REVIEW - Barbarian Saga: The Beastmaster
Nome do Game: Barbarian Saga: The Beastmaster
Data de lançamento: 9 de setembro de 2026
Gênero: Ação / Aventura / Metroidvania
Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch
Desenvolvedor: Dormidin Studio
Estúdio/Publisher: Selecta Play
Análise
Se você gosta de Metroidvanias com aquele estilo de fantasia mais clássico, cheio de espadas, monstros, magia e violência, Barbarian Saga: The Beastmaster provavelmente vai chamar sua atenção logo nos primeiros minutos.
Mas existe uma coisa que diferencia esse jogo de muitos outros do género.
Aqui, você não é apenas um guerreiro com uma espada.
Você é o último dos Beastmasters e consegue utilizar as almas de animais e criaturas para assumir diferentes formas durante a aventura.
E essa ideia acaba sendo uma das partes mais interessantes do jogo.
A história acontece em Arborea, um mundo que voltou a enfrentar uma guerra entre humanos e não-humanos. O novo rei de Imperia e o Reino Sagrado iniciaram uma ofensiva contra os não-humanos, utilizando o poder do feiticeiro Trece XIII e dos seus generais.
No meio desse conflito surge uma antiga profecia.
E é aí que começa a jornada do Beastmaster.
Um Metroidvania com cara de fantasia clássica
A primeira coisa que chama atenção em Barbarian Saga: The Beastmaster é a sua direção artística.
O jogo aposta em uma apresentação 2D desenhada à mão, com uma estética claramente inspirada na fantasia clássica.
Existe aquela sensação de estar dentro de uma aventura de espada e feitiçaria.
Monstros.
Cavaleiros.
Florestas.
Castelos.
Magia.
E personagens que parecem ter saído diretamente de uma animação de fantasia dos anos 80 ou 90.
É uma identidade visual que funciona muito bem para a proposta.
E mesmo quando os cenários são mais simples, existe personalidade suficiente para fazer Arborea parecer um mundo próprio.
A transformação é a grande diferença
E aqui está o que realmente diferencia o jogo.
O protagonista consegue utilizar as almas das criaturas para se transformar em diferentes animais.
Essas transformações não servem apenas para deixar o personagem mais forte.
Elas fazem parte da própria exploração.
Conforme você consegue novas habilidades, determinadas áreas que antes pareciam impossíveis começam a ficar acessíveis.
É aquela estrutura clássica de Metroidvania:
você encontra um caminho bloqueado.
Continua a aventura.
Consegue uma nova habilidade.
E depois percebe:
"Espera... agora eu consigo voltar lá."
Essa sensação de descobrir novos caminhos é uma das coisas que mais funciona em Barbarian Saga: The Beastmaster.
O mapa é conectado
O jogo utiliza um mapa contínuo no estilo Metroidvania, permitindo abrir novos caminhos e acessar regiões anteriormente bloqueadas conforme você ganha novas habilidades.
Isso significa que explorar não é apenas seguir uma linha reta.
Você precisa prestar atenção nos caminhos.
Nas áreas inacessíveis.
Nos locais que parecem esconder alguma coisa.
E, principalmente, lembrar de onde encontrou determinado obstáculo.
Esse tipo de exploração é exatamente o que espero de um bom Metroidvania.
O jogo quer que você tenha curiosidade.
O combate é baseado na espada
A principal arma do protagonista é a Heart-Eater, uma espada especial que faz parte da identidade do jogo.
O combate é direto e aposta bastante em ataques corpo a corpo.
Você precisa observar os inimigos, entender os seus movimentos e encontrar o momento certo para atacar.
Não é um sistema extremamente complexo.
Mas funciona bem quando você começa a entender o ritmo de cada inimigo.
E isso fica ainda mais interessante durante os confrontos contra os chefes.
As habilidades ajudam a mudar a forma de jogar
Além das transformações, você também pode encontrar novas técnicas de espada durante a aventura.
O jogo apresenta habilidades que foram ensinadas pelo antigo Sensei do protagonista, além de poções mágicas e outros recursos que ajudam durante os combates.
Isso cria uma progressão que vai além de simplesmente aumentar a barra de vida.
Você começa com um conjunto mais limitado de possibilidades.
Depois vai desbloqueando novas ferramentas.
E aos poucos começa a perceber que determinadas habilidades também podem ser úteis para chegar a lugares que antes estavam fora do seu alcance.
O colar de contas é uma ideia interessante
Outro sistema que gostei bastante é o colar ritual.
Durante a aventura você encontra diferentes tipos de contas, incluindo presas, amuletos e raízes de plantas.
Esses itens podem modificar características como os ataques, a vitalidade e a mana.
É uma forma simples de personalizar o personagem.
