
E mesmo sendo um jogo claramente inspirado no passado, ele não parece simplesmente um título antigo.
Existe uma preocupação em deixar tudo mais moderno sem abandonar a estética retrô.
O jogo ficou maior
Uma das maiores diferenças em relação ao primeiro Aggelos está justamente na escala.
Os dois reinos se sobrepõem e criam uma aventura que é descrita como quase duas vezes maior que a experiência original.
Isso faz diferença porque existe muito mais espaço para exploração.
Mais caminhos.
Mais segredos.
Mais desafios.
E, principalmente, mais motivos para voltar a lugares que você já visitou.
É uma expansão natural da fórmula.
O jogo não precisa abandonar aquilo que funcionava.
Ele simplesmente coloca mais possibilidades dentro dela.
A história poderia ser mais forte
A história de Aggelos 2 funciona principalmente como uma forma de conduzir a aventura.
Você assume o papel de um Aggelos, a mais elevada ordem dos anjos, escolhido por Balro para viajar pelo Reino de Lumen.
Mas Lumen está sob ataque.
Os Deuses da Luz estão prestes a perder a batalha contra o Exército das Trevas.
E para sobreviver ao conflito, você precisa aceitar seu próprio lado sombrio.
A ideia combina muito bem com a mecânica de Anjo e Demônio.
O problema é que, para mim, a narrativa acaba ficando em segundo plano.
As ideias estão lá.
Mas o que realmente prende é explorar os mundos, desbloquear habilidades e descobrir novos caminhos.
Se você procura uma história extremamente profunda, provavelmente vai encontrar experiências mais interessantes em outros jogos.
Mas se o foco for gameplay, a situação muda completamente.
Ainda existem alguns problemas
Apesar de fazer muita coisa certa, Aggelos 2 não é perfeito.
A estrutura de Metroidvania pode fazer com que você fique um pouco perdido em determinados momentos.
Principalmente quando desbloqueia uma nova habilidade e precisa lembrar exatamente onde encontrou aquela área que agora consegue acessar.
Alguns trechos de plataforma também exigem bastante precisão.
E isso pode gerar algumas mortes que parecem mais frustrantes do que desafiadoras.
Outro ponto é que a simplicidade da proposta pode não agradar quem procura sistemas muito mais profundos.
Mas, sinceramente, acho que isso faz parte da identidade do jogo.
Aggelos 2 não quer ser um RPG gigantesco cheio de sistemas.
Ele quer ser uma aventura de ação e plataforma com exploração, combate e uma boa dose de nostalgia.
E nisso ele funciona muito bem.
✅ Pontos Positivos
- Sistema de Anjo e Demônio é muito bem utilizado.
- Dois mundos interligados aumentam bastante a exploração.
- Combate rápido e responsivo.
- Boa variedade de habilidades.
- Exploração recompensa a curiosidade.
- 13 chefes gigantes.
- Puzzles ajudam a variar o ritmo.
- Sistema de Orbs adiciona progressão.
- Pixel art muito bonita.
- Excelente sensação de evolução.
- Boa variedade de inimigos e desafios.
- Aventura consideravelmente maior que a original.
- Ótima combinação entre nostalgia e elementos modernos.
- Legendas em português
❌ Pontos Negativos
- Alguns trechos de plataforma podem ser frustrantes.
- A exploração pode deixar o jogador perdido em determinados momentos.
- Voltar para áreas antigas pode ficar cansativo.
- A história poderia ser mais desenvolvida.
- Alguns sistemas são relativamente simples.
- Pode não agradar quem procura um RPG mais profundo.
🎯 Conclusão
Vou ser sincero: Aggelos 2 é uma sequência que entende muito bem o que precisava fazer para crescer sem perder sua identidade.
Em vez de simplesmente aumentar o mapa e colocar mais inimigos, o jogo encontrou uma mecânica que consegue influenciar praticamente toda a aventura.
A possibilidade de alternar entre Anjo e Demônio não serve apenas para mudar o combate.
Ela muda a exploração.
Muda os puzzles.
Muda a maneira como você atravessa os cenários.
E faz com que os dois mundos tenham uma relação muito mais interessante.
O combate também funciona muito bem.
É rápido, exige atenção e consegue criar boas situações quando você precisa escolher rapidamente qual forma utilizar.
E quando isso se junta às novas habilidades, aos Orbs e aos segredos espalhados pelos mapas, existe uma sensação constante de progressão.
Você sempre tem algum motivo para continuar explorando.
Claro que existem problemas.
Algumas partes podem ser frustrantes, a história poderia ser mais desenvolvida e a estrutura de Metroidvania pode fazer você perder algum tempo tentando lembrar onde deveria usar aquela nova habilidade.
Mas, quando olho para o conjunto, Aggelos 2 entrega exatamente o tipo de aventura que os fãs desse gênero procuram.
Ele tem pixel art bonita.
Combate rápido.
Exploração.
Puzzles.
Chefes.
Segredos.
E, principalmente, uma mecânica central que realmente faz diferença.
Se você gosta de Metroidvania, jogos de plataforma, ação 2D e aventuras com estética retrô, Aggelos 2 merece sua atenção.
Principalmente se você gosta daquela sensação de encontrar uma nova habilidade e imediatamente começar a pensar em todos os lugares que agora consegue alcançar.
Porque é justamente essa curiosidade que faz você continuar jogando.
E o que você achou do game?
Você já jogou o primeiro Aggelos ou Aggelos 2 será seu primeiro contato com a série?
Quero saber também o que você achou da mecânica de alternar entre Anjo e Demônio.
Você prefere jogar de forma mais defensiva com o Anjo ou partir para cima dos inimigos usando o Demônio?
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🎮 Minha gameplay
Confira também a minha gameplay de Aggelos 2 e veja na prática o combate, as transformações entre Anjo e Demônio, os chefes, as habilidades e toda a exploração dos dois reinos.
Minha gameplay:
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