domingo, 13 de setembro de 2026

Trails to Azure Review: Vale a Pena? Análise Completa

 

REVIEW - The Legend of Heroes: Trails to Azure

Nome do Game: The Legend of Heroes: Trails to Azure

Data de lançamento: 27 de setembro de 2022

Gênero: RPG / JRPG / RPG por turnos

Plataformas: PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch e Nintendo Switch 2

Desenvolvedor: Nihon Falcom

Estúdio/Publisher: NIS America


Análise

Se você terminou The Legend of Heroes: Trails from Zero, provavelmente ficou com uma sensação de que a história de Crossbell ainda estava longe de terminar.

E é exatamente aí que The Legend of Heroes: Trails to Azure começa.

Lloyd Bannings e a Special Support Section estão novamente no centro dos acontecimentos, mas agora a situação política de Crossbell está ficando cada vez mais complicada.

O que começa como mais uma sequência de casos rapidamente se transforma em algo muito maior.

E vou ser sincero: Trails to Azure é daqueles JRPGs que recompensam muito o jogador que tem paciência para acompanhar a história.

Porque aqui não estamos falando apenas de salvar uma cidade.

Estamos falando de personagens, política, relações entre países, conflitos pessoais e decisões que vão afetar o futuro de Crossbell.

E tudo isso acontece enquanto o jogo continua entregando aquele sistema de combate por turnos que é uma das marcas da série.

A história ficou ainda mais importante

Depois dos acontecimentos de Trails from Zero, a Special Support Section ganhou reconhecimento dentro de Crossbell.

Lloyd, Elie, Randy e Noel estão mais preparados.

Mas a paz não dura muito.

O aumento das tensões políticas e a pressão do Império Ereboniano e da República de Calvard colocam Crossbell em uma situação cada vez mais complicada.

E é justamente essa construção que faz a história funcionar tão bem.

O jogo não tenta entregar todas as respostas logo no começo.

Ele vai apresentando pequenos acontecimentos.

Novos personagens.

Novos conflitos.

Novas organizações.

E, aos poucos, você percebe que tudo está conectado.

É aquele tipo de narrativa em que uma conversa que parecia completamente secundária pode ganhar importância muitas horas depois.

Lloyd continua sendo um ótimo protagonista

Uma das melhores coisas de Trails to Azure é acompanhar a evolução de Lloyd.

Ele começou como um investigador que queria entender o que estava acontecendo em Crossbell.

Agora ele precisa lidar com responsabilidades muito maiores.

E isso também aparece na relação dele com os outros membros da equipa.

A Special Support Section não é apenas um grupo de personagens que participa das batalhas.

Existe uma verdadeira relação entre eles.

Você acompanha as amizades.

Os conflitos.

As inseguranças.

E também os momentos mais leves.

Essa construção faz com que você realmente se importe com o que acontece quando a situação começa a ficar perigosa.

Crossbell continua sendo uma das grandes estrelas

Se existe um personagem que merece destaque, esse personagem é a própria Crossbell.

A cidade-estado está localizada entre duas grandes potências e essa posição acaba sendo fundamental para a história.

O jogo consegue aproveitar muito bem essa característica.

Você visita diferentes áreas.

Conhece os habitantes.

Resolve problemas.

Volta para lugares conhecidos.

E percebe que aquilo que acontece em uma determinada região pode ter consequências em outra.

Essa sensação de viver dentro de um mundo maior é uma das características mais fortes de Trails to Azure.

O combate por turnos continua excelente

Se você gosta de JRPGs tradicionais, provavelmente vai se sentir em casa.

Trails to Azure utiliza o sistema AT Battle, baseado na ordem de turnos.

Mas não pense que isso significa simplesmente escolher "atacar" e esperar.

A posição dos personagens, os ataques, as artes, os Crafts e os bônus da barra de turnos fazem com que exista bastante estratégia durante as batalhas.

Você precisa pensar.

Qual personagem deve agir primeiro?

Uso uma habilidade?

Curo agora?

Guardo CP para um ataque mais forte?

Ou tento aproveitar um bônus específico da ordem dos turnos?

São pequenas decisões que acabam fazendo bastante diferença.

O sistema Burst é uma ótima novidade

Uma das principais novidades de Trails to Azure é o sistema Burst.

Quando a barra está cheia, você pode ativar o Burst e ganhar várias vantagens durante um determinado número de turnos.

Os personagens passam a agir mais rapidamente, algumas condições negativas podem ser removidas e as Arts deixam de ter tempo de preparação enquanto o efeito estiver ativo.

E o mais interessante é saber quando usar.

Você pode gastar o Burst imediatamente.

Ou guardar para aquela batalha em que realmente precisa.

Contra inimigos mais fortes, essa decisão pode fazer uma diferença enorme.

As batalhas contra chefes são ainda melhores

É nos chefes que o sistema de combate realmente mostra o seu potencial.

Os inimigos mais fortes obrigam você a prestar atenção na composição da equipa e nas habilidades disponíveis.

Não dá simplesmente para ficar apertando o mesmo ataque.

Você precisa entender o que está acontecendo.

Controlar os personagens.

Manter a equipa viva.

E aproveitar os momentos certos para causar muito dano.

Isso faz com que algumas batalhas sejam bastante memoráveis.

Principalmente quando você chega a um chefe achando que está preparado e descobre rapidamente que talvez tenha subestimado o adversário.

Os Back Attacks mudam a forma de explorar

Outra novidade interessante é o sistema de Back Attacks.

Se um inimigo conseguir chegar por trás, ele pode começar o combate com vantagem e ainda atrapalhar a formação da equipa, colocando personagens de suporte diretamente na batalha.

Parece uma pequena mudança.

Mas faz você prestar mais atenção enquanto explora.

Não basta simplesmente correr pelo mapa.

Você precisa observar os inimigos.

E quando consegue atacar primeiro, também recebe vantagens.

Isso cria uma ligação interessante entre exploração e combate.

O sistema de evolução oferece bastante liberdade

Como é comum na série, existe bastante espaço para personalizar os personagens.

Você pode escolher diferentes combinações de equipamentos e habilidades para criar personagens mais adequados ao seu estilo.

Isso faz diferença principalmente porque cada membro da equipa pode assumir funções diferentes.

Um personagem pode ser melhor para causar dano.

Outro pode ser mais importante para suporte.

Outro pode ter excelentes habilidades contra determinados tipos de inimigos.

E você pode experimentar diferentes combinações ao longo da aventura.

Importar o save de Trails from Zero é um detalhe excelente

Se você jogou Trails from Zero, existe ainda um motivo extra para continuar a sequência.

O jogo permite importar dados de save do título anterior, trazendo mudanças na experiência e cenas adicionais.

É um detalhe que demonstra o cuidado da série com a continuidade.

As suas decisões e o progresso anterior não parecem simplesmente desaparecer.

E para quem acompanhou a primeira parte da história de Crossbell, isso torna a sequência ainda mais especial.