Você pode adaptar o seu equipamento para uma determinada situação.
Quer causar mais dano?
Precisa de mais resistência?
Quer melhorar a utilização de magia?
Essas escolhas ajudam a criar um pouco mais de liberdade dentro do sistema de progressão.
As arenas trazem uma mudança interessante
E aqui temos uma das ideias mais diferentes do jogo.
Além da exploração tradicional do Metroidvania, existem Arenas onde você pode enfrentar adversários em combates mais próximos dos jogos de luta clássicos.
A câmera se aproxima e aparecem barras de energia, criando uma apresentação bem diferente daquela utilizada durante a exploração.
É uma mudança interessante de ritmo.
Você sai daquele mapa de exploração e entra em uma espécie de duelo.
Não é algo que substitui o combate principal, mas ajuda a criar momentos diferentes durante a aventura.
Os chefes são um dos melhores momentos
E falando em combate, os chefes são provavelmente onde o jogo mais consegue mostrar o seu potencial.
As batalhas exigem que você observe os padrões dos adversários.
Você precisa entender quando atacar.
Quando recuar.
E quando é melhor simplesmente esperar.
Esse tipo de confronto combina muito bem com a estrutura de um Metroidvania.
Você passou um bom tempo explorando e melhorando o personagem.
Então chega aquele momento em que precisa colocar tudo o que aprendeu em prática.
E quando finalmente derrota um chefe, normalmente existe aquela sensação de:
"Agora sim, consegui."
Existem vários finais
Outra característica interessante é que as suas interações e decisões podem influenciar o desenvolvimento da aventura.
O jogo apresenta vários NPCs que ajudam a desenvolver a narrativa e podem abrir novas missões e diferentes arcos.
Essas interações também estão relacionadas aos diferentes finais disponíveis.
Isso adiciona um motivo para voltar ao jogo depois de terminar a primeira vez.
Você pode querer descobrir o que acontece caso siga outro caminho.
Ou simplesmente explorar melhor algumas das histórias secundárias.
Os NPCs ajudam a dar vida a Arborea
Um Metroidvania pode facilmente acabar parecendo apenas uma sequência de mapas conectados.
Mas Barbarian Saga: The Beastmaster tenta evitar isso colocando vários personagens espalhados pelo mundo.
Alguns ajudam na narrativa.
Outros oferecem missões.
E alguns acabam apresentando novas possibilidades para o jogador.
Eles também ajudam a mostrar que a guerra entre humanos e não-humanos não é apenas um detalhe da história.
Existe um mundo inteiro afetado pelo conflito.
A ambientação é uma das grandes qualidades
Visualmente, o jogo tem uma identidade bastante forte.
Os cenários são desenhados à mão e possuem uma estética que mistura fantasia clássica com um estilo de animação bastante característico.
Os inimigos também possuem designs variados.
Você encontra criaturas que conseguem parecer engraçadas em um momento e bastante ameaçadoras no seguinte.
E essa mistura funciona.
Não é um jogo que tenta parecer realista.
Ele quer parecer uma aventura de fantasia desenhada à mão.
E consegue transmitir isso muito bem.
A dificuldade pode incomodar
Agora, preciso falar de um dos pontos que pode dividir os jogadores.
Barbarian Saga: The Beastmaster não é exatamente um jogo fácil.
Alguns inimigos conseguem causar bastante dano e determinados encontros exigem que você tenha mais cuidado.
Além disso, a gestão da vida pode acabar sendo um problema.
As poções são importantes e podem precisar ser compradas com dinheiro, fazendo com que em determinados momentos seja necessário derrotar inimigos para conseguir recursos suficientes para continuar.
Para quem gosta de jogos mais exigentes, isso pode fazer parte da diversão.
Mas para quem prefere uma experiência mais tranquila, pode acabar sendo frustrante.
Alguns combates podem ser inconsistentes
O combate funciona bem na maior parte do tempo, mas existem situações em que a experiência pode ficar menos precisa.
Principalmente durante confrontos aéreos ou contra inimigos que atacam de determinadas posições.
Algumas análises também apontaram problemas relacionados às hitboxes e ao combate no ar.
Isso é uma pena porque, quando o combate funciona como deveria, ele é bastante satisfatório.
São pequenos problemas que acabam tirando um pouco do brilho de alguns encontros.
O jogo ainda mostra algumas arestas
Outro ponto que fica evidente é que Barbarian Saga: The Beastmaster é uma produção independente.
Existem momentos em que isso aparece.
A escrita possui algumas falhas.
Algumas animações ou interações não são tão polidas quanto poderiam.
E a apresentação sonora também não consegue acompanhar completamente a qualidade visual.
Nada disso destrói a experiência.
