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domingo, 20 de setembro de 2026

Isle of Reveries Review: Vale a Pena? Análise Completa

 

REVIEW - Isle of Reveries

Nome do Game: Isle of Reveries

Data de lançamento: 4 de setembro de 2026

Gênero: Ação / Aventura / Puzzle / RPG

Plataformas: PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch

Desenvolvedor: desertcucco

Estúdio/Publisher: Electric Airship


Análise

Existem jogos que deixam claro logo nos primeiros minutos de onde vieram as suas inspirações.

E Isle of Reveries é exatamente um desses casos.

Se você cresceu jogando aventuras clássicas de Zelda no Game Boy Color, provavelmente vai sentir uma familiaridade enorme aqui.

Mas existe um detalhe que faz toda a diferença:

Isle of Reveries não quer apenas copiar uma fórmula antiga.

Ele pega aquela estrutura de exploração, masmorras, puzzles e combate e coloca uma ideia própria no centro da aventura:

a capacidade de copiar e criar objetos usando a magia da fada que acompanha Lief.

E é justamente essa mecânica que transforma muitos dos puzzles em algo muito mais interessante.

Uma aventura com alma de Game Boy Color

A primeira coisa que chama atenção em Isle of Reveries é a sua direção artística.

O jogo aposta em gráficos pixelados e uma estética claramente inspirada nos clássicos portáteis da Nintendo.

Mas não é simplesmente uma tentativa de fazer um jogo antigo.

Existe bastante cuidado na construção dos cenários, personagens e ambientes.

Você controla Lief, uma coruja que parte em uma peregrinação pelos céus até a misteriosa Isle of Reveries, um lugar onde dizem que qualquer desejo pode ser realizado.

É uma premissa simples.

Mas funciona muito bem para criar aquela vontade de descobrir o que existe naquela ilha.

Lief é um protagonista diferente

E preciso admitir:

controlar uma coruja em uma aventura desse estilo funciona muito bem.

Lief tem um visual extremamente carismático e combina perfeitamente com a direção artística.

O jogo consegue manter uma atmosfera leve e colorida, mesmo quando começa a apresentar áreas mais perigosas.

E isso ajuda bastante na identidade.

Você olha para o protagonista e já entende que Isle of Reveries não está tentando ser uma aventura sombria e realista.

É uma fantasia retrô.

E funciona justamente por abraçar essa proposta.

A fada é a grande estrela

Agora chegamos à mecânica que realmente diferencia o jogo.

Lief possui uma fada companheira capaz de copiar e criar diferentes objetos encontrados pelo mundo.

E isso não serve apenas para enfeitar a aventura.

A mecânica é usada diretamente nos puzzles e também pode ajudar durante os combates.

Você pode encontrar um objeto.

Perceber que ele possui uma determinada função.

Copiá-lo.

E depois descobrir onde aquela mesma ferramenta pode ser utilizada.

É uma ideia simples, mas abre bastante espaço para criatividade.

Os puzzles são o ponto alto

E aqui está, para mim, uma das melhores partes de Isle of Reveries.

Os puzzles.

O jogo consegue criar situações em que você precisa observar o ambiente e entender como os objetos podem interagir entre si.

Às vezes a solução parece óbvia.

Em outras situações, você fica alguns minutos pensando:

"Como é que eu vou passar daqui?"

E quando finalmente percebe a solução, existe aquela pequena sensação de satisfação.

É exatamente o tipo de puzzle que funciona bem em uma aventura desse estilo.

Não precisa ser extremamente complicado.

Precisa apenas fazer você pensar.

A exploração é muito importante

O mundo de Isle of Reveries é dividido em diferentes biomas e possui uma área exterior bastante grande para explorar.

São oito biomas no mundo superior, além das diferentes masmorras espalhadas pela aventura.

E isso cria uma boa sensação de descoberta.

Você começa em uma região.

Encontra um caminho.

Descobre alguma coisa que ainda não consegue acessar.

Continua a aventura.

E depois volta para aquele local com novas ferramentas.

É uma estrutura que funciona muito bem para esse tipo de jogo.

As masmorras são o coração da aventura

Isle of Reveries possui sete masmorras, cada uma com a sua própria temática, mecânicas, puzzles e item-chave.

E isso ajuda a manter a experiência variada.

Cada dungeon tenta apresentar alguma ideia diferente.

Você aprende uma nova mecânica.

Resolve uma sequência de puzzles.

Enfrenta inimigos.

E eventualmente chega ao chefe.

Essa estrutura é extremamente familiar para quem jogou os clássicos Zelda.

Mas, novamente, a mecânica de copiar objetos ajuda a dar uma identidade própria para os desafios.

O combate é simples

Agora, preciso falar do combate.

Ele funciona.

Mas não é a parte mais impressionante do jogo.

Lief possui uma espada e pode enfrentar diferentes criaturas espalhadas pela ilha.

Os combates são relativamente simples e fáceis de entender.

Você ataca.

Se movimenta.

Desvia.

E tenta encontrar o momento certo para acertar o inimigo.

Para a proposta do jogo, isso funciona.

Mas se você está procurando um sistema de combate extremamente profundo, provavelmente vai sentir que ele é mais limitado.

E, sinceramente, acho que isso foi uma escolha consciente.

O foco está muito mais na exploração e nos puzzles.

As ferramentas também ajudam nos combates

A boa notícia é que a mecânica de copiar e criar objetos também pode ser utilizada contra inimigos.

Isso significa que a fada não é apenas uma ferramenta para resolver puzzles.

Ela também pode ajudar você durante os confrontos.

E isso cria algumas situações interessantes.

Um objeto que parecia servir apenas para solucionar um desafio pode acabar sendo útil para lidar com determinado inimigo.

Essa mistura entre exploração, puzzles e combate ajuda a deixar a mecânica principal mais integrada ao jogo.

A progressão é muito bem construída

Uma das coisas que mais gostei em Isle of Reveries é a maneira como o jogo entrega novas possibilidades aos poucos.

Você não recebe todas as ferramentas logo no início.

Vai aprendendo.

Vai desbloqueando.

E começa a entender melhor como o mundo funciona.

Isso faz com que cada nova habilidade tenha um propósito.

Quando aparece uma área que você não consegue acessar, você já começa a pensar:

"Será que vou conseguir voltar aqui mais tarde?"

E essa expectativa é muito importante para um Metroidvania ou aventura de exploração.

A comunidade é uma ideia muito interessante

Outro sistema que surpreende é a possibilidade de construir uma pequena comunidade.

Durante a aventura, você encontra personagens que podem ser salvos e depois passam a viver no seu município.

Esses personagens também podem oferecer novas missões e histórias.

Isso dá uma sensação interessante de progresso.

Você não está apenas avançando pela ilha.

Está também ajudando a criar um lugar onde os personagens podem viver.

E quanto mais pessoas você encontra, mais a comunidade começa a ganhar personalidade.

A cidade funciona como uma pausa

Depois de passar bastante tempo explorando dungeons e enfrentando inimigos, voltar para a comunidade acaba funcionando como uma pausa.

Você pode observar o que mudou.

Ver novos personagens.

Conhecer novas histórias.

E continuar trabalhando na construção daquele lugar.

É uma mudança de ritmo que combina muito bem com a aventura.

O visual retrô é um dos grandes destaques

Não dá para falar de Isle of Reveries sem voltar a mencionar o visual.

A inspiração no Game Boy Color é muito evidente.

Mas existe uma diferença importante:

o jogo não parece simplesmente uma cópia de um título antigo.

Ele utiliza a estética retrô para criar uma identidade própria.

Os personagens são expressivos.

Os cenários possuem bastante personalidade.

E as diferentes regiões conseguem transmitir sensações diferentes mesmo utilizando uma paleta visual limitada.

Para quem gosta de pixel art, é um jogo muito agradável de olhar.

A atmosfera é mais melancólica do que parece

Apesar dos personagens fofos e dos gráficos coloridos, existe uma certa melancolia em Isle of Reveries.

A própria ideia de uma ilha abandonada onde qualquer desejo pode ser realizado já cria uma curiosidade diferente.

Existe sempre a pergunta:

por que esse lugar foi abandonado?

E o que realmente acontece quando alguém consegue realizar o seu maior desejo?

O jogo não precisa transformar isso em uma narrativa extremamente pesada.

A atmosfera já consegue fazer você querer descobrir mais.

A trilha combina com a proposta

A música também segue essa ideia de aventura retrô.

As áreas mais tranquilas possuem músicas que combinam com a exploração.

Já as dungeons e os combates mudam o ritmo.

Nada tenta roubar o protagonismo da aventura.

E isso funciona bem.

O objetivo é criar uma experiência confortável de explorar, mas que consiga aumentar a tensão quando necessário.

Existe bastante conteúdo para explorar

Além da campanha principal, o jogo possui atividades adicionais e sistemas que ajudam a aumentar a sensação de descoberta.

Existe a construção da comunidade, missões secundárias e outros pequenos elementos espalhados pelo mundo.

E para quem gosta de procurar tudo, existem ainda conquistas relacionadas a diferentes objetivos, como completar dungeons, encontrar tablets e aumentar a vida ao máximo.

Isso ajuda a incentivar a exploração completa do mapa.

O modo cooperativo é limitado

Agora vem um ponto importante.

Isle of Reveries possui cooperativo, mas ele não está disponível para toda a campanha.

O jogo possui fases específicas para multiplayer, que podem ser jogadas localmente ou através de funcionalidades como Steam Remote Play Together no PC.

É uma adição interessante.

Mas quem entrar esperando jogar toda a aventura principal com um amigo pode acabar decepcionado.

Eu teria gostado de ver um modo cooperativo mais presente.

O combate poderia ser melhor

Esse é provavelmente o ponto em que o jogo mais perde força.

O combate não é ruim.

Mas quando comparado com a qualidade dos puzzles e da exploração, ele parece um pouco mais simples.

Existem momentos em que você sente que está repetindo os mesmos ataques contra inimigos parecidos.

E algumas situações poderiam ter mais variedade.

O jogo consegue compensar isso com os puzzles e a exploração, mas ainda assim é uma área que poderia ter sido mais trabalhada.

Algumas ideias parecem familiares

Outra questão é que Isle of Reveries deixa muito claras as suas referências.

Quem conhece os clássicos Zelda vai reconhecer rapidamente várias ideias.

Isso não é necessariamente um problema.

Na verdade, faz parte do charme.

Mas significa que algumas mecânicas podem parecer familiares demais para quem já jogou muitos jogos desse estilo.

Felizmente, a mecânica de copiar e criar objetos ajuda bastante a evitar que o jogo pareça apenas uma repetição.

A aventura sabe exatamente o que quer ser

E talvez essa seja a melhor maneira de resumir Isle of Reveries.

Ele não tenta ser um RPG gigantesco.

Não tenta criar um mundo aberto moderno.

Não tenta transformar o combate em um sistema extremamente complexo.

Ele quer entregar uma aventura de ação e puzzles com espírito de Game Boy Color.

E faz isso muito bem.

Existe exploração.

Existem dungeons.

Existem puzzles.

Existe combate.

Existe uma comunidade para construir.

E existe uma pequena coruja chamada Lief tentando descobrir o segredo daquela ilha.


✅ Pontos Positivos

  • Direção artística retrô muito bonita e cheia de personalidade.
  • Mecânica de copiar e criar objetos é o grande diferencial.
  • Puzzles criativos e bem integrados ao gameplay.
  • Oito biomas para explorar no mundo superior.
  • Sete masmorras com temas e mecânicas próprias.
  • Boa sensação de progressão.
  • Exploração recompensa a curiosidade.
  • Construção da comunidade adiciona uma camada interessante à aventura.
  • Personagens carismáticos.
  • Atmosfera nostálgica muito bem construída.
  • Boa mistura entre exploração, puzzles e combate.
  • Cooperativo oferece uma alternativa interessante em fases específicas.

❌ Pontos Negativos

  • O combate é mais simples do que a exploração e os puzzles.
  • Alguns inimigos podem acabar parecendo repetitivos.
  • O cooperativo não está disponível para toda a campanha.
  • Algumas ideias são bastante familiares para quem conhece os clássicos Zelda.
  • O jogo está disponível apenas em inglês.
  • Quem procura um RPG mais profundo pode sentir falta de sistemas mais complexos.

🎯 Conclusão

Vou ser sincero: Isle of Reveries foi uma das aventuras retrô que mais conseguiu me surpreender pela forma como mistura nostalgia com ideias próprias.

A inspiração nos clássicos Zelda está presente praticamente o tempo inteiro.

Mas o jogo não depende apenas dessa nostalgia.

A mecânica da fada, que permite copiar e criar objetos, dá uma identidade própria para a aventura e cria alguns dos melhores puzzles.

E é justamente nesses momentos que o jogo brilha.

Você olha para o cenário.

Percebe que existe alguma coisa que pode ser utilizada.

Começa a experimentar.

E, quando encontra a solução, sente aquela satisfação de ter descoberto a resposta sozinho.

A exploração também funciona muito bem.

Os oito biomas ajudam a criar variedade e as sete dungeons conseguem apresentar diferentes desafios, mecânicas e ambientes.

A construção da comunidade é outro detalhe que gostei bastante.

Você encontra personagens durante a aventura e, aos poucos, começa a transformar aquele pequeno município em um lugar mais vivo.

O maior problema está no combate.

Ele funciona, mas é claramente menos interessante do que os puzzles e a exploração.

E o cooperativo também poderia ter sido mais ambicioso, já que está limitado a fases específicas.

Mesmo assim, isso não tira o brilho da experiência principal.

Isle of Reveries sabe exatamente o que quer ser.

Uma aventura retrô.

Colorida.

Charmosa.

Com puzzles criativos.

Masmorras.

Exploração.

E uma boa dose de nostalgia.

Se você gosta de jogos no estilo dos clássicos The Legend of Zelda, principalmente da era Game Boy Color, Isle of Reveries merece bastante atenção.

Não é simplesmente um jogo que tenta fazer você lembrar do passado.

Ele utiliza essa inspiração como ponto de partida para criar a sua própria aventura.

E, para mim, esse é justamente o seu maior mérito.

É uma pequena aventura com uma grande personalidade.


E o que você achou do game?

Você já jogou Isle of Reveries?

E quero saber: você também sente aquela nostalgia dos clássicos Zelda do Game Boy Color?

E entre explorar as dungeons e resolver os puzzles, qual parte você mais gosta nesse tipo de aventura?

Não esqueça de fazer um comentário! 👇


🎮 Minha gameplay

Confira também a minha gameplay de Isle of Reveries e acompanhe Lief nessa aventura retrô, explorando a ilha, enfrentando inimigos, resolvendo puzzles e descobrindo os segredos das dungeons.

Minha gameplay:



⭐ Nota