A exploração tem muito conteúdo além da história principal

Uma coisa que gosto em Trails to Azure é que o jogo não tenta fazer você seguir apenas o caminho principal.

Existem casos paralelos.

Missões.

Personagens secundários.

Minijogos.

Pesca.

Culinária.

E vários outros elementos que ajudam a tornar Crossbell mais viva.

Essas atividades podem parecer pequenas individualmente.

Mas quando você passa bastante tempo naquele mundo, elas começam a fazer diferença.

Você não está apenas seguindo uma história.

Está conhecendo aquele lugar.

O carro é uma novidade muito interessante

Uma das novidades de Trails to Azure é o carro personalizável da Special Support Section.

Além de ajudar na movimentação, ele também adiciona uma camada diferente à aventura.

É mais um daqueles pequenos detalhes que fazem a Special Support Section parecer realmente uma equipa organizada.

E isso combina muito bem com a evolução dos personagens.

Eles começaram praticamente do zero.

Agora têm mais reconhecimento, mais responsabilidades e até o próprio veículo.

A banda sonora continua sendo um dos grandes destaques

A música é outra parte que merece muito destaque.

Trails to Azure tem uma banda sonora que combina muito bem com os diferentes momentos da aventura.

As músicas mais tranquilas ajudam a construir a sensação de viver em Crossbell.

Já durante as batalhas, a intensidade aumenta.

E nos momentos mais importantes da história, a música consegue ajudar bastante a criar o impacto necessário.

É um daqueles jogos em que algumas músicas acabam ficando na cabeça mesmo depois de você parar de jogar.

O ritmo pode ser um problema para alguns jogadores

Agora, preciso falar de uma coisa que pode afastar algumas pessoas.

Trails to Azure é um JRPG muito focado em história.

E isso significa que existem muitos diálogos.

Muitas conversas.

Muitos momentos em que você simplesmente acompanha os personagens.

Para quem gosta disso, é excelente.

Mas se você está procurando um RPG que entregue ação o tempo inteiro, provavelmente vai sentir que o ritmo é lento em alguns momentos.

E isso não acontece apenas no começo.

A série gosta de construir suas histórias aos poucos.

Então é preciso ter paciência.

Os gráficos mostram a idade do jogo

Visualmente, Trails to Azure também não é exatamente um jogo moderno.

A apresentação mantém a estética clássica da série, com personagens em estilo chibi durante a exploração e uma apresentação mais detalhada nos diálogos e batalhas.

Isso tem charme.

Mas também deixa claro que estamos falando de uma experiência originalmente criada para uma geração anterior de hardware.

Para mim, isso não chega a ser um problema grave.

Principalmente porque a direção artística envelheceu bem.

Mas quem espera gráficos modernos pode estranhar.

É melhor jogar Trails from Zero antes?

Aqui eu diria que sim.

Tecnicamente, você pode começar diretamente por Trails to Azure.

Mas eu não recomendo.

A história acontece diretamente depois de Trails from Zero, e grande parte do impacto vem justamente de acompanhar a evolução dos personagens e de Crossbell.

Você vai entender muita coisa mesmo começando por Azure.

Mas jogar os dois na ordem deixa a experiência muito mais completa.

É como assistir apenas à segunda metade de uma série.

Você consegue acompanhar.

Mas perde parte do impacto emocional.

Uma grande conclusão para o arco de Crossbell

E talvez esse seja o maior mérito de Trails to Azure.

Ele não parece simplesmente uma sequência criada para aproveitar o sucesso do jogo anterior.

Ele existe para concluir uma história que começou em Trails from Zero.

E faz isso colocando Crossbell no centro de um conflito cada vez maior.

A própria descrição oficial apresenta Trails to Azure como o encerramento do arco de Crossbell, uma parte importante dentro do universo de The Legend of Heroes.

E quando você chega aos momentos finais, percebe o quanto tudo aquilo que aconteceu antes tinha importância.


✅ Pontos Positivos

  • História muito bem construída.
  • Personagens carismáticos e bem desenvolvidos.
  • Crossbell é um mundo muito interessante para explorar.
  • Sistema de combate por turnos profundo e estratégico.
  • Sistema Burst adiciona novas possibilidades às batalhas.
  • Back Attacks tornam a exploração mais estratégica.
  • Grande quantidade de missões secundárias e atividades.
  • Excelente evolução da Special Support Section.
  • Importação de save de Trails from Zero adiciona cenas extras.
  • Banda sonora excelente.
  • Grande conclusão para o arco de Crossbell.
  • Muito conteúdo para quem gosta de JRPGs focados em história.

❌ Pontos Negativos

  • Ritmo bastante lento em alguns momentos.
  • Grande quantidade de diálogos pode afastar quem procura mais ação.
  • Visual datado para quem espera gráficos modernos.
  • É muito mais interessante para quem jogou Trails from Zero primeiro.
  • Algumas missões secundárias podem exigir bastante tempo.
  • A quantidade de sistemas e informações pode ser intimidante para novos jogadores.
  • Falta de legendas em português

🎯 Conclusão

Vou ser sincero: The Legend of Heroes: Trails to Azure é um daqueles JRPGs que exigem paciência, mas recompensam muito quem decide embarcar na aventura.

A história é o grande destaque.

Crossbell continua sendo um dos cenários mais interessantes da série, e acompanhar Lloyd e a Special Support Section depois de tudo o que aconteceu em Trails from Zero torna a experiência ainda mais especial.

Mas o jogo não depende apenas da narrativa.

O combate por turnos continua excelente.

O sistema Burst adiciona uma nova camada de estratégia.

Os Back Attacks fazem você prestar mais atenção durante a exploração.

E existe uma enorme quantidade de atividades secundárias para quem quiser conhecer melhor aquele mundo.

É claro que nem tudo envelheceu perfeitamente.

O ritmo pode ser lento.

Existem muitos diálogos.

E os gráficos deixam claro que estamos falando de um jogo originalmente lançado há alguns anos.

Mas, para mim, isso acaba sendo secundário.

Porque quando a história começa a ganhar força, Trails to Azure consegue prender você de uma maneira que poucos JRPGs conseguem.

Você começa querendo descobrir o que vai acontecer com Lloyd.

Depois quer entender o que está acontecendo com Crossbell.

E, quando percebe, já está completamente envolvido com os personagens e com aquele mundo.

Se você gosta de JRPGs com histórias profundas, personagens bem desenvolvidos, combate por turnos e muita exploração, The Legend of Heroes: Trails to Azure é uma experiência que vale muito a pena.

Mas deixo uma recomendação importante:

jogue Trails from Zero antes.

Porque Azure é muito mais do que uma sequência.

É a continuação de uma história que foi construída com bastante cuidado.

E quando você chega ao fim, percebe que todo aquele tempo investido em Crossbell realmente valeu a pena.


E o que você achou do game?

Você já jogou Trails from Zero antes de chegar em Trails to Azure?

E quero saber: qual personagem da Special Support Section é o seu favorito?

Para quem ainda não começou a série, você acha melhor começar por Crossbell ou entrar diretamente em Trails to Azure?