Mas são detalhes que fazem você perceber que o jogo ainda poderia ter recebido mais algum tempo de polimento.
A exploração continua sendo a grande motivação
Apesar desses problemas, existe uma coisa que funciona muito bem:
a vontade de descobrir o que existe depois.
Você vê uma região no mapa.
Encontra um caminho bloqueado.
Percebe que precisa de uma determinada transformação.
Então continua jogando.
Quando finalmente consegue a habilidade, volta para aquele lugar.
E encontra uma nova área.
Essa estrutura continua sendo uma das melhores fórmulas dos Metroidvanias.
E Barbarian Saga: The Beastmaster entende bem esse conceito.
É uma experiência para quem gosta do estilo clássico
No final das contas, Barbarian Saga: The Beastmaster não tenta reinventar o género.
Ele pega elementos conhecidos dos Metroidvanias e mistura com uma temática de fantasia clássica, transformações animais, combate com espada e diferentes sistemas de progressão.
E isso acaba sendo justamente o seu charme.
Não é necessário procurar algo extremamente inovador para encontrar diversão.
Às vezes, uma boa combinação de ideias conhecidas funciona muito bem.
✅ Pontos Positivos
- Direção artística 2D desenhada à mão com bastante personalidade.
- Sistema de transformação em diferentes criaturas é interessante.
- Mapa conectado funciona bem para exploração.
- Boa sensação de progressão ao desbloquear novas habilidades.
- Combate direto e fácil de entender.
- Chefes oferecem alguns dos melhores combates da aventura.
- Sistema de colar permite personalizar ataques, vitalidade e mana.
- Arenas oferecem uma experiência diferente do combate tradicional.
- Existem diferentes missões, arcos e finais.
- Boa variedade de inimigos e ambientes.
- Ambientação de fantasia clássica combina muito bem com a proposta.
- Legendas em português
❌ Pontos Negativos
- Algumas hitboxes podem parecer inconsistentes.
- Combates aéreos podem ser frustrantes em determinados momentos.
- A gestão de poções pode incentivar algum grind.
- A escrita possui alguns problemas de tradução e revisão.
- O áudio não acompanha completamente a qualidade visual.
- Algumas partes poderiam ter recebido mais polimento.
- A dificuldade pode afastar quem procura uma experiência mais tranquila.
🎯 Conclusão
Vou ser sincero: Barbarian Saga: The Beastmaster tem uma ideia muito boa e consegue entregar uma experiência divertida para quem gosta de Metroidvanias clássicos.
O sistema de transformação é provavelmente o maior diferencial.
Não estamos falando apenas de uma habilidade utilizada para causar mais dano.
As transformações fazem parte da exploração e ajudam a abrir novos caminhos pelo mapa.
E isso cria aquela sensação gostosa de progressão que todo bom Metroidvania precisa ter.
A direção artística também merece bastante destaque.
O estilo desenhado à mão combina muito bem com essa fantasia de espada e feitiçaria.
Arborea tem personalidade.
Os inimigos são variados.
E existe uma identidade visual que faz o jogo se destacar.
O problema é que o jogo também possui algumas arestas.
O combate nem sempre é tão preciso quanto poderia.
Algumas hitboxes incomodam.
A gestão das poções pode exigir grind.
E existem pequenos problemas de apresentação e escrita que poderiam ter sido corrigidos com mais polimento.
Mesmo assim, existe uma coisa que Barbarian Saga: The Beastmaster faz muito bem:
ele consegue fazer você querer continuar explorando.
Você quer descobrir a próxima transformação.
Quer saber o que existe naquela área bloqueada.
Quer enfrentar o próximo chefe.
E quer descobrir até onde aquela nova habilidade consegue levar você.
Para mim, isso é fundamental em um Metroidvania.
Se você gosta de jogos 2D de ação, exploração, fantasia clássica e progressão baseada em novas habilidades, Barbarian Saga: The Beastmaster merece uma oportunidade.
Não é um jogo perfeito e ainda possui alguns problemas que poderiam ser melhorados.
Mas existe uma boa base aqui e, principalmente, uma identidade própria.
É uma aventura de fantasia simples, direta e com bastante personalidade.
E às vezes é exatamente isso que procuramos em um bom Metroidvania.
E o que você achou do game?
Você já jogou Barbarian Saga: The Beastmaster?
E quero saber: o que você achou do sistema de transformação em animais?
Você prefere um Metroidvania mais focado em exploração ou gosta quando o jogo também coloca bastante dificuldade nos combates?
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🎮 Minha gameplay
Confira também a minha gameplay de Barbarian Saga: The Beastmaster e acompanhe a aventura pelo mundo de Arborea, os combates, as transformações e a exploração do mapa.
Minha gameplay: