quinta-feira, 3 de setembro de 2026

MORTAL SHELL 2 REVIEW: VALE A PENA? ANÁLISE COMPLETA

 

REVIEW - Mortal Shell II

Nome do Game: Mortal Shell II

Data de lançamento: 20 de agosto de 2026

Gênero: RPG de Ação / Soulslike / Dark Fantasy

Plataformas: PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S

Desenvolvedor: Cold Symmetry

Estúdio/Publisher: Playstack


Análise

Se você jogou o primeiro Mortal Shell e achou que a ideia era interessante, mas que ainda faltava alguma coisa para ele realmente competir com os grandes nomes do gênero, tenho uma boa notícia:

Mortal Shell II parece exatamente aquele tipo de sequência em que os desenvolvedores olharam para o primeiro jogo e pensaram: "Agora vamos fazer isso direito."

E essa diferença aparece logo nos primeiros minutos.

O jogo mantém aquela atmosfera sombria, pesada e desconfortável que já fazia parte da identidade da franquia, mas aumenta bastante a escala da aventura.

Agora temos um mundo interligado para explorar, novos guerreiros para possuir, mais armas, mais possibilidades de personalização e um combate muito mais livre.

E existe uma mudança que, para mim, faz uma diferença enorme:

a barra de stamina foi removida.

Sim.

Você pode atacar e esquivar sem precisar ficar olhando para uma barrinha esperando ela encher novamente.

Parece uma mudança pequena, mas muda completamente o ritmo das batalhas.

O combate ficou muito melhor

Se existe um motivo para jogar Mortal Shell II, é o combate.

O jogo continua sendo difícil, mas agora ele é muito mais agressivo e dinâmico.

Você pode atacar, esquivar, contra-atacar e continuar pressionando o inimigo sem aquela limitação tradicional de stamina.

Mas isso não significa que virou um jogo de apertar botões sem pensar.

Muito pelo contrário.

Os ataques possuem peso e comprometimento. Se você atacar na hora errada, pode ficar completamente aberto para receber um golpe.

E é aí que entra a parte mais gostosa.

Você começa a entender o comportamento dos inimigos, aprende os momentos certos para atacar e percebe que pode jogar de uma maneira muito mais agressiva.

Além disso, o sistema de parry e as execuções continuam sendo uma parte importante da experiência.

Quando você acerta aquele contra-ataque no momento perfeito e consegue executar o inimigo, a sensação é excelente.

É brutal, rápido e muito satisfatório.

O sistema de Shells continua sendo a alma do jogo

Uma das ideias mais interessantes do primeiro Mortal Shell continua aqui, mas agora foi muito mais desenvolvida.

Em vez de simplesmente escolher uma classe tradicional, você pode encontrar diferentes guerreiros e possuir seus Shells, aproveitando suas características e habilidades.

No total, existem oito Shells espalhados pelo mundo.

E cada um pode mudar bastante a maneira como você joga.

Isso é muito interessante porque você não fica preso a uma única forma de jogar.

Quer uma experiência mais resistente?

Pode escolher um Shell que favoreça isso.

Quer experimentar outro estilo?

Troque de Shell.

E o melhor é que você pode combinar essas características com diferentes armas, upgrades, Seals e Tarstones.

É aí que começa a parte realmente divertida.

Criar sua própria build

Se você gosta de ficar horas pensando em qual arma combina melhor com determinado poder, Mortal Shell II tem bastante coisa para oferecer.

O jogo permite melhorar armas de combate corpo a corpo e também armas de longo alcance.

Além disso, os Shells possuem habilidades próprias e existem diferentes recursos que podem modificar sua maneira de jogar.

Você pode montar uma configuração mais ofensiva, mais defensiva ou simplesmente criar uma combinação completamente diferente.

E não existe necessariamente uma única resposta correta.

Essa liberdade é uma das grandes melhorias da sequência.

Você começa a experimentar.

Testa uma arma.

Depois encontra um Shell novo.

Descobre uma habilidade.

Troca algumas melhorias.

E de repente está jogando de uma maneira completamente diferente daquela que imaginava no começo.