Não esqueça de fazer um comentário! 👇


🎮 Minha gameplay

Confira também a minha gameplay de The Legend of Heroes: Trails to Azure e acompanhe Lloyd e a Special Support Section em mais uma aventura pelo arco de Crossbell.

Minha gameplay:




⭐ Nota

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Moonlighter 2: The Endless Vault Review: Vale a Pena? Análise Completa

 

REVIEW - Moonlighter 2: The Endless Vault

Nome do Game: Moonlighter 2: The Endless Vault

Data de lançamento: 2 de setembro de 2026

Gênero: RPG de Ação / Roguelike / Gestão

Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2

Desenvolvedor: Digital Sun

Estúdio/Publisher: 11 bit studios


Análise

Se você conhece o primeiro Moonlighter, provavelmente já sabe que existe uma coisa muito diferente nessa série: durante o dia você é comerciante, mas quando a noite chega, a loja fecha e começa a verdadeira aventura.

E Moonlighter 2: The Endless Vault pega exatamente essa ideia e transforma tudo em uma experiência muito maior.

Agora temos um mundo em 3D, novas masmorras, mais possibilidades de personalização, combate mais dinâmico e um sistema de comércio que continua sendo uma das partes mais importantes da experiência.

Mas existe uma pergunta que eu fiquei fazendo enquanto jogava:

será que essa mistura de loja e aventura ainda funciona quando o jogo cresce tanto?

Depois de passar bastante tempo entre a loja e as masmorras, posso dizer que sim.

E, em alguns momentos, funciona até melhor do que no primeiro jogo.

A ideia continua simples, mas funciona muito bem

A grande graça de Moonlighter 2: The Endless Vault continua sendo o seu ciclo de gameplay.

Você entra em uma masmorra.

Enfrenta inimigos.

Encontra relíquias.

Decide o que vale a pena carregar.

Volta para a vila.

Abre a sua loja.

Vende tudo.

E usa o dinheiro para ficar mais forte.

Parece simples.

E realmente é.

Mas é justamente essa simplicidade que faz você pensar:

"Só mais uma exploração."

Você entra novamente.

Encontra um item melhor.

Percebe que ainda existe espaço na mochila.

Resolve continuar.

Até que alguma coisa dá errado e você precisa decidir se vale a pena arriscar tudo ou voltar para casa.

Esse risco constante é uma das melhores características do jogo.

A mochila agora é praticamente parte do combate

Uma das coisas que mais gostei em Moonlighter 2 é como o espaço limitado da mochila interfere nas suas decisões.

Você não pode simplesmente pegar tudo.

Em algum momento, vai precisar escolher.

Levo este item raro?

Abandono aquele material?

Será que consigo chegar mais fundo na masmorra?

Ou será melhor voltar agora?

E isso muda completamente a forma como você explora.

Não é simplesmente entrar em uma dungeon e derrotar tudo que aparece.

Você está sempre pensando no próximo passo.

E quanto mais longe você consegue chegar, maiores ficam as recompensas e também os riscos.

O combate está mais dinâmico

Outra mudança que chama bastante atenção é o combate.

A passagem para o 3D trouxe uma experiência mais dinâmica, com diferentes tipos de armas, equipamentos e vantagens que ajudam a criar diferentes estilos de jogo.

E isso deixa os confrontos mais interessantes.

Você pode preferir jogar de maneira mais agressiva.

Pode tentar manter distância.

Pode apostar em determinadas combinações de equipamentos.

Ou simplesmente encontrar uma configuração que combine melhor com a forma como você gosta de jogar.

O combate não tenta transformar Moonlighter 2 em um RPG de ação extremamente complexo.

Ele mantém a acessibilidade.

Mas agora existe mais espaço para experimentar.

A mudança para o 3D funciona?

Essa era uma das minhas maiores dúvidas.

O primeiro Moonlighter tinha uma identidade visual 2D muito forte.

Então transformar a sequência em um jogo 3D poderia facilmente acabar tirando parte do charme original.

Mas a Digital Sun conseguiu manter aquela personalidade.

Os ambientes são coloridos.

Os personagens continuam carismáticos.

E as masmorras conseguem criar uma boa diferença visual entre os diferentes locais.

A mudança para o 3D não parece simplesmente uma tentativa de deixar o jogo mais moderno.

Ela ajuda na exploração e deixa o mundo de Moonlighter 2 mais interessante de percorrer.

Tresna é mais do que apenas uma vila

Depois de perder tudo, Will e os outros habitantes acabam em Tresna, um novo local que passa a ser a sua base.

E uma das coisas mais interessantes é ver esse lugar crescer junto com você.

No começo, tudo parece bastante simples.

Mas conforme você progride, começa a desbloquear melhorias, novos estabelecimentos, equipamentos, decorações e outras possibilidades.

A vila vai ganhando vida.

E isso cria uma sensação muito boa de progresso.

Você não está apenas ficando mais forte.

Está também ajudando a transformar o lugar onde está vivendo.

A loja continua sendo uma das melhores partes

E aqui está uma coisa que eu não esperava dizer depois de jogar:

vender os itens continua sendo tão divertido quanto explorar as masmorras.

Depois de passar vários minutos enfrentando inimigos e enchendo a mochila, chega a hora de abrir a loja.

Você coloca os itens à venda.

Define os preços.

Observa a reação dos clientes.

E tenta descobrir quanto eles estão dispostos a pagar.

O sistema permite desbloquear vantagens de venda, aproveitar eventos especiais e organizar as montras para tentar aumentar os lucros.

E isso cria uma mudança de ritmo muito boa.

Depois de uma exploração cheia de ação, você volta para algo mais tranquilo.

Mas ainda existe estratégia.

Se colocar um preço muito alto, pode perder uma venda.

Se colocar muito baixo, está praticamente dando o item.

Então existe aquele pequeno prazer de encontrar o preço certo.

O dinheiro realmente importa

O dinheiro que você consegue na loja não serve apenas para deixar o número da conta maior.

Ele volta diretamente para a sua aventura.

Você pode investir em equipamentos, melhorias e na própria vila.

E isso fecha muito bem o ciclo do jogo.

Você explora para conseguir itens.

Vende os itens para conseguir dinheiro.

Usa o dinheiro para melhorar.

E então volta para explorar lugares ainda mais perigosos.

É um ciclo simples, mas extremamente eficiente.

O Endless Vault é onde o jogo mostra os dentes

O grande destaque do segundo jogo está no Endless Vault.

Esse artefato misterioso coloca você diante de desafios cada vez maiores e oferece recompensas melhores conforme você consegue avançar.

E aqui aparece uma das características mais interessantes de Moonlighter 2:

o risco.

Quanto mais fundo você vai, maior é a recompensa.

Mas também aumenta a possibilidade de perder tudo.

E isso cria aquele conflito constante:

"Será que eu volto agora ou tento mais uma sala?"

É exatamente esse tipo de decisão que consegue prender o jogador.

A progressão ficou muito mais interessante

Outra evolução importante está na maneira como as masmorras e a loja conseguem oferecer diferentes possibilidades entre as partidas.

O próprio jogo foi desenvolvido para ter mais profundidade e rejogabilidade, com elementos que podem mudar entre as explorações e diferentes decisões durante o gerenciamento da loja.

Isso significa que você não está simplesmente seguindo uma sequência fixa.

Existe espaço para experimentar.

Mudar sua forma de jogar.

Testar equipamentos.

E encontrar combinações diferentes.

Isso ajuda bastante a evitar que a experiência fique totalmente previsível.

A história está mais presente

A aventura de Will também ganhou mais espaço.

Depois de chegar a Tresna, existe uma nova ameaça envolvendo Moloch, um colecionador interdimensional que tomou o controlo da aldeia.

A campanha vai apresentando novos personagens, missões e descobertas enquanto você tenta entender o que aconteceu e encontrar uma maneira de recuperar o seu lar.

Não é uma história que tenta roubar todo o protagonismo do gameplay.

E acho que isso foi uma boa decisão.

Porque o verdadeiro motivo para continuar jogando ainda está na exploração, no comércio e na progressão.

A história funciona como uma motivação extra.

E os gráficos?

Visualmente, Moonlighter 2: The Endless Vault é muito bonito.

A direção artística consegue combinar personagens estilizados com ambientes 3D bastante coloridos.

E existe uma diferença muito interessante entre a tranquilidade da vila e o perigo das masmorras.

Durante o dia, tudo parece mais tranquilo.

Durante a exploração, a sensação muda completamente.

Essa diferença ajuda a reforçar a própria estrutura do jogo.

Você sabe que está alternando entre duas experiências diferentes.

E justamente por isso o jogo não fica visualmente cansativo tão rapidamente.

O maior problema é o próprio ciclo do jogo

Agora, nem tudo é perfeito.

A estrutura de Moonlighter 2 pode acabar sendo repetitiva para alguns jogadores.

Explorar.

Voltar.

Vender.

Melhorar.

Explorar novamente.

Esse ciclo é o coração do jogo.

Mas também é a principal razão pela qual algumas pessoas podem acabar cansando.

Se você não gosta de repetir atividades para melhorar o seu personagem, equipamentos e loja, provavelmente vai sentir isso rapidamente.

Para quem gosta desse tipo de progressão, porém, é justamente aí que está a diversão.

A versão 1.0 trouxe ainda mais conteúdo

Outro ponto positivo é que a versão final não termina simplesmente quando você chega ao fim da história.

A versão 1.0 adicionou novas missões, equipamentos, desafios, opções de personalização da loja e uma experiência pós-jogo focada justamente no Endless Vault.

Depois da campanha, existe inclusive o Infinite Endless Vault, criado para quem quer levar a experiência muito mais longe.

Os desafios ficam cada vez mais difíceis e, se você falhar, pode perder o progresso daquele percurso.

Ou seja:

para quem gosta de desafios e quer continuar jogando depois da história, existe bastante coisa para fazer.

É necessário jogar o primeiro Moonlighter?

Não.

E isso é importante.

Embora existam referências às aventuras anteriores de Will, o próprio FAQ oficial do jogo explica que você não precisa ter jogado o primeiro Moonlighter para entender ou aproveitar a sequência.

Claro que quem jogou o primeiro vai reconhecer algumas ideias e personagens.

Mas Moonlighter 2: The Endless Vault consegue funcionar como uma nova aventura.

E isso é ótimo para quem está chegando agora.


✅ Pontos Positivos

  • Mistura muito bem exploração, combate e gerenciamento da loja.
  • Mudança para o 3D funciona muito bem.
  • Combate mais dinâmico e fluido.
  • Sistema de mochila cria decisões interessantes durante as explorações.
  • Grande variedade de equipamentos, armas e vantagens.
  • Sistema de comércio continua extremamente divertido.
  • Tresna evolui junto com o progresso do jogador.
  • Endless Vault aumenta bastante a rejogabilidade.
  • Boa quantidade de conteúdo para o pós-jogo.
  • Visual bonito e cheio de personalidade.
  • História funciona bem sem atrapalhar o gameplay.
  • Não é necessário jogar o primeiro Moonlighter para aproveitar a sequência.
  • Legendas em português

❌ Pontos Negativos

  • O ciclo de gameplay pode ficar repetitivo depois de muitas horas.
  • Quem não gosta de grind pode se cansar rapidamente.
  • Algumas atividades acabam seguindo estruturas parecidas.
  • A gestão da loja pode não agradar quem procura apenas ação.
  • A dificuldade pode aumentar bastante nas áreas mais avançadas.

🎯 Conclusão

Vou ser sincero: Moonlighter 2: The Endless Vault conseguiu melhorar uma fórmula que já era bastante interessante.

A ideia de explorar masmorras durante a noite e administrar uma loja durante o dia continua sendo o coração da experiência.

Mas agora tudo está maior.

O mundo está em 3D.

O combate está mais dinâmico.

A personalização ganhou novas possibilidades.

A vila evolui.

E o Endless Vault oferece um motivo muito forte para continuar explorando mesmo depois de terminar a campanha.

O que mais gostei é que o jogo consegue fazer duas coisas completamente diferentes funcionarem juntas.

Em um momento você está lutando contra inimigos, tentando não perder seus itens.

Pouco depois está dentro da loja, tentando descobrir quanto pode cobrar por aquela relíquia que acabou de conseguir.

E as duas partes acabam dependendo uma da outra.

Você explora para ganhar dinheiro.

Você ganha dinheiro para ficar mais forte.

E fica mais forte para conseguir explorar ainda mais.

É um ciclo simples, mas extremamente viciante.

Claro que existe o problema da repetição.

Se você não gosta desse tipo de progressão, provavelmente vai sentir que algumas atividades começam a se repetir demais.

Mas se você gosta de RPGs com elementos roguelike, gerenciamento, exploração e aquela sensação de "só mais uma tentativa", Moonlighter 2: The Endless Vault tem muito para oferecer.

Para mim, é uma sequência que não abandona aquilo que tornou o primeiro jogo especial.

Pelo contrário.

Pega a ideia original, coloca em um mundo 3D, aumenta a escala e adiciona mais possibilidades.

E talvez essa seja a melhor forma de resumir Moonlighter 2:

você entra em uma masmorra querendo apenas conseguir alguns itens...

e acaba voltando para casa pensando:

"Só mais uma exploração antes de fechar a loja."


E o que você achou do game?

Você já jogou o primeiro Moonlighter ou conheceu a série agora com Moonlighter 2: The Endless Vault?

E quero saber uma coisa:

você prefere passar horas explorando as masmorras ou fica mais viciado na parte de administrar a loja?

Não esqueça de fazer um comentário! 👇


🎮 Minha gameplay

Confira também a minha gameplay de Moonlighter 2: The Endless Vault e veja na prática o combate, a exploração das masmorras, o sistema de loja e toda a evolução de Will em Tresna.

Minha gameplay:





⭐ Nota

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Aliens Fireteam Elite 2 Review: Vale a Pena? Análise Completa

 

REVIEW - Aliens: Fireteam Elite 2

Nome do Game: Aliens: Fireteam Elite 2

Data de lançamento: 25 de agosto de 2026

Gênero: Ação / Tiro em terceira pessoa / Cooperativo / Survival Shooter

Plataformas: PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S

Desenvolvedor: Cold Iron Studios

Estúdio/Publisher: Daybreak Game Company


Análise

Vou ser sincero: entrar novamente no universo de Aliens já cria uma expectativa enorme.

Afinal, estamos falando de uma das franquias mais conhecidas da ficção científica, com Xenomorfos, Colonial Marines, corredores escuros e aquela sensação constante de que alguma coisa pode aparecer atrás de você a qualquer momento.

E Aliens: Fireteam Elite 2 entende muito bem essa parte.

Mas, em vez de tentar transformar tudo em uma experiência de terror lenta, o jogo aposta novamente na ação cooperativa.

Aqui você entra em combate sabendo que o problema não é apenas encontrar um Xenomorfo.

O verdadeiro problema é perceber que existem dezenas deles vindo na sua direção.

E quando a situação começa a sair do controle, a pergunta deixa de ser se você vai sobreviver.

A pergunta passa a ser:

por quanto tempo o seu esquadrão consegue continuar de pé?

A sequência amplia bastante a fórmula do primeiro jogo, trazendo agora suporte para até quatro jogadores, novas possibilidades de personalização, inimigos mais inteligentes, cinco classes e uma nova classe Specialist totalmente personalizável para o endgame.

Quatro jogadores fazem uma diferença enorme

Uma das maiores mudanças de Aliens: Fireteam Elite 2 está no cooperativo.

O primeiro jogo trabalhava com três jogadores, enquanto a sequência aumenta o esquadrão para quatro.

E pode parecer apenas uma mudança de número, mas na prática isso faz bastante diferença.

Agora existe mais espaço para pensar na composição da equipe.

Cada classe possui suas próprias habilidades e estilos de combate, e um grupo bem organizado consegue lidar melhor com situações que rapidamente se transformam em caos.

Você pode ter alguém focado em segurar os inimigos.

Outro jogador pode assumir uma função mais ofensiva.

Enquanto alguém trabalha para manter a equipe viva ou utiliza uma construção focada em outra necessidade do grupo.

Isso deixa o cooperativo mais estratégico.

Não é simplesmente juntar quatro pessoas e começar a atirar.

Ou pelo menos, não deveria ser.

Quando todos trabalham juntos, a experiência fica muito melhor.

E quando ninguém conversa, cada um corre para um lado e os Xenomorfos começam a aparecer por todos os corredores... bem, aí você descobre rapidamente por que o trabalho em equipe é tão importante.

A sensação de estar cercado continua sendo o melhor do jogo

Se existe uma coisa que a série faz muito bem, é criar a sensação de pressão.

Você pode estar caminhando tranquilamente por um corredor.

Tudo parece sob controle.

Alguns inimigos aparecem.

Você elimina todos.

E então escuta aquele som.

De repente, começa a surgir um Xenomorfo de um lado.

Depois outro.

Depois mais alguns.

E quando percebe, o grupo inteiro está tentando sobreviver a uma verdadeira invasão.

É justamente nesses momentos que Aliens: Fireteam Elite 2 funciona melhor.

O jogo consegue transformar encontros relativamente tranquilos em situações completamente caóticas.

Você precisa observar os flancos.

Controlar a munição.

Ajudar os companheiros.

E continuar prestando atenção no que está acontecendo atrás de você.

Porque, no universo de Aliens, ficar parado olhando apenas para frente costuma ser uma péssima ideia.

Os inimigos estão mais agressivos

A sequência também apresenta inimigos mais inteligentes e agressivos.

Isso faz com que os combates não pareçam simplesmente uma sequência de criaturas correndo diretamente na sua direção.

Os Xenomorfos podem atacar, emboscar e pressionar a equipe de maneiras diferentes, obrigando o grupo a adaptar sua estratégia. Além dos inimigos conhecidos, o jogo também traz outras ameaças, incluindo Synthetics e criaturas ligadas a experimentos com armas biológicas.

E essa variedade ajuda bastante.

Porque uma das coisas que poderia prejudicar um jogo desse estilo seria transformar todos os confrontos na mesma situação.

Aqui, você precisa prestar atenção no tipo de ameaça que está enfrentando.

Nem sempre a solução será simplesmente continuar atirando.

Às vezes, é preciso mudar de posição.

Às vezes, concentrar o fogo em um inimigo específico.

E, em outras situações, simplesmente correr para tentar não ficar cercado.

Cinco classes e mais liberdade para criar seu Marine

Outra parte importante de Aliens: Fireteam Elite 2 está na progressão.

O jogo apresenta cinco classes, cada uma com suas próprias características, além de melhorias e diferentes possibilidades de construção.

Isso já cria uma boa variedade.

Mas o destaque está na nova Specialist class, voltada para o endgame e com um nível maior de personalização.

A ideia é permitir que você construa um Marine mais adaptado ao seu estilo de jogo.

E isso é algo que faz diferença em um jogo cooperativo.

Nem todo jogador quer utilizar a mesma arma.

Nem todo mundo quer desempenhar a mesma função.

Ter mais opções ajuda a fazer com que o personagem pareça realmente seu.

Você pode montar uma construção pensando em causar mais dano, ajudar o grupo ou encontrar um estilo que combine melhor com a maneira como gosta de jogar.

As armas agora oferecem mais possibilidades

A personalização das armas também ganhou mais profundidade.

O jogo permite trabalhar com modos de disparo, Augments e Weapon Traits, oferecendo mais maneiras de adaptar o arsenal.

E isso é importante porque o combate ocupa praticamente o centro da experiência.

Você está atirando o tempo inteiro.

Então, quanto mais liberdade existe para adaptar as armas, mais interessante fica encontrar uma combinação que realmente funcione para você.

É o tipo de sistema que incentiva a experimentar.

Talvez uma configuração funcione melhor contra hordas.

Outra seja mais eficiente para determinados inimigos.

E uma terceira combine perfeitamente com a classe que você escolheu.

Não é apenas pegar uma arma e esquecer dela até o final.

Existe espaço para construir seu próprio estilo.

O Modo Horda continua o caos

Para quem gosta de testar os limites da equipe, Aliens: Fireteam Elite 2 também chega com mapas dedicados ao Modo Horda.

A proposta é simples.

Sobreviva.

Depois sobreviva mais um pouco.

E então tente sobreviver quando tudo começar a ficar muito mais difícil.

As ondas aumentam, os inimigos ficam cada vez mais perigosos e as recompensas acompanham o desafio. É um modo que coloca a coordenação do grupo e a habilidade dos jogadores à prova.

E, sinceramente, é exatamente o tipo de conteúdo que combina com Aliens.

Porque se existe uma coisa que todo fã da franquia quer experimentar, é aquela cena em que o grupo fica encurralado e precisa segurar a posição contra uma quantidade absurda de Xenomorfos.

Aqui você pode fazer isso.

Só não espere que o jogo tenha pena de você.

O cooperativo entre plataformas é uma excelente adição

Outra novidade muito importante é o cross-platform co-op.

Agora é possível jogar com amigos em diferentes plataformas, e o jogo também adiciona chat de voz entre plataformas.

Para um jogo que depende tanto da cooperação, isso é uma ótima decisão.

Encontrar um grupo para jogar pode ser muito mais fácil quando você não fica limitado a apenas uma plataforma.

E como comunicação faz diferença, o chat de voz entre plataformas também ajuda bastante.

Porque, novamente, quando um Xenomorfo aparece atrás de um companheiro, digitar uma mensagem provavelmente não será rápido o suficiente.

A ambientação continua sendo uma das maiores forças

Mesmo sendo um jogo muito mais focado na ação do que no terror, Aliens: Fireteam Elite 2 consegue aproveitar muito bem o universo.

Os corredores escuros.

Os sons.

A sensação de entrar em um lugar e não saber o que está esperando.

Tudo ajuda a construir a atmosfera.

E o jogo sabe exatamente quando usar isso.

Você pode passar alguns segundos explorando uma área relativamente silenciosa.

A tensão começa a aumentar.

Você ouve alguma coisa.

Nada aparece.

E então, quando finalmente baixa a guarda, o combate começa.

É uma fórmula conhecida, mas funciona porque faz parte do DNA da franquia.

Onde o jogo poderia melhorar

Agora, apesar de todas as novidades, existe uma coisa que precisa ser considerada.

Aliens: Fireteam Elite 2 é um jogo que depende muito de você gostar da proposta cooperativa.

É possível jogar sozinho, mas a experiência foi claramente construída para funcionar melhor em equipe.

Grande parte da diversão está na comunicação, nas classes trabalhando juntas e no caos de enfrentar hordas com outros jogadores.

Então, se você procura uma grande campanha focada apenas em jogar sozinho, talvez a experiência não tenha o mesmo impacto.

Outro ponto é que a estrutura baseada em repetir missões e melhorar seu personagem pode não agradar todo mundo.

Para quem gosta de voltar, testar novas construções, experimentar armas e enfrentar desafios maiores, existe bastante espaço para continuar jogando.

Mas quem procura uma experiência totalmente diferente a cada missão pode sentir a repetição aparecer.

Também acredito que, por ser uma sequência, alguns jogadores podem esperar uma evolução ainda maior em determinados aspectos.

As novas mecânicas melhoram a fórmula, mas o jogo continua muito fiel à base de Aliens: Fireteam Elite.

Para os fãs, isso provavelmente é uma qualidade.

Para quem esperava uma transformação completa, talvez não seja.


✅ Pontos Positivos

  • Excelente sensação de enfrentar hordas de Xenomorfos.
  • Cooperativo para até quatro jogadores.
  • Mecânicas de esquadrão mais estratégicas.
  • Cinco classes com estilos diferentes.
  • Nova classe Specialist totalmente personalizável.
  • Boa variedade de construções e progressão.
  • Personalização mais profunda das armas.
  • Modo Horda adiciona bastante desafio.
  • Cross-platform co-op.
  • Chat de voz entre plataformas.
  • Inimigos mais inteligentes e agressivos.
  • Ambientação aproveita muito bem o universo de Aliens.
  • Combates conseguem criar momentos de puro caos.

❌ Pontos Negativos

  • A experiência funciona melhor em cooperação do que sozinho.
  • A estrutura de repetir missões pode cansar alguns jogadores.
  • A fórmula continua bastante próxima do primeiro jogo.
  • Quem procura uma campanha solo mais narrativa pode sentir falta de algo maior.
  • Alguns jogadores podem esperar mudanças ainda mais profundas em uma sequência.
  • Falta de legendas em português

🎯 Conclusão

Vou ser sincero: Aliens: Fireteam Elite 2 sabe exatamente o que os fãs queriam de uma sequência.

Mais Xenomorfos.

Mais caos.

Mais opções de personalização.

E, principalmente, mais jogadores tentando sobreviver juntos.

A mudança de três para quatro jogadores faz mais diferença do que parece.

As classes oferecem mais possibilidades, o Specialist cria uma camada extra para quem quer continuar evoluindo no endgame e a personalização das armas ajuda a deixar cada Marine mais próximo do estilo que você gosta de utilizar.

Mas o que realmente continua funcionando é aquela sensação de pressão.

Você nunca sabe quando uma situação tranquila vai se transformar em uma luta desesperada pela sobrevivência.

E quando o grupo está bem organizado, todos atirando, usando suas habilidades e tentando impedir que os Xenomorfos atravessem a linha de defesa, Aliens: Fireteam Elite 2 entrega alguns momentos realmente divertidos.

Claro que o jogo não é perfeito.

Ele continua dependendo bastante do cooperativo e sua estrutura pode parecer repetitiva para quem não gosta de repetir missões para evoluir.

Também não reinventa completamente a fórmula.

Mas talvez isso não fosse necessário.

A Cold Iron Studios entendeu que a base do primeiro jogo funcionava e decidiu expandir o que já era divertido.

Mais jogadores.

Mais possibilidades.

Mais personalização.

Mais inimigos.

E mais caos.

Se você é fã de Aliens, gosta de jogos cooperativos e quer reunir amigos para enfrentar hordas enormes de Xenomorfos, Aliens: Fireteam Elite 2 merece muito a sua atenção.

Porque, no fim das contas, quando a porta se fecha, os inimigos começam a surgir e você escuta os tiros dos seus companheiros ao lado...

Você percebe uma coisa:

não importa quantos Xenomorfos estejam vindo. O problema é quando eles param de vir.


E o que você achou do game?

Você jogou o primeiro Aliens: Fireteam Elite?

E agora quero saber: você prefere enfrentar os Xenomorfos sozinho ou reunir três amigos para sobreviver ao caos de Aliens: Fireteam Elite 2?

Na minha opinião, esse é exatamente o tipo de jogo que fica ainda melhor quando todo o grupo está desesperado tentando sobreviver.

Não esqueça de fazer um comentário! 👇


🎮 Minha gameplay

Confira também a minha gameplay de Aliens: Fireteam Elite 2 e veja na prática os combates contra os Xenomorfos, as classes, as armas, o cooperativo e toda a ação dessa nova batalha pela sobrevivência.

Minha gameplay:





⭐ Nota

sábado, 5 de setembro de 2026

AGGELOS 2 REVIEW: VALE A PENA? ANÁLISE COMPLETA

 

REVIEW - Aggelos 2

Nome do Game: Aggelos 2

Data de lançamento: 27 de agosto de 2026

Gênero: Ação / Plataforma / Metroidvania

Plataformas: PC, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S, Xbox One e Nintendo Switch

Desenvolvedor: WONDERBOY BOBI

Estúdio/Publisher: PQube / PixelHeart


Análise

Se você gosta daqueles jogos que conseguem misturar pixel art, exploração, combates rápidos e aquela sensação de descobrir um novo caminho a cada habilidade desbloqueada, Aggelos 2 tem bastante coisa para oferecer.

Mas existe uma diferença importante nesta sequência.

O jogo não quer simplesmente repetir a aventura do primeiro Aggelos.

Agora temos dois reinos que existem lado a lado, novas habilidades, novos inimigos, puzzles e uma mecânica que acaba se tornando o coração de toda a experiência:

a possibilidade de alternar entre as formas de Anjo e Demônio.

E isso muda muito mais do que eu esperava.

A forma angelical é mais lenta e disciplinada, enquanto a forma demoníaca é muito mais rápida, agressiva e focada em poderes sombrios.

O interessante é que essa diferença não fica limitada ao combate.

Você também precisa utilizar as duas formas para explorar o mundo, resolver puzzles e encontrar caminhos que antes pareciam impossíveis.

E é justamente aí que Aggelos 2 começa a mostrar sua verdadeira identidade.

Dois mundos que funcionam juntos

Uma das melhores ideias de Aggelos 2 está na estrutura do mundo.

Em vez de simplesmente criar um mapa maior e colocar mais coisas dentro dele, o jogo apresenta dois reinos sobrepostos.

Você tem o mundo da Luz e o mundo das Trevas.

Os dois possuem seus próprios inimigos, segredos, desafios e caminhos.

E o mais interessante é que eles estão conectados.

Você pode encontrar um obstáculo em um reino e perceber que a solução está no outro.

Pode existir uma passagem bloqueada.

Um mecanismo que você ainda não consegue ativar.

Ou uma área que parece completamente inacessível.

Até que você percebe que precisa trocar de forma.

Essa estrutura deixa a exploração muito mais interessante.

Você começa a observar o cenário de uma maneira diferente.

E quando percebe que aquele lugar que parecia apenas parte do cenário pode ser importante mais tarde, a curiosidade começa a tomar conta.

A troca entre Anjo e Demônio é o grande destaque

Se existe uma mecânica que define Aggelos 2, é essa.

Na forma de Anjo, você possui uma abordagem mais lenta e defensiva.

Ela favorece precisão e permite lidar com determinadas ameaças de uma maneira mais controlada.

Já a forma de Demônio muda completamente o ritmo.

Você fica mais rápido, agressivo e ganha acesso a poderes sombrios.

E o jogo realmente quer que você use as duas.

Não existe simplesmente uma forma melhor que a outra.

Cada situação pode exigir uma abordagem diferente.

Você pode estar lutando contra um inimigo e perceber que a forma demoníaca funciona melhor.

Poucos segundos depois, precisa mudar novamente para conseguir atravessar determinada área.

E isso cria uma dinâmica muito interessante.

Você não está apenas aprendendo a lutar.

Está aprendendo quando ser Anjo e quando ser Demônio.

O combate é rápido, mas exige precisão

O combate de Aggelos 2 segue uma proposta bastante direta.

Você tem ataques rápidos, inimigos com diferentes padrões e uma movimentação que exige bastante atenção.

Mas o jogo não transforma tudo em simplesmente apertar o botão de ataque.

Alguns inimigos possuem comportamentos que exigem que você observe antes de avançar.

Outros podem ser derrotados com mais facilidade utilizando a forma correta.

E quando começam a aparecer vários inimigos ao mesmo tempo, saber alternar entre as formas passa a ser ainda mais importante.

É uma experiência que recompensa reflexos, mas também exige estratégia.

E isso combina muito bem com a proposta do jogo.

Você pode jogar de maneira mais agressiva.

Pode ser mais cuidadoso.

Ou pode simplesmente experimentar até encontrar a forma que funciona melhor para você.

A exploração é praticamente metade da aventura

Como todo bom Metroidvania, Aggelos 2 não entrega tudo de uma vez.

Você começa com algumas habilidades e, conforme avança, desbloqueia novas maneiras de interagir com o mundo.

E isso inclui habilidades como voar, agarrar paredes e realizar dashes, além de ataques especiais.

Cada nova habilidade abre possibilidades.

Você passa por uma área que parecia impossível.

Horas depois encontra uma nova habilidade.

E imediatamente pensa:

"Eu preciso voltar lá."

É esse tipo de progressão que faz a exploração funcionar.

Você não está apenas coletando melhorias porque precisa ficar mais forte.

Você está desbloqueando novas maneiras de enxergar o mapa.

E quanto mais habilidades você consegue, mais o mundo parece se abrir.

Os dois reinos mudam a maneira de explorar

O mais interessante é que as habilidades não funcionam apenas como ferramentas de movimentação.

Os próprios mundos reagem às formas que você utiliza.

Existem elementos ligados à Luz que podem ser manipulados utilizando o Anjo.

Enquanto determinados obstáculos e barreiras podem exigir os poderes do Demônio.

Isso significa que trocar de forma também é uma maneira de interagir com o ambiente.

E é aqui que os puzzles entram.

Você precisa memorizar caminhos, manipular mecanismos, evitar armadilhas e descobrir como os diferentes elementos dos dois mundos estão conectados.

Não é apenas uma questão de encontrar a porta.

É descobrir como fazer a porta existir para você.

Os puzzles ajudam a quebrar o ritmo

Outra coisa que gostei em Aggelos 2 é que o jogo não coloca combate o tempo inteiro.

Entre uma batalha e outra, existem desafios que fazem você parar e pensar.

Alguns são simples.

Outros exigem que você observe melhor o cenário.

E existem situações em que você precisa lembrar de um caminho ou mecanismo que encontrou anteriormente.

Isso ajuda a criar um ritmo mais equilibrado.

Você luta.

Explora.

Resolve um puzzle.

Desbloqueia uma habilidade.

Volta para uma área antiga.

Encontra um novo caminho.

E começa tudo novamente.

É uma estrutura bastante tradicional de Metroidvania, mas funciona bem aqui.

E os chefes?

Aqui temos alguns dos maiores testes de Aggelos 2.

O jogo apresenta 13 chefes gigantes, espalhados pelos dois reinos.

E eles não estão ali apenas para aumentar a dificuldade.

As batalhas exigem que você observe os padrões e entenda o momento certo para atacar.

Alguns ataques deixam pequenas janelas para contra-atacar.

Outros obrigam você a utilizar melhor a movimentação.

E, novamente, a troca entre Anjo e Demônio pode fazer toda a diferença.

Você começa tentando entender o comportamento do chefe.

Depois percebe que determinada forma é mais eficiente.

Troca.

Ataca.

Desvia.

E começa a encontrar seu ritmo.

Quando finalmente derrota um chefe que estava causando problemas, a sensação é muito boa.

É aquele tipo de vitória que realmente parece conquistada.

A progressão incentiva você a explorar

Aggelos 2 também possui um sistema de Orbs que permite melhorar o personagem.

Esses recursos podem ser utilizados para desbloquear ataques especiais, aumentar sua força e melhorar sua capacidade de sobrevivência.