Um mundo aberto, mas sem exagerar no tamanho

Outra decisão que gostei bastante em Mortal Shell II foi o tamanho do mundo.

O jogo apresenta um mundo aberto interligado, mas não tenta simplesmente criar um mapa gigantesco cheio de espaço vazio.

A proposta é mais compacta.

Você encontra caminhos alternativos, áreas escondidas, masmorras, armas, Shells e outros segredos enquanto explora.

E isso funciona muito bem para esse tipo de jogo.

Você não precisa passar vários minutos atravessando um campo vazio só para chegar ao próximo objetivo.

Aqui, quase sempre existe alguma coisa para descobrir.

E se você sair do caminho principal, pode encontrar uma recompensa que realmente vale a pena.

O mundo também possui locais bem diferentes entre si, incluindo florestas, templos abandonados, cemitérios congelados e estruturas construídas com ossos.

É um daqueles jogos em que explorar por curiosidade pode acabar sendo tão interessante quanto seguir a história.

A ambientação é incrível

Visualmente, Mortal Shell II é um salto enorme em relação ao primeiro jogo.

A direção de arte aposta novamente naquele dark fantasy pesado, mas agora os ambientes possuem muito mais detalhes.

Existem cenários que conseguem ser bonitos e perturbadores ao mesmo tempo.

Você pode estar atravessando uma área aparentemente tranquila e, poucos minutos depois, encontrar alguma criatura grotesca ou uma construção que parece ter saído de um pesadelo.

E os inimigos ajudam bastante nisso.

O design das criaturas é um dos pontos que mais chamam atenção.

Alguns parecem completamente deformados, enquanto outros possuem uma aparência que combina perfeitamente com aquele mundo destruído.

É o tipo de jogo que consegue criar atmosfera sem precisar ficar colocando sustos o tempo inteiro.

E os chefes?

Aqui temos alguns dos momentos mais interessantes.

As batalhas contra chefes exigem que você realmente preste atenção.

Não basta simplesmente atacar.

Você precisa entender os padrões, identificar as aberturas e saber quando é melhor recuar.

E como o combate permite uma abordagem mais agressiva, algumas dessas batalhas acabam criando momentos muito bons.

Você esquiva de um ataque enorme, encontra uma abertura, parte para cima e consegue encaixar uma sequência de golpes.

Quando funciona, é muito satisfatório.

Mas também existem momentos em que alguns inimigos menores ou mini-chefes podem parecer mais previsíveis do que deveriam.

Então existe um pouco de equilíbrio entre encontros realmente memoráveis e outros que poderiam ser mais interessantes.

Explorar é recompensador

Uma das melhores coisas de Mortal Shell II é que o jogo não fica o tempo todo dizendo para onde você deve ir.

Você pode simplesmente sair explorando.

E isso costuma ser recompensado.

Existem novos Shells, armas, upgrades, curiosidades e masmorras espalhados pelo mundo.

O jogo possui mais de 80 masmorras, então existe bastante espaço para quem gosta de procurar caminhos escondidos e testar seus limites.

E algumas dessas áreas possuem desafios bem diferentes.

É justamente quando você encontra algo inesperado que a exploração fica mais divertida.

A história é interessante, mas poderia ser mais clara

Aqui está um dos pontos em que eu acho que Mortal Shell II poderia melhorar.

A história tem boas ideias.

Você controla o Harbinger, uma figura ligada à Mether, e precisa atravessar esse mundo destruído enquanto enfrenta criaturas e falsos deuses.

Existe bastante coisa acontecendo por trás da aventura.

O problema é que o jogo não entrega todas essas informações de maneira simples.

Você precisa prestar atenção nos diálogos, personagens, ambientes e nos detalhes espalhados pelo mundo.

Para quem gosta de montar o quebra-cabeça da história, isso pode ser muito interessante.

Mas se você prefere uma narrativa mais direta, pode acabar ficando um pouco perdido.

E acho que esse é um daqueles casos em que o jogo poderia explicar algumas coisas melhor sem perder o mistério.

Ainda existem alguns problemas

Apesar de ser uma evolução muito grande, Mortal Shell II não é perfeito.

A câmera pode atrapalhar em alguns momentos, principalmente durante batalhas em lugares apertados.

Também existem áreas em que a repetição começa a aparecer, principalmente em algumas masmorras.

Depois de várias horas, você pode começar a sentir que determinados ambientes e recompensas poderiam ter mais variedade.

Outro ponto é que alguns jogadores podem sentir que o começo da progressão é um pouco lento.

E embora a remoção da stamina torne o combate mais livre, ela também faz com que o jogo tenha uma identidade diferente de outros soulslikes tradicionais.

Para mim, isso é mais uma qualidade do que um problema.

Mortal Shell II não precisa copiar exatamente a fórmula que todo mundo já conhece.

Ele consegue encontrar seu próprio ritmo.


✅ Pontos Positivos

  • Combate muito mais rápido e responsivo.
  • Remoção da stamina deixa as batalhas mais livres.
  • Sistema de Shells oferece diferentes estilos de jogo.
  • Oito Shells para descobrir e experimentar.
  • Grande variedade de armas e possibilidades de builds.
  • Mundo aberto compacto e bem conectado.
  • Exploração recompensa a curiosidade.
  • Mais de 80 masmorras.
  • Chefes com batalhas intensas.
  • Excelente direção de arte.
  • Design de criaturas muito marcante.
  • Atmosfera sombria e envolvente.
  • Grande evolução em relação ao primeiro Mortal Shell.
  • Pode ser jogado como uma experiência independente.
  • Legendas em português

❌ Pontos Negativos

  • Algumas masmorras ficam repetitivas.
  • Algumas recompensas poderiam ser mais interessantes.
  • A câmera pode atrapalhar em determinados combates.
  • Alguns inimigos e mini-chefes podem parecer previsíveis.
  • A história pode ser confusa para quem prefere uma narrativa mais direta.
  • O início da progressão pode parecer um pouco lento.
  • Alguns elementos ainda precisam de pequenos ajustes de equilíbrio.

🎯 Conclusão

Vou ser sincero: Mortal Shell II me surpreendeu.

O primeiro jogo tinha ideias muito boas, principalmente o conceito dos Shells, mas ainda parecia uma experiência que precisava de mais tempo para encontrar seu verdadeiro potencial.

E agora parece que a Cold Symmetry encontrou esse caminho.

O combate está muito mais gostoso.

A ausência de stamina deixa tudo mais agressivo e permite que você jogue de maneira muito mais livre, enquanto o sistema de Shells, armas e upgrades oferece bastante espaço para experimentar diferentes builds.

E quando você junta isso com um mundo compacto, cheio de caminhos alternativos, masmorras e segredos, a exploração começa a fazer muito sentido.

Não é um mundo aberto gigante apenas para dizer que é aberto.

É um mundo que quer que você explore.

E isso faz diferença.

Claro que existem problemas. Algumas masmorras são repetitivas, a câmera pode incomodar e a narrativa poderia ser mais fácil de acompanhar.

Mas quando eu olho para o conjunto, fica difícil negar o quanto Mortal Shell II evoluiu.

Ele não tenta simplesmente ser uma cópia de Dark Souls ou Elden Ring.

Ele pega a fórmula Soulslike, coloca suas próprias ideias e cria uma experiência que consegue ter identidade.

Se você gosta de Soulslike, RPG de ação, dark fantasy e jogos difíceis, Mortal Shell II merece muito a sua atenção.

Principalmente se você jogou o primeiro e ficou pensando:

"Esse jogo poderia ser muito melhor."

Porque agora ele está bem mais perto de ser exatamente isso.


E o que você achou do game?

Você já jogou Mortal Shell II?

Quero saber principalmente se você gostou dessa mudança no combate e da decisão de remover a stamina.

Você prefere o combate mais livre de Mortal Shell II ou ainda gosta mais do sistema tradicional dos Soulslikes?

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🎮 Minha gameplay

Confira também a minha gameplay de Mortal Shell II e veja na prática o combate, os Shells, as armas, os chefes e toda a exploração desse mundo sombrio.

Minha gameplay:




⭐ Nota

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