E isso cria mais uma razão para explorar.

Você não está procurando segredos apenas porque quer completar o mapa.

Está procurando porque pode encontrar algo que realmente vai ajudar durante a aventura.

Além disso, novas habilidades aparecem conforme você avança.

Isso faz com que o personagem cresça junto com o mundo.

Você começa limitado.

Depois ganha mais mobilidade.

Mais poder.

Mais opções.

E, aos poucos, percebe que aquilo que parecia impossível no início agora é relativamente simples.

A pixel art é um dos grandes destaques

Visualmente, Aggelos 2 sabe exatamente o que quer ser.

O jogo aposta em uma pixel art com forte inspiração nos clássicos de 16 bits, mas apresenta sprites bastante detalhados e uma movimentação muito mais fluida.

E isso funciona especialmente bem nos dois reinos.

O mundo da Luz possui uma identidade própria.

O mundo das Trevas também.

A diferença entre eles ajuda a criar uma sensação de mudança sempre que você atravessa de um lado para o outro.

E mesmo sendo um jogo claramente inspirado no passado, ele não parece simplesmente um título antigo.

Existe uma preocupação em deixar tudo mais moderno sem abandonar a estética retrô.

O jogo ficou maior

Uma das maiores diferenças em relação ao primeiro Aggelos está justamente na escala.

Os dois reinos se sobrepõem e criam uma aventura que é descrita como quase duas vezes maior que a experiência original.

Isso faz diferença porque existe muito mais espaço para exploração.

Mais caminhos.

Mais segredos.

Mais desafios.

E, principalmente, mais motivos para voltar a lugares que você já visitou.

É uma expansão natural da fórmula.

O jogo não precisa abandonar aquilo que funcionava.

Ele simplesmente coloca mais possibilidades dentro dela.

A história poderia ser mais forte

A história de Aggelos 2 funciona principalmente como uma forma de conduzir a aventura.

Você assume o papel de um Aggelos, a mais elevada ordem dos anjos, escolhido por Balro para viajar pelo Reino de Lumen.

Mas Lumen está sob ataque.

Os Deuses da Luz estão prestes a perder a batalha contra o Exército das Trevas.

E para sobreviver ao conflito, você precisa aceitar seu próprio lado sombrio.

A ideia combina muito bem com a mecânica de Anjo e Demônio.

O problema é que, para mim, a narrativa acaba ficando em segundo plano.

As ideias estão lá.

Mas o que realmente prende é explorar os mundos, desbloquear habilidades e descobrir novos caminhos.

Se você procura uma história extremamente profunda, provavelmente vai encontrar experiências mais interessantes em outros jogos.

Mas se o foco for gameplay, a situação muda completamente.

Ainda existem alguns problemas

Apesar de fazer muita coisa certa, Aggelos 2 não é perfeito.

A estrutura de Metroidvania pode fazer com que você fique um pouco perdido em determinados momentos.

Principalmente quando desbloqueia uma nova habilidade e precisa lembrar exatamente onde encontrou aquela área que agora consegue acessar.

Alguns trechos de plataforma também exigem bastante precisão.

E isso pode gerar algumas mortes que parecem mais frustrantes do que desafiadoras.

Outro ponto é que a simplicidade da proposta pode não agradar quem procura sistemas muito mais profundos.

Mas, sinceramente, acho que isso faz parte da identidade do jogo.

Aggelos 2 não quer ser um RPG gigantesco cheio de sistemas.

Ele quer ser uma aventura de ação e plataforma com exploração, combate e uma boa dose de nostalgia.

E nisso ele funciona muito bem.


✅ Pontos Positivos

  • Sistema de Anjo e Demônio é muito bem utilizado.
  • Dois mundos interligados aumentam bastante a exploração.
  • Combate rápido e responsivo.
  • Boa variedade de habilidades.
  • Exploração recompensa a curiosidade.
  • 13 chefes gigantes.
  • Puzzles ajudam a variar o ritmo.
  • Sistema de Orbs adiciona progressão.
  • Pixel art muito bonita.
  • Excelente sensação de evolução.
  • Boa variedade de inimigos e desafios.
  • Aventura consideravelmente maior que a original.
  • Ótima combinação entre nostalgia e elementos modernos.
  • Legendas em português

❌ Pontos Negativos

  • Alguns trechos de plataforma podem ser frustrantes.
  • A exploração pode deixar o jogador perdido em determinados momentos.
  • Voltar para áreas antigas pode ficar cansativo.
  • A história poderia ser mais desenvolvida.
  • Alguns sistemas são relativamente simples.
  • Pode não agradar quem procura um RPG mais profundo.

🎯 Conclusão

Vou ser sincero: Aggelos 2 é uma sequência que entende muito bem o que precisava fazer para crescer sem perder sua identidade.

Em vez de simplesmente aumentar o mapa e colocar mais inimigos, o jogo encontrou uma mecânica que consegue influenciar praticamente toda a aventura.

A possibilidade de alternar entre Anjo e Demônio não serve apenas para mudar o combate.

Ela muda a exploração.

Muda os puzzles.

Muda a maneira como você atravessa os cenários.

E faz com que os dois mundos tenham uma relação muito mais interessante.

O combate também funciona muito bem.

É rápido, exige atenção e consegue criar boas situações quando você precisa escolher rapidamente qual forma utilizar.

E quando isso se junta às novas habilidades, aos Orbs e aos segredos espalhados pelos mapas, existe uma sensação constante de progressão.

Você sempre tem algum motivo para continuar explorando.

Claro que existem problemas.

Algumas partes podem ser frustrantes, a história poderia ser mais desenvolvida e a estrutura de Metroidvania pode fazer você perder algum tempo tentando lembrar onde deveria usar aquela nova habilidade.

Mas, quando olho para o conjunto, Aggelos 2 entrega exatamente o tipo de aventura que os fãs desse gênero procuram.

Ele tem pixel art bonita.

Combate rápido.

Exploração.

Puzzles.

Chefes.

Segredos.

E, principalmente, uma mecânica central que realmente faz diferença.

Se você gosta de Metroidvania, jogos de plataforma, ação 2D e aventuras com estética retrô, Aggelos 2 merece sua atenção.

Principalmente se você gosta daquela sensação de encontrar uma nova habilidade e imediatamente começar a pensar em todos os lugares que agora consegue alcançar.

Porque é justamente essa curiosidade que faz você continuar jogando.


E o que você achou do game?

Você já jogou o primeiro Aggelos ou Aggelos 2 será seu primeiro contato com a série?

Quero saber também o que você achou da mecânica de alternar entre Anjo e Demônio.

Você prefere jogar de forma mais defensiva com o Anjo ou partir para cima dos inimigos usando o Demônio?

Não esqueça de fazer um comentário! 👇


🎮 Minha gameplay

Confira também a minha gameplay de Aggelos 2 e veja na prática o combate, as transformações entre Anjo e Demônio, os chefes, as habilidades e toda a exploração dos dois reinos.

Minha gameplay:



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⭐ Nota